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Mostrando postagens de 2011

O pensamento semi-analfabeto

O ser humano, sem dúvida, é um dos bichos mais interessantes que existe na face da Terra. É o mais complexo bem como o mais convencido de suas capacidades extraordinárias diante do restante dos animais. Contudo, pelo mesmo fato de ele, o ser humano, ser o mais interessante, jamais afirme que conhece uma pessoa por completo, porque a gente pode se decepcionar facilmente embora isto não seja regra geral, mas que serve como alerta. Talvez culpa dessa coisa chamada razão que é inerente a todos nós e que justamente nos torna os menos confiáveis e os mais interessantes de todos os animais.

Pude constatar tal afirmação ao ouvir sem querer uma conversa entre dois indivíduos sobre trabalho. Os dois indivíduos nunca passaram por um curso de nível superior, mal concluíram o ensino médio e se viram obrigados a ingressar na vida em busca de trabalho, "bicos" na realidade, para complementar suas rendas parcas e tentar sustentar a família. Numa outra ocasião pude, inclusive, perceber até d…

Religião: lugar de preconceito, de intolerância, de desrespeito...

Por mais que eu tente parece ser inevitável sentir-me indignado com as pequenas manifestações de estupidez, senão de arrogância de fato, diante de certas palavras e atitudes da gentinha de mente apequenada que adora estar por trás do "manto sagrado da religião". Pessoinhas que se julgam mais sábias que os outros, que se julgam superioras, melhores, providas de um senso crítico elevado e de um poder de observação pleno, correto e que não se misturam à água por acreditarem ser o vinho. Enfim, aquelas pessoinhas que se dizem donas da verdade última mas que, no entanto, são extremamente incapazes de descer desse pedestal para assumir um simples errinho de relacionamento com o outro. Acho no mínimo irônico um padre ou um pastor se arvorarem o máximo da alma humana e se julgarem tão superiores ao ponto de sequer dar o ar da graça em eventos "profanos", em eventos que não estejam ligados diretamente às suas respectivas igrejas, e, ainda por cima, acharem-se no direito de …

Um desabafo contra a pequenez humana

Excepcionalmente re-publicarei um post de um companheiro blogueiro indignado com o comportamento daqueles que não reconhecem o valor de um árduo trabalho de engrandecimento espiritual e cultural realizado aqui nas paragens dorenses, daqueles que acreditam que os dorenses não possuem talento e que, portanto, não poderiam se destacar em nenhuma manifestação cultural, enfim, daqueles de mente reduzida! Caro companheiro Manoel, eis minha pequena contribuição e solidariedade à sua causa nobre. Concluo minha apresentação citando Nietzche e espero que as palavras dele nos sirvam de conforto ou provocação àqueles de mente apequenada: "(...) A maioria dos homens são fatigados, comuns e acomodados - a grande massa, os ordinários, os supérfluos e os que estão demais. Todos esses são covardes (...)".

DESABAFO

Estou muito triste, sim, muito triste mesmo! Pois nessa Sexta-feira, dia 4 de novembro de 2011 a viatura da Polícia Militar de Nossa Sra. das Dores parou defronte a sede do Proje…

O que é ser dorense?

Perguntado recentemente a respeito de um trabalho colegial por alunos que realizavam uma pesquisa sobre os "artistas" dorenses em função das comemorações alusivas à emancipação política de Nossa Senhora das Dores, fui tomado por uma reflexão sobre o que é ser dorense. A jovem aluna perguntara-me se eu sabia o que era ser dorense e, de bate-pronto, responde-lhe que ser dorense era ser um cidadão consciente das coisas, dos assuntos, enfim , um cidadão consciente e conhecedor dos acontecimentos que ocorrem nesta cidade além de ser participante deles.

Logo em seguida à minha breve resposta continuei refletindo sobre o que havia falado acreditando que minha resposta estaria incompleta ou ainda muito vaga. Imaginei que, no caso dorense, o aspecto mais relevante além de marcante facilmente visível na história e cultura daqui é notadamente o de influência católica, sobretudo nas duas principais festas do ano - a da padroeira, que ocorre no mês de setembro, e o da semana santa, no m…

E o tempo passou

Tenho que admitir algumas verdades que são tão evidentes quanto a morte que nos aguarda. Verdades estas que nos levam a concluir de forma tão peremptória algo que achávamos já superado: sou um indivíduo solitário. Sobretudo depois que acreditei ser melhor morar em outra cidade que, embora pequena e limitada se comparada à capital sergipense, é aconchegante. Claro que sempre suspeitei de minha tendência para a solidão, no entanto, a existência de pessoas que compartilhavam desse meu ponto de vista a respeito da solidão - meus amigos - ajudavam-me a compreender e a lidar com ela de um modo frutífero.

Sou forçado a admitir, por exemplo, que não sou mais aquele cara de vinte e poucos anos preocupado em ter um emprego “decente”, como dizia constantemente, ao lado de pessoas que sentia prazer ao estarem próximos de mim e compartilharem dos mesmos problemas. Tenho que admitir que os amigos de outrora não mais gozam dos mesmos desejos, dos mesmos sonhos, dos mesmos problemas...

Talvez a bel…

Por que adquirir um produto "pirata"?

Embora alguns intelectuais e teóricos de hoje negarem ou até condenarem as críticas ao capitalismo inauguradas principalmente pelo velho Marx quando da sua obra máxima O Capital, alegando uma defasagem no mínimo suspeita, acredito que existam certos aspectos que seriam praticamente inevitáveis não relacioná-los à filosofia marxista, sobretudo sua crítica, ao que, no dizer atualizado dos frankfurtianos, podemos denominar de um “capitalismo tardio”.

Não posso deixar de assumir que os ideais de comunismo proposto por Marx de fato não conseguiram germinar de uma forma tão plena ou então saudável nos moldes do seu pensamento, aliás, como muitos teóricos até concordariam, no entanto, reconhecendo essa “derrota prática” do comunismo marxista, ao menos sua crítica parece de fato ter bastante fundamento e ainda hoje nos servir como alicerce para identificarmos e originarmos uma compreensão mais coerente acerca do problema em questão.

É certo que, para Marx, numa interpretação completament…

Existe Liberdade?

A liberdade certamente é um dos temas mais envolventes e sempre foi tratado pela filosofia com muito esmero por filósofos como Aristóteles ou Sartre. A tradição sempre a tratou com muita complexidade além de um cuidado talvez, na minha opinião de filosofante, extremo. Mas nada que a desmereça, pelo contrário, todo cuidado ao tratar sobre a questão da liberdade ainda é pouco.O problema parte da seguinte maneira: será que sou completamente livre para realizar qualquer ação em minha vida? Será que ao tomar minha atitude, ela repercutirá positivimante na vida do meu semelhante ou não? Será que posso afirmar com todas as letras que possuo uma total autonomia no controle da minha vida?Sem dúvida muitos que lerem estas palavras irão admitir que nossa vida corriqueira é repleta de obrigações – sociais ou físicas, por exemplo – que nos impedem de assumir uma postura efetivamente livre. Mas liberdade não é simplesmente subir numa moto e viajar sem rumo e sem objetivo pelas estradas afora. Muito…

O problema da educação em Sergipe III

Sei que já comentei e postei aqui no meu blog algo a respeito do problema da nossa educação, digo, da educação pública em Sergipe. Mas o fato de ser recorrente implica que esse problema cada vez mais vem ficando evidente nas minhas observações de filosofante. 


Nossos dirigentes, os políticos, parecem não se importar realmente com nossa educação quando insistem nessa coisa de que uma indicação política, de um padrinho político forte, seja algo que resolva os problemas de gerenciamento de uma escola. Não posso deixar de me furtar para o fato de que às vezes, talvez muito raramente, eles acertem ao indicar para a direção de uma escola um indivíduo competente, envolvido com a comunidade escolar e realmente preocupado com os objetivos da educação. No entanto, não é o que se percebe no cotidiano da educação pública do meu estado.

Acredito que um indivíduo despreocupado com os objetivos da educação acarreta mais problemas para uma geração de alunos numa escola do que um prejuízo econômico loca…

Da difícil arte de ser professor

Por mais que tente ficar à margem das misérias que envolvem o mundo dos nossos políticos, não posso deixar de me furtar de alguns acontecimentos que, na minha expectativa de filosofante, são inevitáveis para um comentário sintético.

Recentemente meu estado sofreu uma greve de professores que durou pouco mais de vinte dias. O objetivo maior da greve dizia respeito à implantação do piso nacional que sofreu um aumento desde o início deste ano e que o nosso governador foi postergando sorrateiramente durante alguns meses crente de que os professores deveriam entender a situação delicada financeiramente que, de acordo com ele, o estado está passando.

Não pude comparecer efetivamente às ações e discussões pertinentes ao sindicato em função de minha atual condição na escola onde trabalho, mas fazia questão de, pelo menos, ficar a par do que estava acontecendo, seja através da mídia ou através de colegas que lá estiveram e presenciaram os muitos acontecimentos que se sucederam nesses poucos m…

O casamento de um príncipe com uma plebeia

Recentemente o mundo foi “abalado” por um grande momento que aconteceu no reino da Grã Bretanha. O casamento do príncipe com uma plebeia... De repente, em todos os canais de grande visibilidade do Brasil, só havia esse grandioso casamento – que agora não me recordo, mas que não faço tanta questão assim de lembrar-me. Não conseguia assistir à programação normal em função desse assunto que, segundo alguns especialistas do tema, “mudaria o mundo”. Se a roupa da agora princesa estaria assim ou assado; se o príncipe faria isso ou aquilo; enfim, subitamente prorromperam milhares de especialistas e comentaristas do casamento real que fiquei assustado ao saber que tem gente que se especializa nisso... Comentários e mais comentários de famosos, de autoridades, de graduandas e graduadas e até doutores se debruçando sobre esse tema tão pertinente à nossa vida... Eu disse “pertinente”? Ora! Quão impertinente foi esse assunto que até hoje, quase três dias depois, ainda se ouve em notas na imprensa…

Da estultificação das massas

Às vezes me critico bastante por ser aquele tipo de gente que está predisposto a observar apenas o que tem de ruim em alguma coisa. Principalmente aquelas palavras que alguém, talvez por pura idiotice ou puro desleixo mesmo, solta diante de um número significativo de pessoas que porventura possa exercer algum tipo de influência. Esse tipo de coisa geralmente se dá com gente famosa, aliás, eles deveriam fazer alguma espécie de preparação ao se tornarem famosos, pessoas, quer queiramos ou não, que servem de referência para outras, para não falarem algo completamente sem nexo ou preconceituoso ou ainda despropositado. Hoje mesmo tive a felicidade de ouvir durante alguns cinco minutos valiosos da minha breve vida uma entrevista com o senhor Carlinhos Brown que comentava a respeito das críticas que o axé-music sofre e ainda vem sofrendo. Inicialmente estava compadecido pelo depoimento dele, senti-me na obrigação de levantar a bandeira em defesa da música baiana para as massas já que sou ta…

A Grande Sacanagem da Natureza

Já se perguntaram a respeito do amor? Esse sentimento, diriam alguns, arrebatador, que consome o corpo e a alma da gente? Esse sentimento que carece de uma definição precisa, mas que todo mundo diz compreender, sobretudo quando se encontra enlaçado por ele? Já se perguntaram no fundo do seu âmago a razão da existência dele? Ultimamente venho tentando e confesso que as conclusões não são nada daquelas que estamos acostumados a ouvir do senso comum, da boca do povo. Ele não tem nada de bonzinho ou bonitinho, pelo contrário, é algo perverso, cruel, que tende a diminuir o ser humano diante dos outros, sobretudo diante do objeto amado. É a perda da dignidade, da razão. Vocês podem estar se perguntando: mas que tipo de amor é esse de que falo? Na qualidade de filosofante, claro que poderia generalizar e afirmar que se trata de um conceito geral atribuído realmente a tudo aquilo que entendemos como amor, mas reconheço as limitações de abarcar o todo e prefiro apenas me referir ao amor entre …

A Bíblia é um livro científico?

Todos que acompanham este blog sabem de minha dileção pela crítica religiosa sobretudo direcionada à religião cristã. Muitas vezes ouço ou recebo mensagens de pessoas que procuram me taxar como “ateu”, “herege” ou até “endemoninhado” graças às minhas palavras nada agradáveis quando comento sobre o cristianismo – e aqui, mais uma vez, refiro-me a todas às religiões que veem na figura de Jesus Cristo seu principal representante. Por isso, aqui na cidade onde resido, recuso-me a participar de todos os eventos que de uma maneira ou de outra percebo o envolvimento de alguma igreja, sobretudo a católica, na qual ultimamente venho tendo conhecimento de algumas arbitrariedades de um padre sem espírito humanitário e mais voltado para os descaminhos de negociatas e que diz ter vindo pregar a palavra do Senhor por essas paragens – talvez numa outra ocasião voltarei a detalhar mais profundamente sobre esse dito “enviado de Deus”.



Não sei se minha crítica é fruto de uma vaidade intelectual, de um …