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Mostrando postagens de Janeiro, 2015

CRÔNICAS DE UMA BARBEARIA II

Dona Aldegunda, seu Paulo e as leis

Dona Aldegunda era uma funcionária pública exemplar. De família tradicional na pequena cidade de Enforcados, sempre esteve de algum modo envolvida com os grandes acontecimentos da pacata cidadezinha. E foi graças a essa convivência com os personagens mais conhecidos de Enforcados que ela conseguiu seu emprego público e, posteriormente, um cargo de chefia no setor onde trabalha a mais ou menos vinte anos. Casada com Paulo, sessenta e poucos anos, homem simples, funcionário municipal aposentado, a mais de trinta anos aceita a personalidade forte de sua esposa e vive à sombra dela. Não é de briga, calmo, parcimonioso, frequentador contumaz da barbearia de seu Oswaldo, senta-se à cadeira de espera e dá um bom dia timidamente a seu Oswaldo e ao cliente que está por terminar de cortar o cabelo.
- Bom dia, seu Paulo!Tudo bem com o senhor? Responde seu Oswaldo.
O homem sentado à cadeira do barbeiro observa pelo reflexo do espelho seu Paulo balbuciar alguma …