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Desabafo contra a pequenez humana

Devo admitir que cada vez mais que amplio minha experiência de viver, mais me espanto com o ser humano. Mais me decepciono. Não consigo compreender por completo como ainda existem pessoas que não conseguem se desgarrar de sua infância e agem, talvez involuntariamente, como tais. Não páram para refletir diante de situações que elas próprias não reconhecem como esdrúxulas, como estúpidas, ou, menos pior, como meninices. Pior que isso é saber que tais tipos de pessoas estão envolvidas com o processo de educação, que trabalham numa escola e se auto-intitulam "professoras" quando na realidade não dispõem do menor senso crítico possível pertencente, em tese, a um profissional da educação. "Ganham" seus títulos acadêmicos, suas "lecenciaturas plenas" sem a menor capacidade de entender o papel grandioso que possui diante de si, de sua importância na formação de pequenos seres que as vêem como algum tipo de referência e agem justamente reforçando aquilo que esses pequenos seres deveriam suplantar. Ao invés de levá-los ao progresso efetivo, impõem-lhes obstáculos, atrasam-no, podendo até torná-los pior do que elas próprias que se dizem "capacitadas" para lidar com esses pequenos pobres educandos. São pessoas que não possuem a menor capacidade de enxergar a realidade a sua volta e se julgam tão observadoras quanto uma coruja, mas no fundo não passam de morcegos que ainda por cima possuem um sistema de radar não muito confiável. São pessoas que não conseguem ter um olhar para um novo, para o inevitável, para o amanhã, prendendo-se a mesquinharias, a coisas pequenas, vis, tentando espalhar seu veneno a outros seres. que tentam levar a sério e dignamente sua profissão de educador. Vulgarmente podemos denominá-las de, com todas as letras, invejosas. Incapazes de possuir um espírito nobre, de colocar-se no lugar do outro, de entender criticamente a realidade, tentam destruir aquele que possui esse espírito nobre que ela tanto almeja. Uma pessoa dessa estirpe ainda insiste em proclamar-se "educadora"... E ainda por cima com "ressalvas acadêmicas" por ter-se formado nessas universidades repletas de processos por suas atividades escusas em locais ermos, distantes dos olhos das autoridades competentes. Pessoas que não dependem de si mesmas para estarem em determinados cargos públicos, mas sim de um "padrinho forte", de um político inescrupuloso que conseguiu comprar sua alma tão barata e deixá-la devedora desse "favor", desse "empurrãozinho" na vida. Pior, de novo, é que esse tipo de pessoa empesteia nossa já tão arcaica educação sergipana envolta com essa "áurea de apadrinhamentos". Pessoas que não conseguem estar em suas determinadas posições sociais por mérito próprio, mas sim por mérito alheio. E ainda querem passar a imagem de que são importantes ou pior, de competentes... Coitadas dessas pessoas e de nós, espíritos livres...

Comentários

  1. É meu caro Fiscina,

    Sua revolta é a mais pura realidade, ainda mais em se tratando da educação no interior do Estado é que essa situação fica latente. Será que esse educadores educam ou emburrecem nossos alunos de vez?

    André

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