<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232</id><updated>2012-02-13T00:39:54.177-02:00</updated><title type='text'>Escritos de um Filosofante</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>41</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-5941852203918215464</id><published>2012-02-09T10:20:00.000-02:00</published><updated>2012-02-09T10:20:43.042-02:00</updated><title type='text'>Pré-Caju: festa sergipana?</title><content type='html'>Recentemente aqui no meu estado, mais precisamente na capital Aracaju, aconteceu uma festa que os organizadores intitulam como "a maior prévia carnavalesca do Brasil", o Pré-Caju. Devo admitir que essa festa traz ao nosso diminuto estado uma projeção nacional - ou internacional - e que por sua vez ajuda a propagar nossas belezas, nosso encanto, nossa identidade, nossa sergipanidade ao turista... Espere?! Eu disse "nossa sergipanidade"? Bom, acho que o que de fato tem de sergipano nessa festa é só o nome, "Pré-Caju", porque o resto é de outro estado, de outra cultura. Isto mesmo, a maioria absoluta dos artistas que cantam e tocam seus intrumentos em cima de caminhões de ensurdecimento massivo são baianos! As músicas aqui cantadas são de autoria dos baianos! O sotaque da festa é baiana! E boa parte dos turistas que veem prestigiar esta "grande prévia carnavalesca" também vem da Bahia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom que fique bem claro: &lt;b&gt;não tenho nada contra a Bahia&lt;/b&gt;, pelo contrário, até os admiro pela beleza de sua cultura, de sua arte, de sua história, de seu lugar e, sobretudo, pela sua identidade inquestionável e marcante. O que estou criticando são esses mesmos organizadores que creem veementemente que estão divulgando o nosso estado, o estado de Sergipe, com os artistas da Bahia. Ora, imaginem um turista que diz: "fui a Aracaju e vi Ivete Sangalo, vi Chiclete com Banana e etc." "Mas, e de Sergipe? O que você viu nesse Pré-Caju?", perguntaria alguém ao nosso desavisado turista, " O shopping Riomar!?" responderia ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pretendo aqui levantar uma bandeira em defesa de uma festa do Pré-Caju toda feita por "artistas da terra". Reconheço que não daria o mesmo ibope que as outras atrações, até porque também o ritmo ou o estilo musical, penso, não seria adequado aos nossos artistas que tanto lutam para realmente ter uma autonomia ou uma identidade enquanto artistas sergipanos, mas que isso também não deixaria de ser um desafio para eles. O que questiono é que: como uma festa meramente comercial pode se arvorar a afirmar que faz parte da cultura sergipana?! Difusora da nossa cultura sergipana se ela acontece com a maioria absoluta com artistas de outros estados? Sobretudo da Bahia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante esse período da prévia, artistas baianos dão entrevistas, fazem aparições na mídia o tempo todo e convidam o aracajuano, o sergipano e os demais turistas das demais regiões do país para prestigiarem a festa. E, quando perguntados como se sentem fazendo essa festa aqui em Sergipe, eles respondem sem medo: "estamos em casa! Sergipe é o quintal da Bahia"! Os sergipanos cegos de paixão pelo seu estado esperneiam quando ouvem isso. Acham uma afronta aos nossos costumes, à nossa história, enfim, à nossa cultura. Mas eu pergunto: e esses artistas que afirmam isto estão errados? Ao meu ver, absolutamente que não, pois aqui eles treinam, ensaiam e realmente se sentem em casa, pois sempre são os principais convidados dessa "grande prévia carnavalesca sergipana" que nada tem de Sergipe! É uma festa meramente comercial, de interesses comerciais que não possui nenhuma pretensão de refletir nossa cultura! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias que antecederam essa "grande prévia carnavalesca" foi notícia aqui no nosso estado um blogueiro que reacendeu uma velha questão que sempre, de algum modo, passa por todo sergipano consciente: é muito dinheiro literalmente despejado nessa festa que enriquece poucos, principalmente os organizadores, que vem do nosso bolso. Pois é. Essa tal "grande prévia carnavalesca", assim correu na mídia, recebe ainda patrocínio e apoio dos governos federal, municipal e estadual, fora as empresas privadas; os organizadores ainda cobram os famosos abadás e seus respectivos blocos destinados para uma parte especial de foliões de boa origem gozando inclusive de segurança particular com os resistentes homens que seguram a corda chamados carinhosamente de "cordeiros"; e, obviamente, os camarotes vips destinados aos foliões que podem gastar pesadas quantias em um espaço restrito cheio de guloseimas e bebidas para simplesmente observar um caminhão de ensurdecimento massivo sendo seguido por uma multidão que acredita piamente que aquela música que está ouvindo é a melhor coisa que um ser humano poderia produzir em termos de canção, mas não pretendo me aprofundar mais nesses assuntos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-5941852203918215464?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/5941852203918215464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2012/02/pre-caju-festa-sergipana.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/5941852203918215464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/5941852203918215464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2012/02/pre-caju-festa-sergipana.html' title='Pré-Caju: festa sergipana?'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-3686653607932616888</id><published>2012-02-08T20:17:00.001-02:00</published><updated>2012-02-08T20:20:28.621-02:00</updated><title type='text'>Dráuzio Varella, ateu de coragem</title><content type='html'>&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/DbV9-vKNvi8" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-3686653607932616888?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/3686653607932616888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2012/02/blog-post.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/3686653607932616888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/3686653607932616888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2012/02/blog-post.html' title='Dráuzio Varella, ateu de coragem'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/DbV9-vKNvi8/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-4965901044280135498</id><published>2011-12-17T20:53:00.000-02:00</published><updated>2011-12-17T21:54:00.010-02:00</updated><title type='text'>O pensamento semi-analfabeto</title><content type='html'>O ser humano, sem dúvida, é um dos bichos mais interessantes que existe na face da Terra. É o mais complexo bem como o mais convencido de suas capacidades extraordinárias diante do restante dos animais. Contudo, pelo mesmo fato de ele, o ser humano, ser o mais interessante, jamais afirme que conhece uma pessoa por completo, porque a gente pode se decepcionar facilmente embora isto não seja regra geral, mas que serve como alerta. Talvez culpa dessa coisa chamada razão que é inerente a todos nós e que justamente nos torna os menos confiáveis e os mais interessantes de todos os animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pude constatar tal afirmação ao ouvir sem querer uma conversa entre dois indivíduos sobre trabalho. Os dois indivíduos nunca passaram por um curso de nível superior, mal concluíram o ensino médio e se viram obrigados a ingressar na vida em busca de trabalho, "bicos" na realidade, para complementar suas rendas parcas e tentar sustentar a família. Numa outra ocasião pude, inclusive, perceber até da dificuldade de ambos em redigir um simples texto contendo umas cinco ou seis linhas. Em suma: eram o que hoje denominam de &lt;b&gt;analfabetos informais&lt;/b&gt;. Mas o teor da conversa que tiveram vai contradizer todos os preconceitos que muitas vezes observamos em indivíduos dessa espécie. Vou tentar transcrever o teor da conversa deles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;- Você deveria ter pedido mais!&lt;br /&gt;- Tás doido! Aí é que ele não ía pagar mesmo!&lt;br /&gt;- Negoção... Trabalhei a mesma coisa que você e só ganhei 20 reais...&lt;br /&gt;- E eu 80... Num tá certo não?!&lt;br /&gt;- Sim, mas eu trabalhei a mesma coisa que você. Entrei e saí no mesmo horário que você, pintei a mesma coisa que você e só ganhei isso? Você devia, pelo menos, ter pedido uns 150 e a gente rachava no meio...&lt;br /&gt;- Mas o material é meu! O pincel, o balde, a brocha, a escada, a espátula... Todo o material é meu. É por isso que eu ganho mais que você. A tinta foi dele, aí ele me pediu o desconto, que era 120, e eu baixei pra 100 reais...&lt;br /&gt;- Sim, meu amigo, mas eu trabalhei a mesma coisa que você... Fiquei&amp;nbsp; embaixo de sol do mesmo jeito que você, suei a mesma coisa que você e você ganha mais só porque tem o material? Se for assim eu também compro meu material...&lt;br /&gt;- Mas sou eu quem arranja os negócios... Você fica em casa de beleza... Eu é que vou em sua casa te chamar pra me ajudar a pintar...&lt;br /&gt;- Sim, mas não mude de assunto não porque você tá errado mesmo.&lt;br /&gt;(...) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pudemos notar, parece que aqui existe um prenúncio de consciência em uma mente supostamente pronta para ser lapidada pelos discursos da razão. Ao ouvir essa conversa, fiquei sem acreditar e comecei a me lembrar das aulas de filosofia da faculdade. "Como esses caras conseguiram ter essa noção de exploração sem ter sequer ouvido falar em Marx e sua filosofia?". Parece uma vingança da Ave de Minerva àqueles que tentaram aprisioná-la nos umbrais de alguma universidade renomada. Agora descobri que ela saltita de mente em mente dos seres carentes pelo seu toque, pela sua luz, fossem eles incautos ou não. Talvez ela esteja atrelada àquilo que o brasileiro sabe de cor: a capacidade de sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na universidade a todo instante somos alimentados com preconceitos sutis de que "quem está aqui é o melhor" ou "vocês foram os escolhidos", de que quem está fora precisa de ajuda, da nossa ajuda, mas muitas vezes saímos de lá tão embebidos por esse tipo de preconceito que sequer notamos que qualquer pessoa pode desenvolver um pensamento racional sem ter que necessariamente passar por uma universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cursos de medicina e de direito, pelo menos aqui no meu estado, são os mais famosos por manifestarem essa incrível capacidade preconceituosa em relação não só às pessoas que não fizeram nenhuma faculdade como também aos próprios colegas que possuem cursos distintos. Mas claro que esse preconceito não é uma exclusividade deles, pois, como falei, eles infelizmente é que carregaram esse estigma que parece perpetuar-se até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que esses dois ditos semi-analfabetos conseguiram sintetizar muito bem o que muito aluno de faculdade que é obrigado a ler Marx jamais conseguiria em três ou quatro anos de curso! Eles conseguiram realizar aquilo que o próprio Marx já sonhara, que é o de que os trabalhadores - os seres humanos - ganhassem consciência da sua condição nessa sociedade que adora legitimar a relação de explorador e explorado tentando transmitir a ideia de que tal relação é "natural", quando na realidade não passa de uma escabrosa convenção humana. Os cidadãos do exemplo mostraram que a consciência não vem acompanhada de anos a fio de estudos em faculdades ou universidades, mas sim pela própria experiência de vida da pessoa. Não foi preciso ler Marx para saber que alguém estava se travestindo de explorador e o outro de explorado. Bastou apenas sua percepção, sua consciência, para identificar aquilo que somente o ser humano é capaz de possuir e assim identificá-lo como tal. O ser humano, portanto, está intrinsecamente envolvido com aquilo que ele tenta renegar: sua razão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-4965901044280135498?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/4965901044280135498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/11/o-pensamento-semi-analfabeto.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/4965901044280135498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/4965901044280135498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/11/o-pensamento-semi-analfabeto.html' title='O pensamento semi-analfabeto'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-3548091485268512060</id><published>2011-11-15T22:08:00.001-02:00</published><updated>2011-11-15T23:12:44.594-02:00</updated><title type='text'>Religião: lugar de preconceito, de intolerância, de desrespeito...</title><content type='html'>Por mais que eu tente parece ser inevitável sentir-me indignado com as pequenas manifestações de estupidez, senão de arrogância de fato, diante de certas palavras e atitudes da gentinha de mente apequenada que adora estar por trás do "manto sagrado da religião". Pessoinhas que se julgam mais sábias que os outros, que se julgam superioras, melhores, providas de um senso crítico elevado e de um poder de observação pleno, correto e que não se misturam à água por acreditarem ser o vinho. Enfim, aquelas pessoinhas que se dizem donas da verdade última mas que, no entanto, são extremamente incapazes de descer desse pedestal para assumir um simples errinho de relacionamento com o outro. Acho no mínimo irônico um padre ou um pastor se arvorarem o máximo da alma humana e se julgarem tão superiores ao ponto de sequer dar o ar da graça em eventos "profanos", em eventos que não estejam ligados diretamente às suas respectivas igrejas, e, ainda por cima, acharem-se no direito de caçoar ou de desfazer dos eventos que não fazem parte do calendário de suas igrejas. Eles não precisam disso! Já estão plenos! Cheios de si!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, vamos ao episódio que me inspirou: evento sobre problemas ligados às famílias nos dias de hoje e uma árdua labuta de uma companheira preocupada em divulgar ao máximo de pessoas possíveis, principalmente as pessoas que possuem certo destaque na sociedade, entre elas, um renomado e problemático padre bem como um pastor dessas igrejinhas de subúrbio ávido por congregar mais fiéis às suas fileiras (pelo menos antes do fato ocorrido).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convites distribuídos e finalmente chega o dia do evento. Como de costume em qualquer evento desse porte, por mais que se encaminhe centenas de convites, nem todo mundo pode comparecer. Minha nobre colega de faina, então, ao se encontrar com aqueles aos quais lhes foram entregues os convites pessoalmente, na mais inocente intensão, acha de perguntar aos respectivos convidados o porquê de não terem comparecido, e, também como de costume, a maioria justifica sua ausência e se desculpa demonstrando assim uma preocupação em manter o relacionamento e o respeito para com o outro. Entretanto, não foi o que aconteceu aos grandes representantes religiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que os senhores da verdade, plenos de si, além de não terem comparecido, ainda por cima demonstram um enorme desdém e tentam até desprestigiar o referido evento por não se tratar - imagino - de temas ligados à religião... Espere... E desde quando a religião não envolve seus tentáculos em temas tão comuns do nosso cotidiano, importantes à nossa sociedade, como o tema da família? Principalmente hoje em dia que existem padres que até comentam sobre o uso de preservativo?! Como assim o tema não estar relacionado com religião? Confesso que, diante da minha pequenez intelectual, seria extremamente infrutífera minha tentativa de compreender...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pastor ainda conseguiu proferir palavras sinalizando sua enorme sapiência no assunto: "já viu vinho misturar-se à água?", alegando, este senhor da verdade, que os temas seriam tão díspares quanto. E o grande padre de sapiência tamanha comparada apenas ao infinito? "Desses assuntos já estou calejado de ouvir e sei que não se resolve nada, pois não passa de blá-blá-blá!", de certa forma, não seria o que realmente acontece dentro das igrejas também já que não vemos nada efetivamente prático ou eficaz realizado pelos sermões muitas vezes eivados de politicagem deste também senhor da sapiência? Pior de tudo é imaginar que esses indivíduos se autoproclamam "religiosos"... Estou com medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu medo surge a partir do momento que percebo nestes senhores que eles não reconhecem ou não admitem que deveriam dar o exemplo já que, infelizmente, tratam-se de pessoas de destaque na comunidade. Se ouvisse de um político profissional talvez não me assustasse tanto, mas de um padre ou de um pastor, representantes de Deus aqui na Terra?! Se no dia-a-dia esses senhores possuem essa postura para com os pequenos, para com os eventos mundanos, profanos, que será que eles andam dizendo em suas igrejas? Pior que, também infelizmente, tem gente que leva isso a sério e passa a propagar esse tipo de comportamento soberbo que logo-logo descamba para intolerância, para o desrespeito ou para o preconceito porque coisa ruim se espalha fácil, já coisa boa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, meus amigos e amigas deste blog-desabafo, convivendo neste mundinho, pareço nunca me acostumar aos comentários infelizes dessas mentes brilhantes que povoam esta cidadela. Quanto mais convivo, mais percebo que sou diferente, estranho, apequenado, sobretudo por assumir publicamente que não pertenço e muito menos frequento as muitas religiões que por aqui se espalham que nem uma praga. Minha afirmação para encerrar este monólogo é esta: se religião fosse realmente o lugar da verdade última, não existiriam tantas pelo mundo afora. Vamos em paz e que o senhor nos acompanhe...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-3548091485268512060?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/3548091485268512060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/11/religiao-lugar-de-preconceito-de.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/3548091485268512060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/3548091485268512060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/11/religiao-lugar-de-preconceito-de.html' title='Religião: lugar de preconceito, de intolerância, de desrespeito...'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-2110831542588913417</id><published>2011-11-12T20:32:00.001-02:00</published><updated>2011-11-12T20:58:20.871-02:00</updated><title type='text'>Um desabafo contra a pequenez humana</title><content type='html'>&lt;span style="color: blue;"&gt;Excepcionalmente re-publicarei um &lt;/span&gt;&lt;i style="color: blue;"&gt;post &lt;/i&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;de um companheiro blogueiro indignado com o comportamento daqueles que não reconhecem o valor de um árduo trabalho de engrandecimento espiritual e cultural realizado aqui nas paragens dorenses, daqueles que acreditam que os dorenses não possuem talento e que, portanto, não poderiam se destacar em nenhuma manifestação cultural, enfim, daqueles de mente reduzida! Caro companheiro Manoel, eis minha pequena contribuição e solidariedade à sua causa nobre. Concluo minha apresentação citando Nietzche e espero que as palavras dele nos sirvam de conforto ou provocação àqueles de mente apequenada: "(...) &lt;i&gt;A maioria dos homens são fatigados, comuns e acomodados - a grande massa, os ordinários, os supérfluos e os que estão demais. Todos esses são covardes &lt;/i&gt;(...)".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DESABAFO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou muito triste, sim, muito triste mesmo! Pois nessa Sexta-feira, dia 4 de novembro de 2011 a viatura da Polícia Militar de Nossa Sra. das Dores parou defronte a sede do Projeto Memórias que fica situada nas dependências do Bazar da Arte. O fato é que os membros do referido Projeto tem nos últimos anos trabalhado voluntariamente em prol do desenvolvimento intelectual da nossa população, e em especial dos nossos jovens, o que por sua vez os protegem de situações de risco, pois bem, acontece que um grupo de adolescentes que são atendidos de forma gratuita por essa instituição foram impedidos de ensaiar algumas músicas que seriam apresentadas no dia seguinte em um dos colégios da nossa cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem saírem da viatura, os policiais chamaram os meninos e disseram que eles tinham que parar o barulho ou do contrário iam levar os instrumentos para a delegacia, o que eles alegaram: “os vizinhos” ligaram reclamando, detalhe, os policiais não revelaram quem fez a reclamação, foi o que me contaram os jovens, pois eu estava no momento da abordagem em uma sala editando um vídeo e não vi o ocorrido. Daí pergunto, o mais adequado não seria os, ou “o vizinho”, entrar em contato com os representantes da Instituição e quem sabe estabelecer um acordo de convivência antes de ameaça-los enviando a polícia? Será que esses vizinhos, ou o vizinho que reclamou não é um daqueles cujas ações refletem a personalidade de um individuo prepotente, orgulhoso e sem maiores preocupações com o próximo e ao meio ambiente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que efetivamente encontraram os policiais ao chegarem no local? Um grupo de jovens usando drogas, bebidas alcoólicas, fazendo sexo ilícito e planejando assaltar as casas dos vizinhos e as suas também? Encontraram esses policias, armas ou instrumentos musicais nas mãos desses adolescentes? Daí eu pergunto a vocês policiais e amigos protetores da nossa sociedade, e pergunto também aos, ou porque não dizer, ao meu caro vizinho reclamante, qual é o barulho que perturba mais, as baquetas feita de uma nobre madeira tocando a pele de uma bateria ou o som de um tiro de fuzil adentrando numa janela e atingindo um inocente? Tiro esse que pode muito bem ser acionado por um jovem cujas oportunidades e habilidades tenham sido castradas por atitudes irrefletidas, por um posicionamento meramente egoísta e insano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que os vizinhos, ou o vizinho, é daqueles que já se acostumou com o barulho irritante das sirenes das ambulâncias levando para os hospitais vítimas de atos violentos praticados por certos jovens? Será que não são “esses” uma construção nossa? O que grita mais alto, um acorde de uma guitarra bem tocada ou o soar desafinado da sirene de uma viatura policial perseguindo jovens bandidos e perigosos? Diante do que o mundo apresenta aos nossos jovens, é ou não é relevante o apoio a iniciativas como essa, apresentando possíveis soluções para os eventuais problemas que nos acomete? Poderiam os policiais ter ido embora sem procurar no ato da abordagem os responsáveis pelo estabelecimento e pela referida instituição a fim de expor a situação dialogando com a outra parte envolvida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o fato é que estamos “errados mesmo”, somos efetivamente culpados por não termos dinheiro para construir uma sala acústica para os nossos alunos, e nem mesmo sede própria, somos culpados por eles saírem tristes com os seus instrumentos nas mãos lamentando o ocorrido, somos culpados por nossa cidade não ter um local adequado para os nossos jovens exprimir os seus talentos artísticos, sim, talvez sejamos culpados por muitos deles se tornarem bandidos perigosos, daqueles que matam pais de famílias inocentes para roubar, daqueles que matam sem piedade aqueles que são pagos para nos proteger, vocês policiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, talvez mereçamos mesmo ir presos por “perturbarmos” a ordem pública, e de lá da delegacia sermos encaminhados aos magistrados, processados, e condenados pelo crime de formação de bons cidadãos.&lt;br /&gt;Bem, são exatamente três horas da manhã, estou com a cabeça doendo muito, a gastrite a mil, o estômago dói demais, e do meu olho está descendo uma água ardida que alguns chamam de lágrima, e essas caem nos mais variados formatos, lamento, revolta, tristeza, angustia, muito pesar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel M. Moura (http://blogdoprojetomemorias.blogspot.com/)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-2110831542588913417?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/2110831542588913417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/11/um-desabafo-contra-pequenez-humana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/2110831542588913417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/2110831542588913417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/11/um-desabafo-contra-pequenez-humana.html' title='Um desabafo contra a pequenez humana'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-7901113473979107008</id><published>2011-10-23T21:42:00.000-02:00</published><updated>2011-10-23T21:48:23.480-02:00</updated><title type='text'>O que é ser dorense?</title><content type='html'>&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-R986hAijGMM/TqSgPeKl1SI/AAAAAAAAAXc/sSzzW-cJbF4/s1600/PA140627.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-R986hAijGMM/TqSgPeKl1SI/AAAAAAAAAXc/sSzzW-cJbF4/s400/PA140627.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Mercado municipal de Nossa Senhora das Dores em 2007. Foto: acervo pessoal&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Perguntado recentemente a respeito de um trabalho colegial por alunos que realizavam uma pesquisa sobre os "artistas" dorenses em função das comemorações alusivas à emancipação política de Nossa Senhora das Dores, fui tomado por uma reflexão sobre o que é ser dorense. A jovem aluna perguntara-me se eu sabia o que era ser dorense e, de bate-pronto, responde-lhe que ser dorense era ser um cidadão consciente das coisas, dos assuntos, enfim , um cidadão consciente e conhecedor dos acontecimentos que ocorrem nesta cidade além de ser participante deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo em seguida à minha breve resposta continuei refletindo sobre o que havia falado acreditando que minha resposta estaria incompleta ou ainda muito vaga. Imaginei que, no caso dorense, o aspecto mais relevante além de marcante facilmente visível na história e cultura daqui é notadamente o de influência católica, sobretudo nas duas principais festas do ano - a da padroeira, que ocorre no mês de setembro, e o da semana santa, no mês de abril -, mas ainda existem as outras festas, as chamadas "profanas", como a festa do boi e a micarense - a primeira que acontece em novembro e a segunda no mês de abril ou maio. Mesmo identificando essas festividades ainda assim não me contentei em afirmar que isso nos serve como possível "identidade cultural", ou ainda como um &lt;i&gt;ethos &lt;/i&gt;dorense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XtZNCq9r0gI/TqSg0ctGIOI/AAAAAAAAAXk/GdBPEW3cHJE/s1600/PA070573.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="218" src="http://4.bp.blogspot.com/-XtZNCq9r0gI/TqSg0ctGIOI/AAAAAAAAAXk/GdBPEW3cHJE/s400/PA070573.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Igreja matriz de Nossa Senhora das Dores em 2007. Foto: Acervo pessoal.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;Acredito que essa identidade não estaria apenas ligada ao aspecto religioso já que ele inclui apenas a religião católica e segrega as demais manifestações religiosas - como as igrejas protestantes e algumas pequenas manifestações de religiões afrodescendentes localizadas e marginalizadas bem como alguns grupos espíritas - e não-religiosas organizadas pelo poder público ou privado como as "festas profanas" já que estas dependem muitas vezes de algum investimento financeiro por parte de alguém ou de algum grupo financeiro. Óbvio que as manifestações religiosas de influência católica exercem um grande poder cultural na cidade - como o próprio nome da cidade já denota -, mas acredito que tais manifestações não poderiam ser únicas ou exclusivamente responsáveis por criar essa complexa identidade dorense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pretendo aqui me estender a uma discussão profunda e absoluta sobre essa suposta "identidade dorense", ao contrário, pretendo sim encontrar uma resposta que, pelo menos, satisfaça essa ideia inquietante de que exista essa "identidade dorense". Uma ideia que sirva, por exemplo, como aos baianos de que, quando falo em acarajé, em abará, em axé e outros correlatos culturais, remeta-me imediatamente ao estado da Bahia ou a Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que tal esforço incorre no possível equívoco de acreditar e reduzir que em toda Bahia apenas existam tais coisas sem levar em consideração as cidades do interior ou mesmo os bairros periféricos da capital onde o foco cultural é muito mais forte e evidente senão peculiar. Contudo, acredito que criar ou identificar uma ideia que possa reduzir - e isso é uma tarefa hercúlea ou até mesmo perigosa - a identidade de um povo ou de um lugar é um trabalho necessário para que seu prórprio povo também se identifique e assuma estar envolvido ou ligado umbilicalmente com a história da comunidade e, consequentemente, consigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-bp_Zz_fUQS4/TqSi7oiKf1I/AAAAAAAAAXs/dB55TRYLakg/s1600/DSCF1206.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-bp_Zz_fUQS4/TqSi7oiKf1I/AAAAAAAAAXs/dB55TRYLakg/s400/DSCF1206.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Procissão da festa católica da padroeira de Nossa Senhora das Dores, setembro de 2010. Foto: acervo pessoal.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar em identidade de um lugar pressupõe também uma identidade do indivíduo, um conhecimento produtivo ou positivo do próprio indivíduo em relação a si mesmo e com o local onde ele está inserido. Por isso a necessidade de eventos tradicionais nas cidades para assim confirmar a marca da comunidade na história, e aqui concordo que as festas de cunho religioso que acontecem aqui em Dores, como os penitentes no período da semana santa, serve-nos para construir nossa identidade - ressaltando que essa manifestação religiosa dos penitentes não fora originada pela igreja católica aqui presente, mas sim por uma espontânea manifestação popular, segundo comentários de colegas professores, e que, em alguns momentos, alguns padres até eram contrários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que as muitas histórias bem como os muitos personagens notórios e marcantes de um lugar também servem como identidade de um lugar. Personagens como "Zé das Cobras", ex-delegado da cidade e já falecido, que, dizem, andava com uma cobra sobre o pescoço talvez com o intuito de assustar os marginais; ou ainda histórias como a de um notório cidadão dessas paragens que diz ter colocado um urubu cozido para os amigos comerem alegando ser uma galinha; ou comidas peculiares de sabores únicos como a Traíra preparada por "Jarinho" e seus familiares...Todas essas "coisas" constituíriam nossa identidade, nosso modo de ser, nosso &lt;i&gt;ethos&lt;/i&gt;, e elas são únicas, somente acontecem aqui fazendo parte da nossa memória coletiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou um antropólogo, um sociólogo ou um especialista qualquer para afirmar cientificamente que o &lt;i&gt;ethos &lt;/i&gt;dorense é exatamente isso, não obstante, para mim, essas "pequenas" histórias e seus "pequenos" personagens conseguem constituir o que poderíamos denominar de uma identidade. E não poderia deixar de comentar também das comidas, dos trejeitos das pessoas, do sotaque ou até do jeito de pensar típicos daqui. Aquele que é conhecedor dessas coisas, que as guarda com carinho, que as registra, é também um historiador e sobretudo um cidadão consciente do papel de sua identidade para com o seu lugar visto que as histórias de um lugar e as demais "coisas" características servem como memória, seja ela individual ou coletiva. E em cada lugar essas histórias nunca são ou serão as mesmas, muito pelo contrário. Por isso afirmei que ser um cidadão dorense é ser conhecedor dessas histórias e desses personagens, é ser mantenedor e difundidor delas, porque só quem é dorense de coração é quem as conhece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-7901113473979107008?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/7901113473979107008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/10/o-que-e-ser-dorense.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/7901113473979107008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/7901113473979107008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/10/o-que-e-ser-dorense.html' title='O que é ser dorense?'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-R986hAijGMM/TqSgPeKl1SI/AAAAAAAAAXc/sSzzW-cJbF4/s72-c/PA140627.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-8943483158955347712</id><published>2011-09-24T18:04:00.000-03:00</published><updated>2011-09-24T18:21:35.046-03:00</updated><title type='text'>E o tempo passou</title><content type='html'>Tenho que admitir algumas verdades que são tão evidentes quanto a morte que nos aguarda. Verdades estas que nos levam a concluir de forma tão peremptória algo que achávamos já superado: sou um indivíduo solitário. Sobretudo depois que acreditei ser melhor morar em outra cidade que, embora pequena e limitada se comparada à capital sergipense, é aconchegante. Claro que sempre suspeitei de minha tendência para a solidão, no entanto, a existência de pessoas que compartilhavam desse meu ponto de vista a respeito da solidão - meus amigos - ajudavam-me a compreender e a lidar com ela de um modo frutífero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou forçado a admitir, por exemplo, que não sou mais aquele cara de vinte e poucos anos preocupado em ter um emprego “decente”, como dizia constantemente, ao lado de pessoas que sentia prazer ao estarem próximos de mim e compartilharem dos mesmos problemas. Tenho que admitir que os amigos de outrora não mais gozam dos mesmos desejos, dos mesmos sonhos, dos mesmos problemas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a beleza da vida esteja nesse reconhecimento muitas vezes tardio de que a vida é esse eterno movimento, essa mudança constante. É essa a condição do ser humano na história. Ontem me via um jovem cheio de expectativas vendendo insegurança, hoje me sinto vazio de expectativas e possuo uma segurança que desconfio se ela me satisfaz de fato. Lembro-me que até os amores eram diferentes, puros, cegos... Hoje até me questiono se o amor existe mesmo ou se é um artifício da natureza para unir esse ser - o humano - que se acha superior aos animais no intuito de manter a espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou apenas comparando os momentos com certo ar de amadurecimento ou distanciamento para enxergar melhor o que foi ou o que eles representaram na minha vida. Claro que cada momento possui sua especificidade, sua maneira única de ser, de mostrar-se... Mas que dá uma certa saudade isso sim eu não posso me dar ao luxo de negar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também me questiono se tal percepção é um mero reflexo de minha cultura ocidental que tendencia meus pensamentos, meus sentimentos, meu jeito de ser, minha personalidade, enfim, minha vida. Dizer que sou livre dessas interferências talvez seja uma pretensão vã, ilusória. Até que ponto poderia realmente afirmar com todas as letras que sou incólume às influências de uma moda, de uma tendência, de uma ideologia ou ainda de uma saudade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje meus companheiros são outros sim - se é que posso chamá-los de companheiros de verdade como os de outrora não possuo essa certeza -, mas algo reconheço e admito: esses ditos companheiros de hoje não são mais aqueles de toda hora, de todo momento, dos mesmos desejos, quereres e sonhos. Sentar à frente da casa de minha mãe e definir o que iríamos fazer era uma praxe sagrada. Às vezes faltava um ou outro, mas aí tratávamos de buscá-lo onde quer que estivesse para completar os aventureiros da noite ou a denominação que a gente achava até então adequada, &lt;b&gt;“Os Kerouac’s”, &lt;/b&gt;numa óbvia alusão ao &lt;i&gt;On The Road&lt;/i&gt; desse autor conhecido dos anos setenta. Detalhe: apenas um de nós de fato lera o tal romance e nos contara os momentos que achávamos ter tudo a ver com nossos espíritos, com nossos "princípios". Nosso objetivo era claro: diversão para o espírito. Conhecer nossa cidade através de duas rodas (bicicletas, não motos) era uma consequência dessa busca; conversar sobre tudo e todos também; viver era a regra geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje nosso nome de grupo não soa com tanta força como antigamente, e chega a ser até meio engraçado tentar resgatar aqueles momentos que jamais se repetirão. Pergunto-me até se seria desespero de nossa parte ousar tal façanha, ou melhor, se teríamos realmente esse direito de fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, queridos companheiros, é tentar enxergar à nossa frente – como fazíamos naquela época – e buscar novas “aventuras”, novos desejos, reconhecendo que nosso passado foi algo maravilhoso além de proveitoso e que nos serve como alicerce para aquilo que nos tornamos hoje..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3IXxWKZ198U/Tn5Fl1TahXI/AAAAAAAAAWU/-XN2jCa4_Nc/s1600/C%25C3%25B3pia%2B%25282%2529%2Bde%2Bfotosantigas1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-3IXxWKZ198U/Tn5Fl1TahXI/AAAAAAAAAWU/-XN2jCa4_Nc/s320/C%25C3%25B3pia%2B%25282%2529%2Bde%2Bfotosantigas1.jpg" width="218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Meu irmão Mário (cod-nome Pi, "membro honorário"), Jhonny (irmão de Tony e mascote) e eu, nos idos anos 90.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TlcUoh2q55I/Tn5FljDRBNI/AAAAAAAAAWE/sCJrlFLZvI0/s1600/Capa%2Bde%2Bdisco.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="217" src="http://4.bp.blogspot.com/-TlcUoh2q55I/Tn5FljDRBNI/AAAAAAAAAWE/sCJrlFLZvI0/s320/Capa%2Bde%2Bdisco.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Tony, eu, Marcos Aurélio (popular Wacko) e Sidney (popular Magal), a formação original dos Kerouac's.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_N6f2KTy4G0/Tn5Fl52Gt0I/AAAAAAAAAWM/GqFa4_dZxuc/s1600/Los%2BKerouacs%2Bv%25C3%25A3o%2Bao%2Ba%25C3%25A7ude%2Bde%2BDores.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="187" src="http://2.bp.blogspot.com/-_N6f2KTy4G0/Tn5Fl52Gt0I/AAAAAAAAAWM/GqFa4_dZxuc/s320/Los%2BKerouacs%2Bv%25C3%25A3o%2Bao%2Ba%25C3%25A7ude%2Bde%2BDores.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Tony, Marcos e André, outro "membro honorário".&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-8943483158955347712?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/8943483158955347712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/09/e-o-tempo-passou.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/8943483158955347712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/8943483158955347712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/09/e-o-tempo-passou.html' title='E o tempo passou'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3IXxWKZ198U/Tn5Fl1TahXI/AAAAAAAAAWU/-XN2jCa4_Nc/s72-c/C%25C3%25B3pia%2B%25282%2529%2Bde%2Bfotosantigas1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-1664491589278625038</id><published>2011-09-23T22:35:00.002-03:00</published><updated>2011-09-24T18:48:22.583-03:00</updated><title type='text'>Por que adquirir um produto "pirata"?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-nEVyPcyMxes/Tn0z3xsECbI/AAAAAAAAAUc/cw6t3M02WZk/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="194" src="http://3.bp.blogspot.com/-nEVyPcyMxes/Tn0z3xsECbI/AAAAAAAAAUc/cw6t3M02WZk/s320/images.jpg" width="259" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Embora alguns intelectuais e teóricos de hoje negarem ou até condenarem as críticas ao capitalismo inauguradas principalmente pelo velho Marx quando da sua obra máxima O Capital, alegando uma defasagem no mínimo suspeita, acredito que existam certos aspectos que seriam praticamente inevitáveis não relacioná-los à filosofia marxista, sobretudo sua crítica, ao que, no dizer atualizado dos frankfurtianos, podemos denominar de um “capitalismo tardio”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso deixar de assumir que os ideais de comunismo proposto por Marx de fato não conseguiram germinar de uma forma tão plena ou então saudável nos moldes do seu pensamento, aliás, como muitos teóricos até concordariam, no entanto, reconhecendo essa “derrota prática” do comunismo marxista, ao menos sua crítica parece de fato ter bastante fundamento e ainda hoje nos servir como alicerce para identificarmos e originarmos uma compreensão mais coerente acerca do problema em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que, para Marx, numa interpretação completamente despretensiosa, na qualidade de filosofante, o próprio capitalismo traria dentro de si elementos que posteriormente o derrocaria. É o princípio dialético inaugurado pelo mestre de Marx, o filósofo também alemão, Hegel, segundo o qual a contradição seria a mola mestra, a engrenagem maior e responsável por mover toda a máquina chamada “modo de produção capitalista”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa contradição estaria, por exemplo, sendo retratada nas relações de trabalho em que o patrão depende do empregado, o explorador do explorado e vice-versa, criando uma relação fundamental entre os opostos, oposição esta típica do capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa visão mais ampla, ainda seguindo o viés marxista, o próprio capitalismo, à medida que dá sinais de avanço, de progresso, no bojo desse mesmo movimento estaria seu inverso, o atraso, o retrocesso.No capitalismo, existe essa ilusão de que o progresso é necessário, que é importante, ficando subjacente os elementos que irão consumir esse mesmo progresso, esse mesmo avanço. É como se dentro do próprio capitalismo já germinasse um novo modo de produção que o suprimiria. É o que percebemos hoje, por exemplo, no conflito existente entre os grandes donos de empresas contra o comércio dito “pirata”, principalmente nos produtos que estão relacionados à área de informática e que dependem, portanto, da utilização de algum computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que as facilidades ocasionadas pelo advento do computador foram até certo momento esperadas pelos grandes fabricantes desse instrumento com bastante entusiasmo, não obstante, talvez eles não tenham previsto aquilo que o velho Marx já nos mostrara que é justamente essa forma dialética de funcionamento que o capitalismo traz consigo. Do mesmo jeito que ele, o capitalismo, oferece as mil e uma facilidades para sua manutenção, simultaneamente também traz consigo os elementos que poderão enfraquecê-lo e assim suprimi-lo (no sentido da &lt;i&gt;aufheben &lt;/i&gt;hegeliana).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto ouvimos campanhas e mais campanhas para não adquirirmos produtos piratas, produtos esses que seriam frutos do “crime organizado”, de acordo com a descrição dada pelas grandes empresas que estariam inseridas no mercado denominado por eles de “legalizado”, mesmo assim, são eles, os ditos ilegais, que vendem de maneira significativa além de possuírem uma acessibilidade imensa para uma boa parte população e em qualquer lugar do país! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem que em uma feira municipal, que acontece semanalmente em qualquer cidadezinha do interior de Sergipe, existem bancas que comercializam desde CD’s de músicas, de jogos para vídeo-game, DVD’s de filmes, arquivos em MP3, JPEG, AVI e até, pasmem, programas para computador “hackeados” ou “copiados ilegalmente”. Isto sem comentar na variedade que é imensa e bem maior que as lojas ditas especializadas e que vendem esses produtos em alguns lugares da capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora pergunto: será que alguém que more no interior de Sergipe iria ser levado a adquirir um “produto original” viajando para a capital, trocando sua própria cidade, sua feira e perder a comodidade de comprá-lo ao lado de sua casa? Acho meio improvável senão impossível.Não possuo a certeza no assunto, mas da mesma forma que uma fábrica que diz empregar dezenas ou centenas de trabalhadores “legalizados”, as fábricas “ilegais” de produtos “piratas” deve contratar do mesmo jeito, óbvio que na clandestinidade e com menos privilégios trabalhistas, mas, ainda assim, estaria empregando do mesmo jeito que as outras fábricas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-1664491589278625038?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/1664491589278625038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/09/por-que-adquirir-um-produto-pirata.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/1664491589278625038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/1664491589278625038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/09/por-que-adquirir-um-produto-pirata.html' title='Por que adquirir um produto &quot;pirata&quot;?'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-nEVyPcyMxes/Tn0z3xsECbI/AAAAAAAAAUc/cw6t3M02WZk/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-882504202632094536</id><published>2011-09-20T18:44:00.001-03:00</published><updated>2011-09-20T18:44:45.183-03:00</updated><title type='text'>Existe Liberdade?</title><content type='html'>&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A liberdade certamente é um dos temas mais envolventes e sempre foi tratado pela filosofia com muito esmero por filósofos como Aristóteles ou Sartre. A tradição sempre a tratou com muita complexidade além de um cuidado talvez, na minha opinião de filosofante, extremo. Mas nada que a desmereça, pelo contrário, todo cuidado ao tratar sobre a questão da liberdade ainda é pouco.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O problema parte da seguinte maneira: será que sou completamente livre para realizar qualquer ação em minha vida? Será que ao tomar minha atitude, ela repercutirá positivimante na vida do meu semelhante ou não? Será que posso afirmar com todas as letras que possuo uma total autonomia no controle da minha vida?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Sem dúvida muitos que lerem estas palavras irão admitir que nossa vida corriqueira é repleta de obrigações – sociais ou físicas, por exemplo – que nos impedem de assumir uma postura efetivamente livre. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-yMIbRryfugY/TnkJRHoFBsI/AAAAAAAAATk/4xxbPmgOEkA/s1600-h/DSC_0000009%25255B31%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="DSC_0000009" border="0" alt="DSC_0000009" src="http://lh6.ggpht.com/-83u6vYze38A/TnkJS76VY8I/AAAAAAAAATo/s4Ue_YAzxjw/DSC_0000009_thumb%25255B23%25255D.jpg?imgmax=800" width="431" height="240"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Mas liberdade não é simplesmente subir numa moto e viajar sem rumo e sem objetivo pelas estradas afora. Muito menos assumir a qualquer um que se é dono do próprio destino. Para a filosofia aristótelica, por exemplo, a liberdade perpassa pelas escolhas que realizamos na nossa vida. Nossa liberdade estaria relacionada com nossa postura de agir ou não agir, de tomar uma atitude ou não. A escolha é nossa!&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Até hoje essa postura aristótelica de liberdade é discutida na filosofia e, vejam só, desde a antiguidade não se encontrou uma solução, ao contrário, a literatura filosófica moderna reforçou tal postura além de adaptá-la ao nosso novo mundo, até porque não é papel da filosofia encontrar soluções, mas sim o oposto.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Na visão de Sartre, estaríamos “condenados a sermos livres”, já que somos seres pensantes, dotados de razão e os únicos que podem reconhecer e tentar entender o que é essa coisa chamada liberdade, apesar da aparente contradição na afirmação sartreana.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Portanto, a liberdade é nossa parceira; está intrinsecamente envolvida com nosso espírito – com nossa razão. Enquanto seres pensantes que somos, ela estará em nosso âmago, incrustada no recôndito mais profundo de nossa alma.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-882504202632094536?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/882504202632094536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/09/existe-liberdade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/882504202632094536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/882504202632094536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/09/existe-liberdade.html' title='Existe Liberdade?'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/-83u6vYze38A/TnkJS76VY8I/AAAAAAAAATo/s4Ue_YAzxjw/s72-c/DSC_0000009_thumb%25255B23%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-1103175092184372794</id><published>2011-08-18T22:17:00.002-03:00</published><updated>2011-08-18T22:21:02.191-03:00</updated><title type='text'>O problema da educação em Sergipe III</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Sei que já comentei e postei aqui no meu blog algo a respeito do problema da nossa educação, digo, da educação pública em Sergipe. Mas o fato de ser recorrente implica que esse problema cada vez mais vem ficando evidente nas minhas observações de filosofante.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Nossos dirigentes, os políticos, parecem não se importar realmente com nossa educação quando insistem nessa coisa de que uma indicação política, de um padrinho político forte, seja algo que resolva os problemas de gerenciamento de uma escola. Não posso deixar de me furtar para o fato de que às vezes, talvez muito raramente, eles acertem ao indicar para a direção de uma escola um indivíduo competente, envolvido com a comunidade escolar e realmente preocupado com os objetivos da educação. No entanto, não é o que se percebe no cotidiano da educação pública do meu estado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Acredito que um indivíduo despreocupado com os objetivos da educação acarreta mais problemas para uma geração de alunos numa escola do que um prejuízo econômico localizado nas contas de um governo. Quando um indivíduo acredita que sua escola deve estar mais voltada para eventos festivos do que para um aumento ou uma atividade voltada para a melhoria da qualidade do ensino, aí sim se nota a incongruência de sua postura com o objetivo maior da educação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;É certo que nossa educação não vai muito bem. O ideb, o Saeb e os demais índices educacionais cada vez mais evidenciam nossas dificuldades diante das exigências do mundo contemporâneo. Dificuldades estas retratadas nos péssimos índices de qualidade que nós apresentamos e que, ainda por cima, o dirigente incompetente indicado politicamente insiste que festas resolverão esse problema - resolverão o problema de matrícula que consequentemente trarão mais recursos para a escola devido à propaganda das festas com o nome da escola que, queiramos ou não, nossos incautos estudantes acreditão ser uma "boa escola" quando se tem essas festividades.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Isto sem comentar os planos mirabolantes criados por uma única cabeça que se diz pensante para resolver como num passe de mágica algo que está amalgamado na estrutura óssea da educação pública do nosso estado a séculos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Acredito que uma reforma na nossa educação deva ser algo de fato profundo, que deixe de cabeça pra baixo, que envolva cortes precisos, concisos, mas que deem resultado; uma reforma que envolva os dirigentes desde os mais alto escalão até o mais baixo; uma reforma que, sobretudo, não permita a interferência de políticos em suas indicações interesseiras ou politiqueiras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Às vezes me sinto um completo estrangeiro. Não consigo ver o "lado educativo" em festas dentro de escolas com bandas de forró, de pagode ou o que quer que seja - se ao menos as bandas fossem dos próprios alunos, não diria nada. Não consigo observar uma preocupação com a educação quando escolas estão mais voltadas para cumprir um calendário de festas alegando que "faz parte do nosso calendário ou da nossa tradição". Por que não criar algo mais educativo, com atividades lúdicas, algo que realmente acrescente conhecimento na mente já desgastada dos nossos alunos? Basta de frivolidades que lhes acompanham no dia a dia, na tevê, na internet.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Meu receio é que futuramente estejamos sentindo os males causados pela ingerência administrativa e política dos nossos dirigentes de hoje já que os resultados da educação são lentos para se desenvolver e só podemos colhê-los amanhã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-1103175092184372794?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/1103175092184372794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/08/o-problema-da-educacao-em-sergipe-iii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/1103175092184372794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/1103175092184372794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/08/o-problema-da-educacao-em-sergipe-iii.html' title='O problema da educação em Sergipe III'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-5872306924034660472</id><published>2011-08-09T09:28:00.002-03:00</published><updated>2011-08-09T09:29:50.209-03:00</updated><title type='text'>Suicídio: capacidade racional?</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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O que leva uma pessoa atirar sua própria vida? Seria o suicídio algo de fato abominável como apregoaalgumas religiões cristãs? Seria algo louvável, digno de méritos, como ocorreem determinadas culturas exóticas para nós?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Pelo menos temos uma certeza – e queainda pode ser contestada: o ser humano é o único animal da natureza que possuiessa “capacidade” de tirar sua própria vida.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Talvez por causa dessa capacidade racional que lhe permite discernir a realidade à sua volta, da suavida, enfim, a consciência da sua existência diante da terra, do universo ou domundo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Talvez pelo fato de que nós somos “especiais”, mais “importantes”, mais“complexos” que os animais e por isso podemos realizar algo que eles jamaisrealizariam: o suicídio.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Talvez o suicídio seja uma evidência do medo, daangústia ou ainda da profunda infelicidade que nós carregamos dentro de nós mesmos eque fazemos de tudo para não nos depararmos com ela, mas quando isso acontece nãopossuímos a destreza de lidar com ela, com esse "lado negro", "obscuro", escondido nosrecônditos da alma, sempre à espreita, à espera da melhoroportunidade para vir à tona e nos dominar por inteiro.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nossa alma é frágil,não dispõe de uma armadura completamente impenetrável. Para penetrá-la, nãoobstante, não é necessário muito esforço, “basta apenas” que se saibacompreender o ser humano em sua humanidade ou uma palavra bem ditaou “mal-dita”. Não adianta uma armadura bem resistente. A palavra certa penetra nacarne, nos vasos sanguíneos, nos órgãos, no cérebro e atinge seu objetivo: a alma – tudo isso, mais uma vez, graças ao intermédio da nossaincrível “capacidade” que nos torna distinto dos animais, a nossa razão.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Oindivíduo põe em sua armadura uma aparência alegre, forte, triste, satisfeita,sorridente, enfim, põe uma aparência que muito dificilmente representará suaalma, sua essência, seu interior ou seu lado escondido. Por dentro um turbilhãode dúvidas, de medos, de angústias o toma, e esse mesmo turbilhão está afoitopara tirar essa tampa da alma e saltar de forma desmesurada. Por isso oindivíduo ser obrigado a ser forte, resistente ou ainda astuto para controlar,dominar essa energia ávida por liberdade, porém extremamente destrutiva,sobretudo para ele mesmo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;São raras as pessoas que dispõem das condiçõesnecessárias para controlar tal poder. E quando este mesmo poder emana, aidaquele que o reteve. Por isso nos assustamos ao vermos ou ouvirmos casos depessoas que tiveram um “surto” e cometeram alguma atrocidade, alguma loucuracom outras pessoas ou, talvez pior ainda, consigo mesmo, no caso do suicídio.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Osuicídio talvez seja o ápice do descontrole dessa energia destrutiva, poderosa,guardada a sete chaves no âmago d’alma. Seria preciso canalizá-la, direcioná-laaos poucos para algo que pudesse escoá-la e assim não deixá-la plenatransformando-a em algo construtivo. O princípio é o mesmo que vemos nosvulcões, que, na qualidade de leigo, funcionam como válvulas de escape de umaenergia extremamente poderosa que fica retida no âmago da terra. Sabiamente oucautelosamente a terra a expele de vez em quando reconhecendo que se adesprezar poderá lhe ser fatal, podendo levá-la ao suicídio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Por isso a necessidade do ser humano de saber encontrar um meio que faça escoar essa energia. Por isso a necessidade das artes, daquilo que lida com a alma. O ser humano não é só máquina, carne, corpo, trabalho, é também espírito, energia, lúdico. Uma alma atormentada é uma alma que não consegue canalizar essa energia e escoá-la a contento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-5872306924034660472?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/5872306924034660472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/08/suicidio-capacidade-racional.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/5872306924034660472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/5872306924034660472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/08/suicidio-capacidade-racional.html' title='Suicídio: capacidade racional?'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-4428401778959531893</id><published>2011-06-16T19:12:00.000-03:00</published><updated>2011-06-16T19:12:40.621-03:00</updated><title type='text'>Da difícil arte de ser professor</title><content type='html'>Por mais que tente ficar à margem das misérias que envolvem o mundo dos nossos políticos, não posso deixar de me furtar de alguns acontecimentos que, na minha expectativa de filosofante, são inevitáveis para um comentário sintético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente meu estado sofreu uma greve de professores que durou pouco mais de vinte dias. O objetivo maior da greve dizia respeito à implantação do piso nacional que sofreu um aumento desde o início deste ano e que o nosso governador foi postergando sorrateiramente durante alguns meses crente de que os professores deveriam entender a situação delicada financeiramente que, de acordo com ele, o estado está passando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pude comparecer efetivamente às ações e discussões pertinentes ao sindicato em função de minha atual condição na escola onde trabalho, mas fazia questão de, pelo menos, ficar a par do que estava acontecendo, seja através da mídia ou através de colegas que lá estiveram e presenciaram os muitos acontecimentos que se sucederam nesses poucos mais de vinte dias de greve. Dentre os muitos fatos, ocorreu um que me chamou atenção: o discurso ou a justificativa do nosso então governador diante das impossibilidades da aplicação do piso nacional aos professores da rede estadual. Embora o estado tenha cumprido o acordo do piso no ano passado de forma exemplar, este ano fora deveras distinto em função da desaceleração da nossa economia, segundo ele. Em contrapartida, em vários momentos seus colegas e aliados de seu próprio partido comentavam que o estado poderia ativar um mecanismo legal de auxílio à aplicação do piso aos professores, sem comentar o discurso da oposição que sempre afirmava que o estado dispunha sim de recursos necessários para a aplicação do piso aos professores. Todavia, indiferente a isso, nosso então governador decide impor sua proposta e impossibilita o que ele dizia primar tanto, o diálogo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados esses dias de greve, enquanto estive na escola cumprindo com minhas obrigações, pude refletir a respeito da condição da educação que estamos vivendo neste estado. Falo da educação em seu nível institucional, de uma educação que carece dos professores, dos funcionários da escola e, obviamente, dos alunos. Se os professores públicos são forçados constantemente a lutar para adquirir seus direitos, sua “valorização”, o que acontece aos da rede privada? Se o professor da rede pública possui o “luxo” de poder lutar para adquirir seus direitos ou, na palavra da categoria, sua “valorização” – que é uma luta mais do que justa –, o que acontece então com os demais professores que são literalmente obrigados a trabalhar nas piores condições psicológicas ou não de trabalho, diga-se de passagem, por exemplo, com o fantasma de ser demitido porque deu nota vermelha na classe se sujeitando a ganhar um salário mínimo – ou até menos – e a dar aulas em outras escolas para conseguir completar sua renda para sobreviver? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que não estou desmerecendo a luta dos professores da rede estadual, mas o que chamo a atenção é para, mais uma vez, notarmos o descaso que os nossos governantes possuem em relação a algo que o tempo todo eles afirmam ser tão importante que é a educação. As greves que ocorrem e que muito provavelmente vão continuar acontecendo diante desse quadro atual são reflexos de problemas estruturais muito maiores. Quando falamos em qualidade de trabalho, por exemplo, falamos em trabalhadores satisfeitos com a sua condição e, para estarem satisfeitos, o essencial envolve sobretudo sua remuneração já que vivemos numa sociedade que prima tanto por isso – e isto sem comentar a valorização do profissional que reflete também no seu status, no seu reconhecimento diante dos outros e de si mesmo. As greves, no meu entender de filosofante, independente das razões, é um sintoma de que algo de ruim está acontecendo àqueles trabalhadores. Algo que estaria abalando seu reconhecimento social – ou pessoal – e assim o torna infeliz e o faz buscar esse algo que lhe falta. Se formos observar as muitas condições que muitos professores são obrigados a trabalhar, acredito que entenderíamos quaisquer de suas razões quando decidem por uma paralisação ou uma greve. E isso não é uma exclusividade dos professores, mas sim de qualquer trabalhador de uma sociedade no capitalismo tardio. Será que algum dia veremos, por exemplo, greve dos nossos parlamentares? Acho muito difícil! Por quê? Porque eles gozam de regalias e de direitos que, apesar de contestarmos, eles acham completamente legítimo visto que “um país democrático não vive sem os representantes do povo”, ora, e de professores? De policiais? De faxineiros? De comerciários?... E não estou sequer entrando no mérito dos volumosos salários e gratificações que um parlamentar recebe quando diz estar trabalhando em benefício daqueles que o elegeram! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vemos, por mais que surjam campanhas e mais campanhas que reforcem a ideia da importância do professor para a formação de uma sociedade mais igualitária e etc., a realidade se mostra bem diferente. Não é à-toa os índices estatísticos alertarem para um fenômeno peculiar da nossa época: cada vez mais estão se formando menos professores. E mesmo aqueles que tentam de forma romântica ingressar ou permanecer na carreira do magistério, a todo instante são bombardeados com obstáculos que os levam a se questionar da escolha que fizeram: “Será que hoje em dia vale a pena de fato tornar-se um professor”?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-4428401778959531893?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/4428401778959531893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/06/da-dificil-arte-de-ser-professor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/4428401778959531893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/4428401778959531893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/06/da-dificil-arte-de-ser-professor.html' title='Da difícil arte de ser professor'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-6370379483717520700</id><published>2011-05-25T07:46:00.000-03:00</published><updated>2011-05-25T07:46:51.130-03:00</updated><title type='text'>O casamento de um príncipe com uma plebeia</title><content type='html'>Recentemente o mundo foi “abalado” por um grande momento que aconteceu no reino da Grã Bretanha. O casamento do príncipe com uma plebeia... De repente, em todos os canais de grande visibilidade do Brasil, só havia esse grandioso casamento – que agora não me recordo, mas que não faço tanta questão assim de lembrar-me. Não conseguia assistir à programação normal em função desse assunto que, segundo alguns especialistas do tema, “mudaria o mundo”. Se a roupa da agora princesa estaria assim ou assado; se o príncipe faria isso ou aquilo; enfim, subitamente prorromperam milhares de especialistas e comentaristas do casamento real que fiquei assustado ao saber que tem gente que se especializa nisso... Comentários e mais comentários de famosos, de autoridades, de graduandas e graduadas e até doutores se debruçando sobre esse tema tão pertinente à nossa vida... Eu disse “pertinente”? Ora! Quão impertinente foi esse assunto que até hoje, quase três dias depois, ainda se ouve em notas na imprensa o &lt;i&gt;Day after&lt;/i&gt; do mais novo casal real! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se tal assunto da vida particular deles tivesse um respaldo quase que imediato em nossas vidas – quer dizer, na Inglaterra desconfio, já que a rainha não possui tantos poderes assim, mas, e o resto do mundo? Sobretudo um país em desenvolvimento que tenho muitas dúvidas se os ingleses estariam se lixando se nós estamos ou não preocupados com seus símbolos reais... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo que me parece muitos terem esquecido: esse casamento não vai mudar as nossas vidas! Não passa de um casamento entre duas pessoas, imagino, que trocaram confidências, como qualquer um de nós fez ou faz. Ah! Mas alguém poderá bradar: “- mas eles são da família real e eu não”! Sim!? E daí? O fato é que, talvez o pior de tudo para quem seja professor sejam as perguntas sobre tal problema. Na escola onde leciono, uma aluna chegou para mim e perguntou-me: “- professor, porque aqui no Brasil não temos casamentos de reis e rainhas?” Tomei um susto! Mas depois percebi que a culpa não é desta pobre coitada por não saber que no seu país vigora um sistema de governo que não é o da Coroa e que vê na tevê um assunto de outro país sendo empurrado goela abaixo aos incautos telespectadores que simplesmente acham lindo acompanhar um casamento de uma plebeia e um príncipe como se fosse num conto de fadas “real”... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade! A tevê vende contos, fábulas, historinhas da carochinha, porque tudo isso atrai a atenção da maioria dos nossos telespectadores incautos desse país varonil tão preocupado com uma educação de qualidade. Por isso o Ibope da rede Globo ser tão fantástico! É a emissora que mais vende e empurra essas coisas nas nossas cabeças que a gente nem sente de tão alargado que está o orifício de entrada da nossa mente. É novela que muda a rotina das pessoas, que altera o comportamento delas, que mais vende produtos e, claro, que goza do horário mais caro da tevê brasileira e que as outras emissoras são de alguma forma obrigadas a seguir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior que os contos de fadas não se restringem apenas às novelas, temos que tomar todo cuidado possível, pois as historinhas são tantas durante toda a programação, a fantasia que é transmitida toma a maioria do horário dessa emissora, que até os telejornais, que deveriam ter um caráter verídico, de preocupação com a verdade, correm o risco de sofrer algum tipo de influência dessas fantasias que impregnam o restante do horário. É aquela velha história de se questionar a autenticidade da notícia dada por um bobo da corte, que por sua vez estaria mais preocupado em entreter ou divertir seus assistentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema possui proporções tão olímpicas que sequer confabulo quem é o culpado por completo de esta situação estar do que jeito que está... Será que são dos nossos políticos que ao longo dos anos foram deixando o “barco correr” dessa megalópole empresarial chamada Globo? Das pessoas que assistem de modo quase hipnotizante e que, ainda por cima, criam seus horários a partir da programação dessa tevê? Ou da própria rede Globo que fez questão de incutir pequenos mecanismos ou mensagens subliminares em sua programação obrigando ou seduzindo o simples telespectador a viciar-se nessa coisa pós-moderna tão “maravilhosa”? Será que meus filhos assistirão algum dia a derrocada da rede Globo? Será que eu um dia gozarei quando as máscaras dessa empresa de fábulas caírem? Vamos todos sonhar, que nem num saudável conto de fadas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-6370379483717520700?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/6370379483717520700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/05/o-casamento-de-um-principe-com-uma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/6370379483717520700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/6370379483717520700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/05/o-casamento-de-um-principe-com-uma.html' title='O casamento de um príncipe com uma plebeia'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-4791551092764597187</id><published>2011-05-09T20:38:00.002-03:00</published><updated>2011-05-09T20:38:18.756-03:00</updated><title type='text'>Da estultificação das massas</title><content type='html'>Às vezes me critico bastante por ser aquele tipo de gente que está predisposto a observar apenas o que tem de ruim em alguma coisa. Principalmente aquelas palavras que alguém, talvez por pura idiotice ou puro desleixo mesmo, solta diante de um número significativo de pessoas que porventura possa exercer algum tipo de influência. Esse tipo de coisa geralmente se dá com gente famosa, aliás, eles deveriam fazer alguma espécie de preparação ao se tornarem famosos, pessoas, quer queiramos ou não, que servem de referência para outras, para não falarem algo completamente sem nexo ou preconceituoso ou ainda despropositado. Hoje mesmo tive a felicidade de ouvir durante alguns cinco minutos valiosos da minha breve vida uma entrevista com o senhor Carlinhos Brown que comentava a respeito das críticas que o axé-music sofre e ainda vem sofrendo. Inicialmente estava compadecido pelo depoimento dele, senti-me na obrigação de levantar a bandeira em defesa da música baiana para as massas já que sou também um fervoroso protetor da nossa cultura nordestina – embora algumas pessoas não achem que a Bahia não faça parte do nordeste –, sobretudo daquele imenso celeiro cultural que foi a primeira capital do país. Concordei com o senhor Brown até certo ponto, passei a discordar a partir do momento que ele afirmou com todas as letras que “quando as pessoas vão para uma festa de rua não esperam pensar...”. Claro! Pior que o senhor Brown está correto, não obstante, talvez o grande problema esteja justamente quando a pessoa se torna dependente desse tipo de festa de rua e não suporta essa coisa tão desgastante que é pensar. Pior ainda é quando vemos que não apenas as festas de rua possuem esse caráter de estultificação como muitas outras instâncias da vida em sociedade que lidam com o quotidiano, a começar pela grande mídia que carrega essa “cruz” de mastigar e regurgitar alguma coisa para a grande massa. Trata-se de um trabalho inglório. Todavia, não encontro a necessidade de se fazer a todo o momento tal sacrifício em nome de uma compreensão repleta de lacunas – se é que existe alguma compreensão de fato – ou ainda de legar a segundo plano algum conteúdo efetivamente válido para o espírito humano. Concordo que o ser humano deve possuir seu tempo para o “nada”, mas constantemente atrelado a algo que esteja recheado de frivolidades, passatempo ou entretenimento, confesso que se trata de algo no mínimo desrespeitoso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-4791551092764597187?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/4791551092764597187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/05/da-estultificacao-das-massas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/4791551092764597187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/4791551092764597187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/05/da-estultificacao-das-massas.html' title='Da estultificação das massas'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-988806377704722936</id><published>2011-03-11T20:19:00.002-03:00</published><updated>2011-03-11T20:20:46.849-03:00</updated><title type='text'>A Grande Sacanagem da Natureza</title><content type='html'>Já se perguntaram a respeito do amor? Esse sentimento, diriam alguns, arrebatador, que consome o corpo e a alma da gente? Esse sentimento que carece de uma definição precisa, mas que todo mundo diz compreender, sobretudo quando se encontra enlaçado por ele? Já se perguntaram no fundo do seu âmago a razão da existência dele? Ultimamente venho tentando e confesso que as conclusões não são nada daquelas que estamos acostumados a ouvir do senso comum, da boca do povo. Ele não tem nada de bonzinho ou bonitinho, pelo contrário, é algo perverso, cruel, que tende a diminuir o ser humano diante dos outros, sobretudo diante do objeto amado. É a perda da dignidade, da razão. Vocês podem estar se perguntando: mas que tipo de amor é esse de que falo? Na qualidade de filosofante, claro que poderia generalizar e afirmar que se trata de um conceito geral atribuído realmente a tudo aquilo que entendemos como amor, mas reconheço as limitações de abarcar o todo e prefiro apenas me referir ao amor entre os sexos opostos – ou não. Refiro-me àquele amor afetivo, àquele amor que faz o amante se entregar ao objeto amado irrestritamente, cegamente; àquele amor no qual a pessoa lembra seu objeto amado a cada instante; enfim, refiro-me àquele amor que muitos dizem confundir com a paixão. Se, posteriormente, o leitor quiser aplicar essas minhas elucubrações de uma forma geral devo avisá-lo que será por sua conta e risco, mas o que quero aqui falar é sobre essa coisa chamada amor que descrevi anteriormente e que o senso comum muito bem o conceitua, às vezes, de loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer um que já amou ou sentiu essa atração tão poderosa ou dolorosa pode se identificar muito bem com essas minhas palavras e talvez até concordar comigo: mas o amor não passa na realidade de uma grande sacanagem da natureza para nós, seres humanos ditos “superiores” e racionais, perdermos o controle que imaginamos ser da nossa razão. Analisem comigo essa linha de raciocínio: a pessoa nasce e, segundo a psicanálise, aquela pessoa em que o recém-nascido manifesta seus primeiros contatos afetivos – a mãe – será o depósito de sua primeira relação amorosa. Até aí tudo bem, pois a mãe retribui durante um bom tempo esse sentimento dito puro – salvo alguns “desvios de padrão” que o saber freudiano explica tão bem que chega até assustar. Na pré-adolescência, ainda segundo uma livre interpretação freudiana, o pequeno ser humano sente outra atração, agora de uma forma bem diferenciada – ou às vezes não –, por outros seres humanos do mesmo sexo; é a fase do “clube do Bolinha” onde “menina não entra” ou do “clube da Luluzinha” onde “menino não entra”; a fase em que o menino ou a menina ainda está em processo de formação e conhecimento de sua identidade sexual. Talvez nessa fase ele ou ela já se depare com as primeiras desilusões amorosas, claro que não se trata aqui de uma desilusão na complexidade de um namoro ou de um casamento, mas sim quando ele ou ela descobre que sua “amizade” (amor) pelo seu amiguinho ou amiguinha não teve o devido retorno que ele ou ela estava acostumado quando do da mãe.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É aquele momento no qual ele ou ela descobre que o amiguinho ou a amiguinha não lhe é “fiel” para todo o sempre. Ele ou ela sente ciúmes ao ver seu amiguinho ou amiguinha brincando com outro ou outra, dando mais atenção a outro ou outra e por aí vai. Quando essas crianças alcançam a adolescência, as coisas complicam um pouco mais. Os hormônios fervilham de um modo que o menino ou a menina atravessam por mudanças drásticas. Será neste momento que a natureza vai iniciar os primeiros testes efetivos da “grande sacanagem” que havia dito anteriormente. Se o garoto ou a garota forem de acordo com os padrões de beleza convencionais, o relacionamento e consequentemente o sexo nessa fase não poderão ser um grande problema, mas, caso estejam fora dos padrões de beleza, poderão surgir várias complicações nessa fase e que, o que é pior, poderão refletir para o resto de suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A natureza aumenta os seios e as nádegas da menina, afina sua cintura e alarga o quadril, torna-a mais atraente para o sexo oposto, ela não nutre mais interesse em brincar de boneca e aquele determinado garoto lhe tira do sério, pois ele a faz pensar coisas que ela jamais pensara; ela quer estar com ele, abraçá-lo, beijá-lo, ter relações... É a natureza dizendo a esta menina que ela precisa de um macho para acasalar, mas como somos tidos como “seres superiores” ou dotados de uma capacidade racional estupenda, preferimos chamar isso de “amor”, ou melhor, talvez, de “paixão”. Mas ainda que nos entreguemos a esta coisa, subsiste algo – a razão – tentando explicar o contrário, tentando nos dizer que podemos ter o controle – pura ilusão! – sobre a situação de estar apaixonado. Mas o desejo, o querer estar com o outro é muito mais forte. Talvez seja este fato de chamarmos a atração sexual de paixão ou de amor que nos torna diferentes dos animais porque nós não copulamos como os animais ou nós não devemos fornicar como os animais já que somos “superiores”, dotados de razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A natureza também causa transformações no garoto. Aumenta-lhe o tamanho dos membros, dos músculos, engrossa-lhe a voz, faz-lhe crescer pelos por todos os lados do seu corpo... É a natureza sacaneando o outro sexo. Mostrando pra gente que não somos superiores coisa nenhuma; mostrando pra gente que esse negócio de achar que a razão é superiora é pura balela. Então ela, a natureza, essa coisa extremamente poderosa além de fantástica, impõe a esta criatura que se diz “superiora” mais uma evidência de que por mais que a pessoa tente negar, ela o reafirma. O desejo também é forte no homem. Deixa o menino enlouquecido obrigando-o a buscar as válvulas de escape culturais permitidas ao rapazinho: idas e mais idas às casas que vendem sexo (se for de uma família suficientemente abastada), descontar sua frustração ou conquista em uma garota (dependendo da beleza física apresentada por ele) ou simplesmente recorrer à antiga forma de autoajuda sexual e solitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida isto tem relação com a Vontade, conceito criado pelo filósofo alemão Arthur Schopenhauer, no qual nos fala dessa potência inconsciente presente naquilo que emana vida e que está espalhada por toda natureza em todos os seres vivos – inclusive nós, por mais que tentem nos diferenciar. Então esse negócio de amor, de paixão, não passa na realidade da vontade natural presente em todos os seres de procriar ou de copular que tentamos desesperadamente disfarçar com adornos desnecessários além de ilusórios. É a natureza que, mesmo sabendo que o ser humano acredita ser “superior” a ela, mostra-lhe inconscientemente sua incapacidade diante dessa coisa tão poderosa chamada instinto. Posso fazer mil cursos superiores, ter títulos e mais títulos, mas diante de situações que minha razão não espera, por exemplo, serão meus instintos que entrarão em ação e tomarão o controle do meu corpo e, talvez o que seja pior, vou imaginar que estou no controle criando discursos e mais discursos para me convencer que eu, este ser racional, está no controle.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-988806377704722936?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/988806377704722936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/03/grande-sacanagem-da-natureza.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/988806377704722936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/988806377704722936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/03/grande-sacanagem-da-natureza.html' title='A Grande Sacanagem da Natureza'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-8498159965735425311</id><published>2011-01-23T11:50:00.001-03:00</published><updated>2011-01-23T11:54:54.985-03:00</updated><title type='text'>A Bíblia é um livro científico?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Todos que acompanham este blog sabem de minha dileção pela crítica religiosa sobretudo direcionada à religião cristã. Muitas vezes ouço ou recebo mensagens de pessoas que procuram me taxar como “ateu”, “herege” ou até “endemoninhado” graças às minhas palavras nada agradáveis quando comento sobre o cristianismo – e aqui, mais uma vez, refiro-me a todas às religiões que veem na figura de Jesus Cristo seu principal representante. Por isso, aqui na cidade onde resido, recuso-me a participar de todos os eventos que de uma maneira ou de outra percebo o envolvimento de alguma igreja, sobretudo a católica, na qual ultimamente venho tendo conhecimento de algumas arbitrariedades de um padre sem espírito humanitário e mais voltado para os descaminhos de negociatas e que diz ter vindo pregar a palavra do Senhor por essas paragens – talvez numa outra ocasião voltarei a detalhar mais profundamente sobre esse dito “enviado de Deus”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não sei se minha crítica é fruto de uma vaidade intelectual, de um respeito aos meus princípios agora antirreligiosos ou porque não gosto ou não me sinto à vontade dentro de uma igreja, e olhe que um dia pretendi tornar-me um padre numa fase não muito distante de minha breve vida, mas, graças à Ave de Minerva, fui curado. Na minha adolescência, talvez por influência dos pais ou parentes, achava a vida monástica tão sedutora, tão sublime, que não conseguia ver meio mais eficaz para me tornar um indivíduo realizado. De novo, fui curado graças a algumas poucas leituras sobre a história da Igreja, porém extremamente contundentes em suas argumentações e em suas apresentações de evidências históricas que a Igreja conscientemente faz questão de esconder aos seus fiéis mais convictos, e posteriormente à própria Filosofia que contribuiu para a efetivação dessa cura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Minha desilusão, como não poderia deixar de ser, foi colossal, mas ela me incentivou de algum modo a buscar mais as argumentações a respeito dessa coisa chamada religião que eu acreditava cegamente entender. Talvez, na realidade, eu já carregava comigo de forma incipiente uma certa descrença religiosa, mas sempre procurava deixá-la de lado, escondê-la, ou por medo ou por precaução. Mais tarde, já na metade do curso de filosofia, é que procurei de fato mergulhar nesse tema da crítica religiosa através de dois filósofos emblemáticos na crítica à religião: Feuerbach e Nietzsche.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não pretendo discorrer detalhadamente a respeito de minha biografia, mas sim ilustrar o quão foi longa e árdua minha conscientização a respeito dos malefícios e ilusões causados pela religião às pessoas. Certamente alguém poderá bradar que minha angústia em relação à religião é fruto desse meu “desamor” ou desilusão que tive com ela, por ter sido enganado por ela justamente num momento em que acreditava cegamente estar no caminho correto para encontrá-la, afinal, pretendi cursar filosofia para ampliar meus conhecimentos num curso de seminarista seguinte. Hoje percebo o quão inocente e tolo fui e mais uma vez agradeço aos autores e filósofos que me abriram os olhos sobre essa coisa chamada religião que eu acreditava conhecer – também não quero afirmar aqui que a conheça por inteira, não obstante, a quantidade de argumentos lógicos seguidos de evidências me forçam a compreender de uma melhor forma aquilo que não enxergava outrora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por isso me sinto enojado além de revoltado quando me deparo com alguém, com pessoas ligadas ao meu círculo de amizade – não que eu tenha escolhido – que dizem “ser absurdo como alguém pode deixar de acreditar na evidência da criação do mundo por Deus”; ou ainda, “como alguém pode acreditar naquela teoria imbecil de que o homem deriva do macaco”. Isto sem comentar que essa mesma pessoa diz ter encontrado todas “as evidências” num livro obscuro, de, não duplo, mas vários sentidos para não dizer completamente contraditório chamado Bíblia. Será que Darwin estaria brincando só para sacanear com as pessoas? A ciência recentemente, mais uma vez, levou a “crença darwiniana” à lugar de verdade científica quando, depois da descoberta da genética, afirmou ter agora sim evidências da semelhança entre um chimpanzé e um ser humano – pelo menos fisicamente. E esse tipo de pessoa acha que é um crime comparar alguém, um ser humano, esse “ser especial”, a um animal, esquecendo-se ela que nós só nos diferenciamos dos animais pela razão – se bem que nem essa argumentação de que a razão é inerente a todo ser humano eu esteja ainda completamente convencido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Detalhe agora para o que mais me dá medo nesse tipo de pessoa: ela é uma educadora profissional. Essa pessoa em especial que me fez produzir este desabafo é uma professora graduada, que imagina-se ter lido textos de cunho científico, mas que ainda assim acredita ser “mais fácil” entender a “certeza absoluta” da Bíblia do que A Crítica da Razão Pura de Kant. Pior ainda é vivenciar esta criatura que se diz humana dotada de razão subornar, isso mesmo, subornar um parente mais novo (para não deixar vocês chocados e dizer ser uma criança) oferecendo-lhe dinheiro para ir à missa no domingo, embora todos que estivessem presentes achassem algo extremamente natural ou até engraçado!!! É, pessoal, não sei se fico envergonhado, se entristeço de uma vez por todas, se me suicido ou se faço vistas grossas, porque argumentar com esse tipo de pessoa é quase tão pior quanto tentar convencer o inquisidor de Giordano Bruno, pois “Deus está do seu lado”.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-8498159965735425311?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/8498159965735425311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/01/biblia-e-um-livro-cientifico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/8498159965735425311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/8498159965735425311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2011/01/biblia-e-um-livro-cientifico.html' title='A Bíblia é um livro científico?'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-885679234834853087</id><published>2010-12-08T09:40:00.000-03:00</published><updated>2010-12-08T09:40:08.733-03:00</updated><title type='text'>A Luta do Bem contra o Mal!?</title><content type='html'>Atualmente vimos nos meios de comunicação o combate que o Estado brasileiro realizou lá no Rio de Janeiro, juntamente com os governos locais,&amp;nbsp; aos traficantes que ocupavam os morros ditos mais perigosos da cidade maravilhosa. A imagem que para mim mais chamou a atenção foi justamente aquela do tanque de guerra subindo o morro, atravessando uma barreira criada pelos traficantes, imponente e incólume aos tiros que literalmente arranhavam-no. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imgem do tanque é perfeita para representar o poder do nosso Estado diante dos traficantes. O que me pergunto é: será que somente agora os poderosos do nosso Estado se deram conta da sua capacidade, da sua força? Por que não o fizeram em tempos anteriores? Por que será que eles acreditaram que somente agora poderiam fazer alguma coisa em conjunto com os governos estadual e municipal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os traficantes fugiram. O morro foi tomado. A mídia, como de costume, realiza o seu show com chamadas e mais chamadas demonstrando sua incrível força de influenciar e convencer as pessoas de que ali aconteceu uma coisa "esplendorosa" ao mesmo tempo que "assustadora". Ouvimos ainda os responsáveis pela grandiosa e bem realizada missão bradarem que se tratava de uma "luta do bem contra o mal". Nesse ponto acredito que deveríamos, no mínimo, ter o máximo de cuidado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que a realidade social não é tão simples para ser compreendida. Não existe uma fórmula única e universal que nos faça entender por completo como funciona a estrutura social de qualquer sociedade. Aprendemos ainda que cada sociedade possui suas prerrogativas, suas formas, enfim, sua estrutura própria para se mostrar como tal - e isto sem falar nos contextos históricos que certamente, para não dizer fatalmente, possui uma influência olímpica sobre os cidadãos e consequentemente sobre sua sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surge um discurso que resume, que sintetiza tudo como uma luta "simples" entre heróis e vilões. Os heróis, sabemos quem são através de suas fardas; os vilões, pela falta delas. Aliás, não só pela falta das fardas como também de outras coisas, tais como emprego, educação,&amp;nbsp;qualidade de vida... Longe de mim proteger traficante ou bandido, mas uma pergunta me salta de uma forma tão evidente que é impossível não fazê-la: será que as pessoas pedem para se tornarem&amp;nbsp;marginais, traficantes, ladrões e etc? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei&amp;nbsp;que talvez possua uma compreensão romântica acerca do indivíduo, porém, prefiro entender através deste viés no qual a sociedade, o meio em que se vive, possui um papel extremamente poderoso na formação do indivíduo. Acredito que um&amp;nbsp;indivíduo não se torna ladrão por uma escolha livre, individual, plenamente sua, mas sim pelas circunstâncias, pelo contexto em que aquele indivíduo está inserido. Mas isso também não quer dizer que todos os indivíduos já nasçam "bonzinhos". Cabe à sociedade moldá-los, enquadrá-los aos ditames e normas que ela prescreve. Para se formar um cidadão é necessário que haja uma interação entre a sociedade e os indivíduos que a compõem, entre aqueles que detêm o poder e os que não têm, podendo ser um poder legalmente legitimado ou não. Não pretendo aqui me esmiuçar tanto sobre esse assunto, pretendo apenas demonstrar a complexidade ao se resumir uma luta que não apresenta personagens tão bem definidos como num filme americano de &lt;i&gt;bang-bang&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sintetizar que um traficante é o mal e os policiais e soldados são o bem é no mínimo fruto de um pensamento rasteiro, sem muito aprofundamento ou ainda fruto de uma tentativa mal-fadada de relacionar essa luta a algo religioso, santo. Claro que a mídia em geral montou seus holofotes para os nossos "bravos heróis", mas se esqueceu de dar ênfase no tratamento dado aos moradores por parte de alguns oficiais ("bravos heróis") quando entravam nas pequenas casas construídas a muito suor como se entrasse nas "linhas inimigas" ou ainda "na casa do mal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que não estive lá para observar em loco, mas a própria mídia forneceu esses "pequenos momentos"&amp;nbsp;que poderíamos chamar também de "saldo negativo permitido", já que esses pequenos detalhes não se comparam à grandiosa missão que os nossos "bravos heróis" realizaram na ocupação e consequente expulsão dos traficantes dos morros cariocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definir uma luta desse porte como simplesmente um combate entre o bem e o mal é no mínimo complicado, como afirmei antes, demonstrando ainda uma certa incapacidade do nosso Estado em de fato compreender a realidade que o cerca tentando ainda limitar essa realidade a uma má compreensão carente de subtefúrgios e passível de preconceitos históricos ao povo que mora naquelas paragens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom lembrar que, segundo a literatura antropológica brasileira, a formação das favelas se deu justamente pela ausência ou incapacidade do Estado brasileiro em dar as devidas atenções aos seus indivíduos, no caso, ex-soldados vindos da Guerra de Canudos - aliás, outra incapacidade do nosso Estado de compreender efetivamente a sua própria realidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-885679234834853087?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/885679234834853087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/12/luta-do-bem-contra-o-mal.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/885679234834853087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/885679234834853087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/12/luta-do-bem-contra-o-mal.html' title='A Luta do Bem contra o Mal!?'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-1806385658187900034</id><published>2010-11-15T12:21:00.001-03:00</published><updated>2010-12-07T16:12:59.827-03:00</updated><title type='text'>Por que me tornei professor?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/TOFPlOgH3FI/AAAAAAAAARc/SdtOFSvIU8E/s1600/P1010938.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/TOFPlOgH3FI/AAAAAAAAARc/SdtOFSvIU8E/s320/P1010938.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"&gt;É impressionante o grau de desrespeito pelo qual um professor hoje em dia se vê de certa forma obrigado a sofrer. Adolescentes, pequenos indivíduos que se julgam superiores pelo simples fato “natural” de assim o ser, tratam um profissional do conhecimento como mero artefato, mero brinquedo para seus caprichos mesquinhos e sem propósito algum. Não compreendem o poder que tem em suas mãos e deixam-no escorrer por entre os dedos que nem um caramelo derretido pelo calor nas mãos de uma criança que ainda procura conhecer o mundo a sua volta. Às vezes percebe-se claramente que as “liberdades” vem de casa, de pais que não conseguem controlar seus pequenos consumidores insaciáveis e delegam aquilo que perderam aos profissionais do saber crendo substancialmente que eles possuem a fórmula correta e perfeita para “consertar” aquilo que eles, os pais, não conseguiram. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"&gt;Óbvio que o professor, assim como a escola, dispõe de um papel extremamente fundamental na sociedade, todavia, essa relevância não desobriga os pais de também reconhecerem o seu. Talvez este meu discurso soe um tanto antiquado, voz de um professor que sempre ouve dos demais colegas que antigamente era muito melhor, que havia um respeito maior e que o professor poderia bater no peito e bradar sem medo que era um professor. Hoje em dia isso mudou bastante. Discursos e mais discursos demonstrando que aquele período era, digamos assim, “desvirtuado educativamente”, coexistem com as explosões de direitos e mais direitos individuais que em muitas vezes não vislumbram a simples ideia de que o indivíduo não vive sem o coletivo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"&gt;Óbvio também que exageros aconteceram e sempre acontecerão no mundo da escola, mas isso não quer dizer que podemos incorrer em "liberalidades conquistadas" pelo alunado ao longo de sua impúbere história, aliás, será que este aluno de hoje sabe realmente dar valor ou reconhecer o que é história, melhor ainda, a &lt;b&gt;sua&lt;/b&gt; própria história? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"&gt;Às vezes me questiono se isso é uma única obrigação do professor,&amp;nbsp;o de&amp;nbsp;transmitir conhecimento ao aluno, e não uma disposição dele, do aluno, de também demonstrar interesse, pesquisar, sobretudo nos dias de hoje no qual a &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt;, por exemplo, surge como um instrumento valiosíssimo na construção e no acesso ao conhecimento. Isso sem comentar os livros que as séries iniciais recebem do poder público – claro que com problemas estruturais aqui e acolá, mas nada comparado aos anos iniciais da nossa fragmentada educação na história brasileira – ou materiais e equipamentos mais modernos possíveis que a escola recebe ora através de programas do governo, ora através de aquisição própria. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"&gt;Instrumentos, material escolar, livros, laboratórios de informática – claro que em alguns casos precariamente, mas reforço minha comparação ao momento histórico anterior – salas para acompanhamentos de alunos com necessidades diferenciadas, enfim, uma série de recursos e ações que tentam auxiliar essa árdua tarefa do professor de “simplesmente” transmitir conhecimento aos nossos alunos, mas, ainda assim, ele não demonstra o interesse devido. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"&gt;Culpa do professor que não sabe utilizar os recursos para tornar suas aulas mais atraentes? Culpa do professor porque não sabe dominar uma sala com quarenta ou cinquenta alunos no início ou no auge da puberdade? Culpa da escola que não dá a devida atenção estrutural adequada ao professor e por isso ele se sentir isolado, acuado com seus alunos, sem um acompanhamento efetivo da equipe escolar? Culpa do sistema educacional que permite uma relação promíscua entre educação e política, pelo menos aqui no Estado de Sergipe? Ou culpa do governo federal que acha simplesmente que o problema da educação será resolvido com o envio de mais e mais parafernálias eletrônicas ao professor que em muitas vezes sente preguiça ou medo de encostar naquela “coisa que brilha e faz luz” (o &lt;i&gt;datashow&lt;/i&gt;)? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS, sans-serif;"&gt;Será que Platão não estaria certo ao pôr sobre a entrada de sua Academia “&lt;i&gt;Entre aqui apenas aquele que souber geometria&lt;/i&gt;” selecionando e valorizando religiosamente aquilo que os alunos de hoje desprezam tanto? Certo dia, numa aula de história, comentava justamente sobre a quantidade de mortes que ocorreram ao longo da nossa história para que se chegasse à Educação Pública, a educação que os pobres e excluídos pudessem ter acesso e assim, através dela, emanciparem-se, tornarem-se cidadãos livres e capazes de serem os senhores de seus destinos, de seus pensamentos, mas eis que de repente ouço alguém próximo comentar: “o professor tá viajando de novo. Que chatice!” Travei meu pensamento na hora...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-1806385658187900034?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/1806385658187900034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/11/por-que-me-tornei-professor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/1806385658187900034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/1806385658187900034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/11/por-que-me-tornei-professor.html' title='Por que me tornei professor?'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/TOFPlOgH3FI/AAAAAAAAARc/SdtOFSvIU8E/s72-c/P1010938.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-808631827220623731</id><published>2010-10-05T19:39:00.002-03:00</published><updated>2010-10-15T17:56:37.645-03:00</updated><title type='text'>Um professor pode usar um jaleco branco?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/TKuqT5Bzu2I/AAAAAAAAAQY/bB3rlKvuMgc/s1600/12015375368zzK34.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/TKuqT5Bzu2I/AAAAAAAAAQY/bB3rlKvuMgc/s320/12015375368zzK34.jpg" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Essa semana fui acometido por uma imagem no mínimo intrigante: um professor vestido num jaleco branco. Devo admitir que há muito vira uma imagem desse tipo, mas a associava sempre a algo antigo, ultrapassado, que professor ou escola alguma jamais utilizasse mais tal indumentária.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Conversei com alguns colegas de trabalho sobre o acontecido e fui surpreendido por um comentário que me fez questionar meu "pré-conceito". O comentário versava sobre o fato de que, segundo esse colega, todo professor deveria usar essa roupa pois ela impõe respeito diante dos alunos. Achei esse comentário estranho, pois jamais passou pela minha cabeça que um professor dependesse de uma roupa para conseguir respeito entre seus alunos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Ao refletir sobre o assunto em questão, recordei-me de minhas aulas de sociologia na universidade onde meu estimado professor falava sobre o papel que a indumentária pode exercer sobre as pessoas numa dada sociedade. Citou o exemplo do médico e em seguida do advogado em que ambos, se não usassem as roupas que usam, não iriam surtir o efeito de "diferenciados" dentro da nossa sociedade na nossa época atual e que não obteriam, consequentemente, o respeito almejado por ambas as profissões.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Claro que essa constatação sociológica - se é que podemos chamá-la assim - está carregada de certa razão, pois não apenas os médicos e advogados como também outras profissões atribuem à roupa um papel fundamental que ela deve exercer para se conseguir um reconhecimento do &lt;i&gt;status &lt;/i&gt;social. Por isso o padre ou o pastor vestirem-se diferentes das demais pessoas; por isso os artistas famosos ou os juízes também se utilizarem deste mesmo artifício. No entanto me questiono se outras profissões deveriam seguir esse mesmo princípio como é o caso do professor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Ao aceitarmos conviver em sociedade, pelo menos assim aprendi no meu breve curso de Introdução à Sociologia, somos também obrigados a aceitar determinadas atribuições que o nosso papel social nos coloca. Por isso sermos impelidos em determinadas circunstâncias a agirmos e vestirmo-nos de forma "adequada" para não sofrermos muito com aquilo que o velho Durkheim chama de &lt;b&gt;coerção social&lt;/b&gt;. Se bem que, ainda de acordo com o sociólogo, ninguém em sociedade estaria livre de sofrer tal influência já que tal característica é inerente a toda sociedade humana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Nesse sentido, parece que o uso de determinadas indumentárias ou apetrechos possuíriam lugares e tempos determinados para serem utilizados de forma adequada. Não me sentiria bem, por exemplo, trajando uma sunga de praia em um velório, embora eu pudesse fazê-lo desde que estivesse ciente - ou não! - das consequências que minha atitude causaria não só diretamente a mim como também, de forma indireta, aos meus amigos ou à minha família.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Sempre me questionei a respeito das roupas ditas determinadas para o convívio social em determinados momentos ou lugares. Nunca admiti a ideia de vivermos num país de clima tropical e sermos obrigados a usar calça jeans e uma camisa "fechada" para entrar num prédio público. Questiono-me ainda se tal comportamento não seria fruto de um resquício do nosso "deslumbramento" daquilo que vem de fora do nosso país.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Sem comentar que o uso desse jaleco, assim ouvi ou li em algum lugar, também teria sido um resquício da ditadura militar que infligiu o nosso país nos anos sessenta, numa tentativa, talvez válida, de aumentar a auto-estima do professor naquele período - assim como a utilização, por exemplo, do termo "disciplina" para atribuir às matérias que ensinamos na escola.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O colega que trajava o dito jaleco branco não era tão idoso assim, mas isso não quer dizer que ele seria uma pessoa de espírito envelhecido sobretudo enclausurado numa época que não mais voltará - um saudosista. Talvez queira apenas destacar-se, chamar a atenção para a necessidade de conseguir respeito já que a nossa "opção-condição" social - essa coisa ainda mal explicada que nos leva a sermos professores - infelizmente não nos dá de maneira satisfatória e ampla. Mas ainda insisto em querer acreditar que uma roupa não possui esse poder todo num mundo tão moderno...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-808631827220623731?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/808631827220623731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/10/um-professor-pode-usar-um-jaleco-branco.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/808631827220623731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/808631827220623731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/10/um-professor-pode-usar-um-jaleco-branco.html' title='Um professor pode usar um jaleco branco?'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/TKuqT5Bzu2I/AAAAAAAAAQY/bB3rlKvuMgc/s72-c/12015375368zzK34.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-6097944552715870397</id><published>2010-09-11T06:41:00.005-03:00</published><updated>2010-10-10T23:14:04.060-03:00</updated><title type='text'>A Palavra do Senhor</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/TItQiO4El4I/AAAAAAAAAQU/DV1heTJTjF0/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/TItQiO4El4I/AAAAAAAAAQU/DV1heTJTjF0/s1600/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span xmlns=""&gt; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;" xmlns=""&gt;Apareceu em minha casa um grupo de evangélicos. Todos muito bem vestidos, bem alinhados. Dois deles, um casal, escolheram-me para propagar o que aprenderam sobre a Bíblia em sua religião e os demais se espalharam que nem pardais em busca de comida pela rua onde moro. Muito simpáticos, dão bom dia e me perguntam se podem perguntar – tão educados... Consinto afirmativamente e aguardo a "pérola" lançada. Óbvio que sou no mínimo suspeito para elogiar alguma religião, sobretudo a cristã, já que minha formação acadêmica desvencilhou-me dos grilhões morais desse fenômeno tão inerente à condição humana. Fora graças à filosofia que consegui libertar-me das amarras para mim agora pseudo-morais e que só me levaram a um estádio de plenitude falseada para não dizer fantasiosa. Mas eis que o casal me questiona se já houvera lido a Bíblia. Como sempre, respondi que não por inteira, mas pelo menos o Novo Testamento tive a oportunidade de lê-lo. Em seguida eles me soltam outra "pérola" ainda mais valiosa que a primeira: - O senhor sabe que o mundo está caminhando para o final? Confesso que fui tomado por certa surpresa ao ouvir da boca de um "crente" tal afirmação tão negativista ou apocalíptica. Novamente consenti que sim, e que inclusive não era de agora que o "mundo está caminhando para o seu final". Empolguei-me. Comecei então a explicar que tal sentimento de destruição ou fim do mundo não vem de agora, mas que era algo que desde a Idade Média já existia. Estava parecendo que eu ia dar uma breve aula aos assustados "crentes" quando de repente eles me interrompem e perguntam se eu queria ser salvo. Fiquei atônito. O que responder para essas pessoas? Que forma de salvação ele estava se referindo? Será que estava evidente que meu espírito decadente suplicava por salvação?... – Basta que o senhor freqüente nossa igreja aos sábados e comece a abrir os seus olhos para Jesus... Não agüentei e rebati: - E porque só a igreja de vocês é que poderá me salvar? Notei que fiz uma pergunta desconcertante. O casal se entreolha, talvez perdidos, até que ela diz: - porque a nossa é a melhor! Essa frase ecoou na minha mente durante meses, anos – é tanto que mais ou menos sete anos depois estou escrevendo sobre ela! – e ainda ecoa. "Porque a nossa é a melhor". Como se a igreja deles fosse um remédio que pudesse ser comprado numa farmácia por uma simples indicação do farmacêutico. A afirmação sem dúvida alguma foi muito profunda. Quer dizer que esse tempo todo da história da humanidade, todas as demais religiões, fora a deles obviamente, estão perdidas ou são "piores", tudo "porque a nossa é a melhor"... Dei um riso sarcástico para os dois e o outro ainda emendou: - o senhor pode começar seu caminho para salvação adquirindo nossa revista por apenas dois reais. Não agüentei. Soltei uma gargalhada e eles tentaram me seguir na risada sem saber ao certo o que estavam rindo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-6097944552715870397?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/6097944552715870397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/09/palavra-do-senhor.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/6097944552715870397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/6097944552715870397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/09/palavra-do-senhor.html' title='A Palavra do Senhor'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/TItQiO4El4I/AAAAAAAAAQU/DV1heTJTjF0/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-4195034162738251579</id><published>2010-08-10T15:50:00.001-03:00</published><updated>2010-08-10T15:50:31.844-03:00</updated><title type='text'>Mais um comentário sobre a educação brasileira</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style='font-size:12pt'&gt;Recentemente ouvi na tevê um comentário dentre outros no mínimo provocativo de uma filósofa brasileira, Viviane Mosé, num desses raros momentos de lucidez da nossa televisão, no qual coincidentemente só acontece mais vezes na tevê Aperipê, afiliada aqui em Sergipe da rede Brasil (o programa dominical dessa emissora chama-se "Conexão Roberto D'Ávila"), sobre a educação brasileira. Sua idéia, assim me recordo, girava em torno da afirmação de que o nosso modelo educacional estava há muito ultrapassado e que ainda por cima apresentava resquícios da ditadura outrora existente no nosso país. Só para se ter uma idéia, o simples termo "disciplina" quer nos dizer o quê? Pois é. Algo que vem dos quartéis generais daquele momento histórico e que hoje não se aplica, ou pelo menos não se aplicaria, aos saberes que encontramos na nossa escola. Como enquadrar filosofia, sociologia ou, pior ainda, arte num conceito de disciplina? Não ficaria algo no mínimo contraditório já que tais disciplinas tentam justamente criar certo caráter de liberdade completamente avesso a isso que se chama "disciplina"? Mas isso é apenas a ponta do &lt;em&gt;iceberg&lt;/em&gt; de acordo com a provocação por ela desenvolvida além de não propor uma reforma, mas sim outra forma de se educar no nosso país! Óbvio que é uma tarefa hercúlea, mas, pelo menos, sou obrigado a concordar com ela diante do que vemos na nossa educação de hoje. Ainda não conseguimos identificar, por exemplo, se o nosso aluno tem que prestar um vestibular, se tem que arranjar um emprego ou "simplesmente" prepará-lo para "ser" humano. A nossa escola vivencia esse conflito de identidade e reflete tal comportamento numa formação incompleta do indivíduo que pretendemos incluir na sociedade. Em vez disso somos obrigados a seguir projetos e programas impostos por governos com problemas de afirmação que demonstram um peculiar despreparo ao lidar com isso que chamamos de educação. Basta que um novo governo assuma o poder executivo e assim percebermos o saco de boas intenções que eles possuem em relação à educação, mas que não querem mudar nada significativamente, talvez propositadamente por acreditarem achar a educação um saco de vespas. Isso sem comentar a realidade dos professores que de algum modo estão já acostumados com tal situação não conseguindo mais exercitar aquela capacidade de se adaptar ou até de criar de fato alguma coisa que porventura proponha mudar radicalmente nosso processo educativo. Na realidade o professor mais parece um cego em tiroteio quando um novo programa de governo é implantado, daí ele perceber que é "melhor" ficar com o que já tem que já é conhecido além de confiável. Lembro-me ainda que a filósofa comentava sobre a perda do encantamento que o nosso aluno encontra na sala de aula ilustrando que o aluno tem uma vida ativa fora da escola: ele brinca, se diverte, se movimenta, enfim, está ativo ampliando suas experiências em relação ao mundo que o rodeia, contudo, ao entrar na escola, mais precisamente na sala de aula, se depara com uma organização (disciplina) na qual é obrigado a seguir, a começar pela simples arrumação das cadeiras enfileiradas em que todos se vêem forçados a se sentarem um atrás do outro prestando atenção ao quadro negro ou a algo que o esforçado professor traga para conseguir prender a atenção do aluno por alguns momentos para que só assim ele possa desenvolver sua capacidade de "raciocínio abstrato" diria até metafísico, ou seja, ele pára de ser ativo para se tornar passivo só que nem todos possuem esse "dom" e daí são logo taxados de irrequietos, super-ativos ou simplesmente alunos que não têm a capacidade de estarem de forma "comportada" em sala de aula. Mas, finalmente, de quem é a culpa? Com certeza o processo cultural brasileiro está envolvido em nossa educação e vem se arrastando ao longo da nossa recente história criando raízes tão profundas na qual o indivíduo que ouse arrancá-las esteja também disposto a deflagrar uma guerra violenta contra esse &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt; poderoso. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-4195034162738251579?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/4195034162738251579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/08/mais-um-comentario-sobre-educacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/4195034162738251579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/4195034162738251579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/08/mais-um-comentario-sobre-educacao.html' title='Mais um comentário sobre a educação brasileira'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-1455479256785059137</id><published>2010-07-17T08:02:00.003-03:00</published><updated>2010-07-17T08:08:34.218-03:00</updated><title type='text'>Simples compreensão sobre gênero</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;" xmlns=""&gt;A título de uma explicação mais clara, faz-se necessário de início buscarmos uma definição ou ainda uma espécie de diferenciação acerca do tema deste artigo aqui proposto. É senso comum, por exemplo, acreditar que gênero e sexo são terminologias que gozam de determinada semelhança, não obstante, existem distinções singulares que através de uma observação mais acurada se tornam mais evidentes, sobretudo através de um viés antropológico ou ainda sociológico – nas ciências humanas em geral. Na perspectiva das ciências humanas, tratar de gênero pressupõe uma tentativa de identificar de que maneira se manifestam os aspectos culturais que são de algum modo essencial tanto no sexo masculino quanto no feminino. O que viria a ser propriamente a feminilidade ou a masculinidade naquilo que fisicamente o sexo "mostra" como homem ou mulher, mas que a sociedade influencia de algum modo transformando essa definição física em um conceito sociológico de papel social? Ou seja, será que o sexo é realmente definido por uma condição genética ou uma condição que é dada pela formação social do indivíduo que percebe justamente nessa formação a definição se este mesmo indivíduo será homem ou mulher – isso se partirmos para uma compreensão simplista sem nos envolvermos com as demais variantes contemporâneas que partem da homossexualidade ou da bissexualidade?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;" xmlns=""&gt;De fato, a sociedade atual tem sido cada vez mais maleável ou tolerável no sentido de respeitar as opções de cada indivíduo naquilo que envolve o papel social que o indivíduo está predisposto a escolher. Atualmente as minorias gozam de certo espaço na sociedade para se manifestarem além de, ainda que de modo incipiente, conseguir espaços onde antigamente jamais se pensava estarem, como leis que buscam proteger as mulheres em relação à violência doméstica ou o preconceito que ainda sofrem apesar da criação dessas leis que reconheçam seus direitos. As sociedades ocidentais, de um modo geral, têm permitido que segmentos outrora subsumidos ou reprimidos, ao menos, consigam manifestar algum sinal de insatisfação ou de existência. Se um indivíduo nasce com o sexo masculino, isto é natural, mas se durante sua vida social "escolhe" tornar-se homossexual ou bissexual, isto é cultural, e será neste espaço que a antropologia ou a sociologia tendem a contribuir com os seus estudos. Hoje se pode perceber essa tolerância, repito, ainda que incipiente, àqueles que outrora eram no mínimo estranhos e que não podiam sequer demonstrar sua opção à sociedade daquele momento. Exemplo disso são os movimentos que as minorias vêm construindo com uma participação quase que maciça daqueles que outrora não tinham voz. E a partir dessa compreensão de que as liberdades atualmente vêm sendo um pouco mais respeitadas é que se nota que o gênero não passa de uma construção social, de sentido que a sociedade impõe ao indivíduo e que o indivíduo retorna ou bem ou mal ao seu modo. De acordo com o sentido de gênero, o que torna um indivíduo masculino ou feminino – ou seus desdobramentos – é o tipo de comportamento que esse mesmo indivíduo terá diante dos seus pares, comportamento este notadamente e de algum modo obtido a partir das circunstâncias sociais ou culturais ao qual ele está inserido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;" xmlns=""&gt;Decerto que nas sociedades ocidentais, sobretudo na América Latina, o papel social dado ao homem obteve um caráter extremamente superior em comparação ao da mulher. O gênero feminino ao longo da história tem sentido o quão de marginalidade, de inferioridade o gênero masculino vem-lhe impondo. Apesar das conquistas localizadas em termos de liberdades, elas ainda sofrem com algum tipo de preconceito social. Contudo, podemos questionar se tal postura é uma exclusividade dos tempos recentes. Se a forma de pensarmos atualmente é influenciada pela cultura helênica e, conseqüentemente, tendo certos reflexos também do cristianismo, por fazermos parte de um mundo que envolve tais prerrogativas que reduziam sobremaneira o papel feminino, então na contemporaneidade conseguimos pelo menos identificar o foco do problema e assim tentarmos partir para as tentativas de solucioná-lo. Claro que ainda há muito por se fazer, sobretudo no que diz respeito às opções que a cultura oferece, entretanto, algumas conquistas aparentemente inócuas serviram e ainda servem como alavanca para conquistas mais contundentes e isso, obviamente, não se aplica exclusivamente ao gênero feminino, aplica-se também aos homossexuais, aos negros, aos índios, etc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-1455479256785059137?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/1455479256785059137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/07/compreensao-sobre-genero.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/1455479256785059137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/1455479256785059137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/07/compreensao-sobre-genero.html' title='Simples compreensão sobre gênero'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-4084774931147149015</id><published>2010-06-19T07:45:00.003-03:00</published><updated>2010-06-19T07:51:51.892-03:00</updated><title type='text'>O Clima de Copa do Mundo está no ar!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/TByg_qadxCI/AAAAAAAAANA/j2uiuF8BHVs/s1600/seleobrasileira2010.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/TByg_qadxCI/AAAAAAAAANA/j2uiuF8BHVs/s200/seleobrasileira2010.jpg" width="163" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns=""&gt;Reconheço, mais uma vez, que essas minhas palavras são como uma gota, não mais no oceano, mas no universo ainda incomensurável. É uma luta inglória esse discordar daquilo que é comum à esmagadora maioria que se encontra influenciada por alguns e que, sobretudo, não consegue fugir dessa condição. E tal condição se torna mais evidente quando a televisão cobre algum grande evento. Aí é que se mostra o poder de influência que os poderosos grupos exercem sobre essa maioria cega. É o que vemos agora na tevê: "O clima de Copa está no ar"! &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns=""&gt;Sempre que se aproxima o período de um grande evento esportivo como o da Copa do Mundo de futebol as pessoas são impelidas, sentem-se eufóricas, ficam "vidradas"&amp;nbsp; em frente a uma tela de tevê na expectativa de assistir aos jogos da seleção brasileira de futebol. Até aí diria que é aceitável já que o povo brasileiro possui quase que uma relação promíscua com a televisão quando assume que ela serve para o lazer. E sempre nesse período surgem alguns paladinos da sabedoria tentando mostrar o quanto fragilizados, induzidos ou manipulados se encontram os telespectadores aos caprichos desse grandioso evento esportivo ou, "pelo menos", dos organizadores do citado evento. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns=""&gt;Como havia dito no início, minhas palavras são menores que uma brisa diante de um furacão chamado Copa do Mundo, no entanto, mais uma vez, essa coisa chamada consciência que insisto em alimentar, obriga meu espírito a expor-se, a aliviar-se tal qual uma válvula de escape de fato. Por isso estou aqui mais uma vez exercitando isso que, assim imagino, realizo com o devido prazer. Mas vamos lá. Vocês já ousaram - eu disse ousaram mesmo - sair às ruas durante os jogos da seleção brasileira? Deixar Galvão Bueno narrando suas emoções prontas e burocratizadas além de nada gratuitas em algum jogo da seleção brasileira? Eu consegui tal proeza – no começo foi difícil! Realizei tal façanha na Copa de 94 e fiquei mais do que surpreso... Foi uma experiência única! Foi quase que a mesma sensação de dar o primeiro beijo. Uma alegria, uma sensação de tranqüilidade, de contato imediato com algo divino - e olha que não havia ingerido nenhuma bebida alcoólica ou alguma coisa alucinógena. Senti-me o último ser humano da Terra! A cidade estava completamente parada. Nenhum pé de gente surgia. Pude caminhar tranquilamente por uma avenida que normalmente é bastante movimentada, mas como não estava no "normalmente", como estava no jogo da seleção brasileira, pude gozar desse privilégio. Lembro-me que foi durante esta caminhada que começaram a surgir as indagações, os questionamentos sobre o momento. Foi o despertar da consciência do mesmo modo que Neo ao acordar no casulo-bateria da &lt;i&gt;Matrix&lt;/i&gt;. A partir daí me questionei se ficar vidrado na tevê assistindo aos jogos da tão vitoriosa seleção brasileira me faria melhor. Ora, pensei, é apenas um entretenimento como qualquer outro e, assim penso, todos tem o direito de se divertirem. Até aí tudo bem. O problema foi quando o Brasil fez um gol e aquele barulho ensurdecedor de pessoas gritando ao mesmo tempo causou em mim outro espanto. Claro que antes desse dia eu fazia a mesma coisa, só que não me dava conta de que era um barulho tão uníssono e tão integrado. Foi impressionante ouvir os gritos de gol em comunhão, parecia que a humanidade inteira estava falando - tive essa impressão, pois passava por um condomínio de apartamentos. Daí surge de uma janela um cidadão berrando que o "Brasil será campeão", que "vai ganhar tudo" e, agora vem o ponto que pretendo me aprofundar, que "sentia orgulho em ser um brasileiro" tremulando e beijando a bandeira dependurada em sua varanda... Aí sim comecei a sentir-me preocupado. Voltei à realidade. Quer dizer que ser brasileiro é sentir ou assistir a vitória de uma modalidade de esporte numa competição mundial? "Ser patriota é torcer pelo Brasil na Copa do Mundo", como já ouvi de uma campanha publicitária?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns=""&gt;Jogo terminado e as coisas lentamente vão retornando ao seu funcionamento rotineiro. Rotineiro? Outro cidadão passa com seu veículo todo pintado nas cores da nossa bandeira; outro estende a bandeira no capô do seu carro e sai em velocidade buzinando e berrando que o "Brasil está na final e que será o campeão"; uma mulher sai com um bebê ainda de colo pulando na calçada e se esquecendo que aquela criança - talvez um sobrinho, um filho, sei lá - não entende nada daquilo e que pode até estar se assustando. Enfim, pessoas se aglomeram nas ruas com aquele zum-zum-zum típico de festa se vangloriando do acontecido "heróico"! Isso mesmo, "heróico"! Pois é, um grupo de jovens atletas, no auge da sua forma física, ganhando rios de dinheiro pra bater uma bola e ainda por cima serem reconhecidos como "heróis"! Falar que são heróis um Antônio Conselheiro ou até mesmo um Zumbi seria um crime hediondo perto desses que taxaram os jogadores de "heróis".&amp;nbsp; Diriam eles: heróis são esses jogadores porque sofreram muito pra trazerem a taça; heróis são esses jogadores porque jogam não por paixão ou até mesmo por mera diversão, mas porque recebem um salário, uma compensaçãozinha financeira que lhe dá o direito de trocar de carro como se troca de humor - e carro importado, viu!&amp;nbsp; A televisão, que não tem nada de besta, aproveita cada imagem, cada momento dessa Copa, tudo sempre voltado ao "patriotismo" ou um "apelo patriótico" do povo brasileiro. Alguma coisa na imagem sugere um verde e um amarelo. O telejornal vem com o apresentador direto do país-sede trazendo notícias diretas de lá. Todos querem saber o que acontece com os nossos jogadores e o nosso técnico - que ironia - deixa-os trancafiados quase incomunicáveis... Questão: será que não acontece mais nada no país para ser visto ou mostrado? Não tão importante quanto a Copa. Tem-se que dar privilégio aos assuntos ligados à Copa. Mais da metade da programação dos telejornais tem que estar voltado para ela. Para que se preocupar com um pai que violentou a filha por um bocado de tempo e ainda por cima teve filhos com ela? A Copa está aí! Para que se preocupar com a movimentação de alguns parlamentares - nossos maravilhosos representantes - que querem alterar "só um pouquinho" uma lei tão importante para a nossa simbólica democracia que é a lei do "Ficha Limpa"? A Copa do Mundo está aí! Nesse momento tão importante torna-se um tabu falar de política. Se bem que política não é só aquilo que os parlamentares, por exemplo, fazem. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns=""&gt;As pessoas não conseguem diferenciar que a todo instante faz-se política. Basta que haja apenas duas pessoas conversando - aliás, já tratei sobre isso em um dos meus artigos aqui postados. Então, como não ser político mesmo vendo a seleção brasileira de futebol batendo sua bolinha? Acredito que nem nesse momento há escapatória. Ao torcer pelo Brasil, seja com fanatismos ou não, faz-se a demonstração de uma idéia de nacionalidade, de nação brasileira, no nosso caso e isso é um tema político – obviamente que carecendo de certo grau de aprofundamento. Só que a maioria não entende o quão complexo ser efetivamente patriota é, no sentido pleno do termo. Que ser brasileiro é tratar e se envolver com os assuntos políticos ligados ao interesse dessa nação chamada Brasil, e não apenas dos pouco mais de vinte jogadores que foram selecionados. Briga-se "tão bem" porque o técnico convocou fulano e deixou beltrano de fora, mas não se briga quando um político consegue safar de acusações que um homem público não deveria possuir. Entende-se tão bem as regras da Copa do Mundo, do jogo, mas não se dão ao trabalho de entender como são as regras efetivas que sucedem no nosso parlamento!? É isso que é ser brasileiro? Deixar uma minoria resolver esses problemas, aliás, nossos problemas que afetam mais diretamente as nossas vidas que um campeonato esportivo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-4084774931147149015?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/4084774931147149015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/06/o-clima-de-copa-do-mundo-esta-no-ar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/4084774931147149015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/4084774931147149015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/06/o-clima-de-copa-do-mundo-esta-no-ar.html' title='O Clima de Copa do Mundo está no ar!'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/TByg_qadxCI/AAAAAAAAANA/j2uiuF8BHVs/s72-c/seleobrasileira2010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-6341901172569997664</id><published>2010-06-11T22:03:00.001-03:00</published><updated>2010-06-11T22:06:20.507-03:00</updated><title type='text'>Desabafo contra a pequenez humana</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/TBLdZXwOdbI/AAAAAAAAAMo/RMziQ60yi-o/s1600/homem_chorando.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/TBLdZXwOdbI/AAAAAAAAAMo/RMziQ60yi-o/s400/homem_chorando.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Devo admitir que cada vez mais que amplio minha experiência de viver, mais me espanto com o ser humano. Mais me decepciono. Não consigo compreender por completo como ainda existem pessoas que não conseguem se desgarrar de sua infância e agem, talvez involuntariamente, como tais. Não páram para refletir diante de situações que elas próprias não reconhecem como esdrúxulas, como estúpidas, ou, menos pior, como meninices. Pior que isso é saber que tais tipos de pessoas estão envolvidas com o processo de educação, que trabalham numa escola e se auto-intitulam "professoras" quando na realidade não dispõem do menor senso crítico possível pertencente, em tese, a um profissional da educação. "Ganham" seus títulos acadêmicos, suas "lecenciaturas plenas" sem a menor capacidade de entender o papel grandioso que possui diante de si, de sua importância na formação de pequenos seres que as vêem como algum tipo de referência e agem justamente reforçando aquilo que esses pequenos seres deveriam suplantar. Ao invés de levá-los ao progresso efetivo, impõem-lhes obstáculos, atrasam-no, podendo até torná-los pior do que elas próprias que se dizem "capacitadas" para lidar com esses pequenos pobres educandos. São pessoas que não possuem a menor capacidade de enxergar a realidade a sua volta e se julgam tão observadoras quanto uma coruja, mas no fundo não passam de morcegos que ainda por cima possuem um sistema de radar não muito confiável. São pessoas que não conseguem ter um olhar para um novo, para o inevitável, para o amanhã, prendendo-se a mesquinharias, a coisas pequenas, vis, tentando espalhar seu veneno a outros seres. que tentam levar a sério e dignamente sua profissão de educador. Vulgarmente podemos denominá-las de, com todas as letras, invejosas. Incapazes de possuir um espírito nobre, de colocar-se no lugar do outro, de entender criticamente a realidade, tentam destruir aquele que possui esse espírito nobre que ela tanto almeja. Uma pessoa dessa estirpe ainda insiste em proclamar-se "educadora"... E ainda por cima com "ressalvas acadêmicas" por ter-se formado nessas universidades repletas de processos por suas atividades escusas em locais ermos, distantes dos olhos das autoridades competentes. Pessoas que não dependem de si mesmas para estarem em determinados cargos públicos, mas sim de um "padrinho forte", de um político inescrupuloso que conseguiu comprar sua alma tão barata e deixá-la devedora desse "favor", desse "empurrãozinho" na vida. Pior, de novo, é que esse tipo de pessoa empesteia nossa já tão arcaica educação sergipana envolta com essa "áurea de apadrinhamentos". Pessoas que não conseguem estar em suas determinadas posições sociais por mérito próprio, mas sim por mérito alheio. E ainda querem passar a imagem de que são importantes ou pior, de competentes... Coitadas dessas pessoas e de nós, espíritos livres...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-6341901172569997664?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/6341901172569997664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/06/desabafo-contra-pequenez-humana.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/6341901172569997664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/6341901172569997664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/06/desabafo-contra-pequenez-humana.html' title='Desabafo contra a pequenez humana'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/TBLdZXwOdbI/AAAAAAAAAMo/RMziQ60yi-o/s72-c/homem_chorando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-6605804103093062598</id><published>2010-05-20T08:58:00.002-03:00</published><updated>2010-05-23T05:53:26.182-03:00</updated><title type='text'>Depois do eurocentrismo, o cariocentrismo...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/S_Ufe9KqkpI/AAAAAAAAAHY/QiJhOtrqm3E/s1600/deuter_novela_viver_a_vida_rede_globo_001.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/S_UfYMBIJLI/AAAAAAAAAHQ/toYdbqrfA2s/s1600/rede+globo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/S_UfYMBIJLI/AAAAAAAAAHQ/toYdbqrfA2s/s200/rede+globo.jpg" width="192" /&gt;&lt;/a&gt;Confesso que não sou um resoluto assistente de telenovelas muito embora nossa cultura esteja impregnada de tal modo que nos torna praticamente sabedores de algum trecho novelístico do momento. Pelo menos, mesmo que não assista, nomes de novelas e de alguns personagens sorrateiramente penetram em meu cotidiano, em certos momentos em minhas conversas do dia-a-dia me transformando num assistente ainda que superficial. Procuro não me aprofundar propositadamente pois sei dos riscos que essas sereias, filhas de Terpsícore, chamadas novelas exercem sobre o simples telespectador, tal qual Odisseu em sua aventura ao passsar pela ilha delas. Do pouco que vejo, percebo algo que me deixa intrigado nessa emissora tão onipresente no nosso país que é a Globo: por que cargas d'água as tramas, diria que em sua esmagadora maioria, só acontecem no Rio de Janeiro e em alguns pouquíssimos momentos em São Paulo? Um aficcionado por tevê, ou melhor, por telenovelas, certamente irá me corrigir e poderá bradar "Ei! Mas tivemos uma novela ano passado ambientalizada em outro país!". É verdade, mas ainda assim havia um "pezinho" no Rio de Janeiro. Ou seja, sempre existe alguma coisa acontecendo no Rio de Janeiro. Seria então uma política da empresa? Um desejo secreto de todos os dirigentes? Ou porque a onipresente Globo possui sua base lá no Rio de Janeiro e por isso lhe  seria mais "cômodo" transmitir a cultura que ela vivencia? Não que eu tenha nada contra os cariocas ou os paulistas, pelo contrário, admiro-os enquanto culturas marcantes e que nos completa enquanto nação brasileira, o que procuro chamar a atenção é que a onipresente Globo não prefere reconhecer essa imensidão que se chama nação brasileira e que por sua vez deveria retratar mais em sua programação porém engole arbitrariamente as demais culturas e povos da nossa nação acreditando que a única que pode representar nosso país é a cultura carioca. - o "cariocentrismo". Por que me interessaria, por exemplo, preocupar-me com o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro se em minha cultura a nossa festa maior é o São João, por exemplo? Por que me preocupar com o campeonato carioca ou o paulista se meu estado também possui um campeonato embora não seja valorizado - isso já é um outro problema que aqui não caberia espaço para comentar. Seria mais proveitoso preocupar-me com meus problemas e não com os dos outros já que vivemos num mundo que está buscando valorizar os micro-universos em comparação aos macros, talvez um efeito dessa coisa contemporânea chamada mundialização - ou globalização para o hemisfério norte. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/S_UfbirjmkI/AAAAAAAAAHU/VLMX49D3RXA/s1600/carnaval-rio-de-janeiro-foto-rio-convention-visitors-bureau.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="208" src="http://4.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/S_UfbirjmkI/AAAAAAAAAHU/VLMX49D3RXA/s320/carnaval-rio-de-janeiro-foto-rio-convention-visitors-bureau.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;A televisão é uma concessão pública que deveria refletir os desejos do povo ou dos muitos povos que convivem no nosso país, assim dizem os especialistas que tenho lido e escutado, só que mais parece um desejo de um único grupo empresarial que impõe seus desejos, seus caprichos goela abaixo para um povo passivo diante desse deus onipresente. -&amp;nbsp; seria isso então o tão falado "padrão Globo de qualidade"? Chega a ser um abuso basear sua programação em um único ou dois estados que acreditam ser importantes deixando de lado tantas outras culturas, tantos outros povos, como se todo o restante tivesse a obrigação de seguir ou refletir os mesmos padrões e costumes impostos por uma minoria autoritária que manda e desmanda na programação da tevê brasileira, reconhecendo, obviamente, o poder que a televisão exerce sobre o ser humano. Talvez não seja mais o momento de nos questionarmos se estamos sendo influenciados pelas culturas advindas de fora do país, mas sim por uma única cultura imposta através de um meio de comunicação tentando nos transformar em iguais ainda que simbióticos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-6605804103093062598?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/6605804103093062598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/05/depois-do-eurocentrismo-o-carioquismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/6605804103093062598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/6605804103093062598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/05/depois-do-eurocentrismo-o-carioquismo.html' title='Depois do eurocentrismo, o cariocentrismo...'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/S_UfYMBIJLI/AAAAAAAAAHQ/toYdbqrfA2s/s72-c/rede+globo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-2507115378750802041</id><published>2010-04-17T08:11:00.002-03:00</published><updated>2010-04-17T08:22:45.303-03:00</updated><title type='text'>Pensar é um crime!?</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Hoje ao comprar o pão, como faço rotireinamente à tarde, pude presenciar um comentário que ao mesmo tempo em que me deixou preocupado, demonstrou ser uma realidade inquestionável. Duas atendentes que trabalhavam no caixa do supermercado conversavam sobre os filmes que mais gostavam. Até aí achei algo extremamente tranqüilo senão raro por essas paragens "enforcadenses". Depois de debaterem a respeito de um filme nacional do momento estar alcançando um questionável sucesso graças a um apelo um tanto religioso, eis que uma delas lança e me fere tal qual uma flecha a seguinte afirmação: "o filme é ruim quando chega no final e a gente é que tem que ser criativo e entender". E a outra, concordando, emendou: "Eu também não gosto desses filmes que fazem a gente pensar...". Respirei fundo... Olhei para os lados segurando para não soltar um palavrão e tentar mostrá-las justamente o contrário. Contive minha índole de filosofante. Saí da loja com um leve mal-estar depois do que ouvira e comecei a refletir – essa estranha mania que me toma desde minha saudosa época de estudante profissional. Confesso que a vontade que me deu foi, além de xingar, pular no pescoço das duas tentando esganá-las dizendo que elas não mereciam estar vivas, aliás, não mereciam nem serem denominadas de humanas por afirmarem tal coisa. Mas, graças à fortuna, contive-me. Depois que passei a exercitar essa coisa que me faz escrever pude desenvolver dentro de mim um espírito verdadeiramente cristão – ainda que momentaneamente – e perdoá-las. Pois é. Depois de toda aquela minha insatisfação, para não dizer raiva, cheguei à conclusão de que as pobres coitadas não tinham culpa de suas verdades tendo em vista que a cultura à qual respiramos impõe justamente esse tipo de pensamento, esse tipo de ideia, e o que é pior, transforma-a numa verdade absoluta. Talvez se eu interferisse na conversa delas poderia até sofrer algum tipo de agressão ou então ser taxado como estúpido. Pensar hoje em dia soa até como um palavrão, um crime horrendo que alguém praticou, e se eu me dispusesse a proteger o pensar, afirmando que o filme que faz a gente pensar, que permite ao simples assistente um exercício de reflexão, é muito positivo, no sentido de ofertar a nós um momento de engrandecimento espiritual, poderia ser taxado no mínimo como "olha o chato que vem comprar pão de novo". Agi bem (eu acho) ao ficar calado e agora expor um pouco minha indignação diante daquela situação. A ideia que me vem à cabeça é de desespero ao constatar que minha realidade está infestada de pessoas com esse mesmo pensamento. De pessoas que, talvez por força das circunstâncias, dão-se ao luxo de acomodarem-se e assumir abertamente que a inteligência ou a razão não as fará felizes. Quem sabe até o errado seja eu e não elas ao seguirem uma tendência tão lugar-comum nos dias de hoje. Eu é que estou errado ao tentar mostrar um caminho que creio ser mais feliz para as pessoas, pois a experiência desse caminho é exclusivamente minha, o que não me dá o direito de impô-lo a outras pessoas. Se elas estão felizes com as suas escolhas, que seja!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-2507115378750802041?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/2507115378750802041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/04/pensar-e-um-crime.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/2507115378750802041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/2507115378750802041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/04/pensar-e-um-crime.html' title='Pensar é um crime!?'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-1741941412699392595</id><published>2010-04-03T18:55:00.000-03:00</published><updated>2010-04-03T18:55:36.834-03:00</updated><title type='text'>Um Pensamento Genuinamente "Americano"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gostaria de abrir um precedente e fugir um pouco do "convencional" nesse espaço para divulgar um discurso que, à primeira vista, não nos parece provido de certo traquejo filosófico. Não obstante, o senhor Guaicaípuro Cuatemoc nos fala com uma propriedade tão colossal que fica quase impossível não relacioná-lo ao panteão dos pensadores da humanidade. E o que é melhor: um pensamento que reflete sobremaneira os milhões e milhões de latino-americanos calados pela sua auto-piedade para não dizer incapacidade - talvez imposta - em desvencilhar-se dos grilhões ora americanos, ora europeus. Retirei este texto do site www.novae.inf.br. Deleitem-se!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil  anos, para encontrar os que a "descobriram" há 500... O irmão europeu da  alfândega pediu-me um papel escrito, um visto, para poder descobrir os  que me descobriram. O irmão financeiro europeu pede ao meu país o  pagamento, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca  autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu explica-me que toda a  dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres  humanos e países inteiros, sem lhes pedir consentimento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu também posso reclamar pagamento e juros. Consta no "Arquivo da  Companhia das Índias Ocidentais" que, somente entre os anos de 1503 e  1660, chegaram a São Lucas de Barrameda 185 mil quilos de ouro e 16  milhões de quilos de prata provenientes da América.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Teria aquilo sido um saque? Não acredito, porque seria pensar que os  irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento!&lt;br /&gt;Teria sido espoliação? Guarda-me, Tanatzin, de me convencer que os  europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.&lt;br /&gt;Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como  Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a  arrancada do capitalismo e a actual civilização europeia se devem à  inundação dos metais preciosos tirados das Américas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata  foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados  ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a  existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a  devolução, mas uma indenização por perdas e danos.&lt;br /&gt;Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.&lt;br /&gt;Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um  plano "Marshall Montezuma", para garantir a reconstrução da Europa  arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores  da álgebra e de outras conquistas da civilização.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos  perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional responsável ou pelo  menos produtivo desses fundos?&lt;br /&gt;Não. No aspecto estratégico, dilapidaram-nos nas batalhas de Lepanto, em  navios invencíveis, em terceiros reichs e várias outras formas de  extermínio mútuo. &lt;br /&gt;No aspecto financeiro, foram incapazes - depois de uma moratória de 500  anos - tanto de amortizar capital e juros, como de se tornarem  independentes das rendas líquidas, das matérias-primas e da energia  barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual  uma economia subsidiada jamais pode funcionar, o que nos obriga a  reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros  que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos para cobrar.  Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de nossos  irmãos europeus, as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de  juros ao ano que os irmãos europeus cobram dos povos do Terceiro Mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Limitar-nos-emos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida  de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos,  concedendo-lhes 200 anos de bónus. Feitas as contas a partir desta base  e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, concluimos, e disso  informamos os nossos descobridores, que nos devem não os 185 mil quilos  de ouro e 16 milhões de quilos de prata, mas aqueles valores elevados à  potência de 300, número para cuja expressão total será necessário  expandir o planeta Terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em  sangue?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Admitir que a Europa, em meio milénio, não conseguiu gerar riquezas  suficientes para estes módicos juros, seria admitir o seu absoluto  fracasso financeiro e a demência e irracionalidade dos conceitos  capitalistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam a nós, índios  da América. Porém, exigimos a assinatura de uma carta de intenções que  enquadre os povos devedores do Velho Continente na obrigação do  pagamento da dívida, sob pena de privatização ou conversão da Europa, de  forma tal, que seja possível um processo de entrega de terras, como  primeira prestação de dívida histórica..."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-1741941412699392595?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/1741941412699392595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/04/um-pensamento-genuinamente-americano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/1741941412699392595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/1741941412699392595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/04/um-pensamento-genuinamente-americano.html' title='Um Pensamento Genuinamente &quot;Americano&quot;'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-7209569546167469394</id><published>2010-03-29T21:18:00.002-03:00</published><updated>2010-03-29T21:32:25.847-03:00</updated><title type='text'>As pessoas acham que nunca vão morrer?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/S7FGYsr6nvI/AAAAAAAAAGQ/AlSUnjNjEaI/s1600/anjo_da_morte.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/S7FGYsr6nvI/AAAAAAAAAGQ/AlSUnjNjEaI/s400/anjo_da_morte.JPG" width="377" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: large;"&gt;Talvez este meu texto soe um tanto esquisito. Talvez você que o lê possa interpretá-lo como algo louco de uma mente extremamente louca ou no mínimo "sem noção". Mas é algo que me toma de um modo tão forte que é quase impossível não comentar. É impressão minha ou as pessoas acham que nunca vão morrer um dia?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: large;"&gt;É esta a ideia que pretendo comentar aqui ainda que brevemente. Peço que perdoe os possíveis e inevitáveis erros que porventura insistam em imiscuir-se nesse pequeno texto. Prenda-se tão somente à ideia que nele está presente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: large;"&gt;Basta, então, que observemos na mídia a quantidade de informações a respeito de "como manter a saúde", "como prolongar a vida" ou ainda de "como manter-se sempre jovem". Vez por outra surge na grande mídia algum ícone com seu segredo para manter a boa forma e logo tal segredo deixa de sê-lo. A grande maioria das pessoas seguem tal "filosofia" de tal modo que parece estarem seguindo uma religião. Mas tal "filosofia" é rapidamente suplantada por uma outra que também é logo absorvida e futuramente será também suplantada. Se bem que ainda existe aquela camada da população que não segue tal "filosofia" mas ainda carrega dentro de si um peso na consciência por não fazê-lo. Parece uma cobra que tenta morder o próprio rabo - não tem fim nunca! Essas mesmas pessoas parecem acreditar que podem encontrar a fórmula para viver bem, viver "com saúde", sempre em busca de prolongar sua vida. Mas, e a morte? Ela não é algo tão natural quanto a vida? Ela não possui o mesmo esplendor que o nascimento? Ela não transforma - como nos dissera Machado de Assis - de um modo distinto a natureza, o universo ou a própria humanidade? Não quero mais me alongar nesse exercício filosofante, porém, quero deixar uma pergunta no ar: já imaginaram como seria o mundo se ninguém ou nada morresse?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-7209569546167469394?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/7209569546167469394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/03/um-comentario-sobre-morte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/7209569546167469394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/7209569546167469394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/03/um-comentario-sobre-morte.html' title='As pessoas acham que nunca vão morrer?'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/S7FGYsr6nvI/AAAAAAAAAGQ/AlSUnjNjEaI/s72-c/anjo_da_morte.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-4037505202348245888</id><published>2010-02-25T16:39:00.005-03:00</published><updated>2010-02-25T17:02:51.342-03:00</updated><title type='text'>“Eu devia estar contente...”</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/S4bU_40EX2I/AAAAAAAAAGI/vHuIegl1_14/s1600-h/Antonina+maio+19,20,21+021.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="347" src="http://4.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/S4bU_40EX2I/AAAAAAAAAGI/vHuIegl1_14/s400/Antonina+maio+19,20,21+021.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: 14pt;"&gt;O pai e a mãe brincam com sua filhinha na praia à tarde em uma terça-feira.  Muitos os chamariam de privilegiados por poderem aproveitar algumas horas com sua filha na praia enquanto outros estão promovendo o "progresso" de suas vidas.  Estes, trabalhando dia após dia, lutando para receberem seus salários e assim pagar suas contas "pedindo a Deus" que sobre um pouco mais no final do mês e que dê para pagar um divertimento qualquer que lhes retire daquele clima tenso e estressante do trabalho.  Aqueles, o pai, a mãe e sua filhinha, provavelmente devem ter uma vida mais "digna"; o pai deve possuir um emprego "melhor" porque consegue aproveitar, mesmo em período de trabalho, seu tempo – algo tão valioso em tempos atuais – e, com isso, conseguindo também pagar suas contas ao receber o salário sendo que, sem dúvida, deve-lhe sobrar um "pouco mais" para divertir-se com a família. Meu questionamento é: por que, então, que em tempos atuais há aquele que trabalha consumindo todo o seu tempo, praticamente, e aquele que trabalha, mas consegue obter tempo o suficiente para divertir-se, para realizar aquilo que desejar, sem mais tarde sofrer alguma perda, pelo contrário, ganhando até mais?  Por que tem que ser deste jeito e não de outro?  Em suma: por que uns vivem melhor e outros não?  Não falo isto me direcionando exclusivamente ao sistema do qual nos fora imposto, mas sim ao longo da própria história da humanidade.  Sempre se soube da existência do explorado e do explorador, daquele entendido como "mais esperto" que domina o outro, daquele que viu na imposição da força o poder controlar os mais fracos, e assim nasceu a civilização. De novo pergunto: por que tem que ser, necessariamente, dessa maneira?  Já não vivemos no "melhor dos mundos possíveis"?  Já não gozamos do supra-sumo da tecnologia moderna?  Por que, enfim, ainda continuamos a explorar o outro?...  Admito e compreendo que, no decorrer da história humana, continuamente houve também aqueles que procuraram, sob um certo aspecto, justificar a existência dessas "duas categorias" de seres humanos.  Platão, em sua inquestionável obra que trata sobre a república, alegava uma aristocracia, o governo dos mais capacitados, como melhor forma de governar uma cidade, no entanto não procurava desmerecer as demais classes subalternas ou "inferiores" mesmo que estas tivessem tal aparência; ou seja, Platão justificava, a seu modo, o explorador diante do explorado, mas, ao mesmo tempo, concordava que para a cidade alcançar uma harmonia era indubitavelmente forçoso que tal harmonia fosse respeitada por ambas as classes, embora uma fosse "melhor" que a outra, e que assim cada classe procurasse encontrar seu valor não desmerecendo nem uma nem outra.  Hegel será outro pensador que também tratará desta relação entre o explorador e o explorado de uma forma mais abrangente ao mesmo tempo que precisa – na relação entre senhor e escravo – na qual legitima, de certa forma, a existência tanto de um quanto do outro, ofertando ainda a compreensão de que um jamais conseguiria viver sem o outro; o senhor necessita da existência do escravo assim como o escravo necessita da existência do senhor; o patrão necessita do empregado assim como o empregado necessita do patrão.  Nesse sentido, o escravo – ou o explorado – somente poderia encontrar sua "felicidade", digamos assim, se reconhecesse e identificasse seu desígnio de "escravo".  Portanto seria pura perda de tempo alguém questionar: "como posso ser feliz sabendo que alguém está me explorando?" ou ainda "por que sou tão infeliz?".  Tanto para Hegel como para Platão os seres humanos já nasceram, sob um certo aspecto, "predestinados" a exercer as categorias que lhes foram dadas pela constituição de suas classes na sociedade.  A constatação de alguém ao saber que está sofrendo por causa da exploração do outro somente poderá ofertar-lhe o princípio do sofrimento que constitui a sua vida, cabendo a ele "acomodar-se" com tal desígnio "natural".  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 1pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: 14pt;"&gt;Aquele que sofre de uma maneira inconsciente acha-se satisfeito ou até mesmo feliz por gozar a vida, mas não consegue compreender que ele só está gozando a vida porque o explorador, o dono da empresa que ele trabalha de segunda até sábado ou até domingo, permite a ele tempo de folga – de diversão – a fim de que possa recompor suas energias, regressar no próximo dia de trabalho mais animado e assim esperar uma outra oportunidade de, novamente, poder gozar a vida e assim o ciclo continuar a repetir-se.  Este, cuja inconsciência de seu sofrimento lhe é peculiar, ainda por cima não aceita – sequer pretende! – tentar conhecer o porquê de seu "natural" desígnio, sequer tenta compreender o porquê de sua realidade constituir-se daquela forma e encontrando em sua ignorância, às vezes muito bem-vinda, às vezes não, a satisfação maior.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;span style="font-family: Garamond; font-size: 14pt;"&gt;Quiçá seja por isso que o número de suicídios é maior entre pessoas que possuem um pouco mais de cultura e, portanto, um poder aquisitivo também diferenciado; já nos casos inversos, o suicídio é praticamente inexistente.  Um outro pensador, Shopenhauer, contemporâneo a Hegel, irá concordar que o ser humano sofre porque passa a conhecer a miséria, entenda-se, a realidade na qual está inserido, a saber, a realidade humana.  Dor e sofrimento são, portanto, tudo aquilo que o homem pode conhecer.  Em alguns casos, uns sofrem menos, em outros...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-4037505202348245888?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/4037505202348245888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/02/eu-devia-estar-contente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/4037505202348245888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/4037505202348245888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/02/eu-devia-estar-contente.html' title='“Eu devia estar contente...”'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/S4bU_40EX2I/AAAAAAAAAGI/vHuIegl1_14/s72-c/Antonina+maio+19,20,21+021.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-6993460767049980931</id><published>2010-02-07T11:25:00.003-03:00</published><updated>2010-02-07T11:46:34.993-03:00</updated><title type='text'>A verdade não existe!</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/S27P8xCJshI/AAAAAAAAAFw/bDa3VQj3tZM/s1600-h/grecia+antiga%5B7%5D.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/S27P8xCJshI/AAAAAAAAAFw/bDa3VQj3tZM/s200/grecia+antiga%5B7%5D.jpg" width="178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: small;" xmlns=""&gt;Quantas são as histórias e lendas que ouvimos sobre a origem do mundo, das coisas e dos homens? Desde explicações folclóricas, mitológicas ou até científicas, o ser humano persegue essa resposta desde tempos imemoriáveis no intento de "simplesmente" descobrir, tal qual uma criança curiosa, de onde veio, qual a sua razão de existir, qual o sentido de se estar aqui. Tais questionamentos suscitam uma busca de si mesmo através de uma inquietude interior e pujante que a todo instante atormenta o ser humano, como já nos dissera o pai da Filosofia ocidental, o senhor Sócrates. Parece-nos um tipo de fantasma que a todo instante nos ronda para lembrar que, por mais poderosos que pareçamos ser, ainda não sabemos algo deveras "simples": de onde viemos? Uma lancinante pergunta que a Filosofia tenta nos relembrar a todo momento muito embora nossa sociedade tecnocrática intente em colocá-la na marginalidade. Talvez o mais conveniente a fazer é entender cada explicação como mais uma explicação respeitando cada especificidade e esfera à qual ela esteja sujeita, todavia, temos que criar um esforço para não nos tornarmos arrogantes detentores da verdade última crente de que aquela explicação que defendemos é a única. Muitas vezes nos deparamos com certos indivíduos que incorrem nesse erro lamentável de se acharem os "donos da verdade" quando nos falam e nos contradizem a respeito, por exemplo, da origem humana sobre a terra. Algumas vezes encontramo-nos com alguma pessoa que possa agredir-nos verbalmente porque não concordamos com ela sobre, por exemplo, o criacionismo, que Deus criara o homem e a mulher a semelhança de si mesmo. Compartilho de uma idéia completamente contrária à dela, no entanto não destrataria alguém pelo simples fato de este alguém discordar de minha opinião. Em resposta poderia, no máximo, indicá-la leituras de outros povos, de outras culturas que também explicam sobre a origem do mundo e dos seres humanos ao seu modo. Poderia explicá-la das semelhanças existentes na criação do mundo dos gregos em relação à judaico-cristã, por exemplo, na qual os gregos dão um sentido ao cosmo de ordenação, uma função que se compromete em estabelecer a ordem, já nas Sagradas Escrituras falam de Deus (talvez o cosmo grego) organizando o mundo quando não havia nada, quando havia o caos, no qual os gregos criam como possibilidade de criação. E isso sem comentar escrituras sagradas de povos antigos que também são bastante semelhantes aos gregos, aos judeus e aos cristãos. Então, se cada povo possui sua explicação específica sobre a criação do universo ou até de si mesmo, como podemos apontar algo ou alguma verdade como sendo absoluta, única e, perdoando a redundância, verdadeira. Tal constatação nos remete ao filósofo francês, Michel Foucault, quando este nos indica que, por mais que tentemos demonstrar a importância ou a veracidade de um determinado conhecimento a nós mesmos, sobretudo aos outros, somos nós mesmos os únicos responsáveis para tornar aquele conhecimento efetivamente válido, importante ou verdadeiro; que se nós não déssemos a esse conhecimento a "sua" importância ele não a possuiria – e isso também nos remete a um sentido que o sujeito do conhecimento é responsável sobre seu objeto de estudo. Tudo que observamos, criamos ou entendemos, ainda segundo o filósofo francês, depende única e exclusivamente de nossa afetação para com diante daquilo que estamos observando. É como o arrebatamento de uma paixão cujo objeto de desejo, a pessoa amada, somente é importante graças ao ser que está apaixonado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: small;" xmlns=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/S27P-i6TT6I/AAAAAAAAAF4/CAlje3PY5Xs/s1600-h/grecia+antiga+pankration%5B8%5D.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="146" src="http://2.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/S27P-i6TT6I/AAAAAAAAAF4/CAlje3PY5Xs/s200/grecia+antiga+pankration%5B8%5D.jpg" width="172" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;" xmlns=""&gt;Concluindo: cada cultura, cada povo, cada época, nesse sentido, possui uma explicação específica acerca da criação – ou de outros assuntos pertinentes tanto ao indivíduo quanto à sociedade –, portanto não nos cabe, enquanto meros espectadores desse grande mistério que muitos chamam de vida, estabelecer um conhecimento tirânico ou absolutista. Devemos desconfiar de pessoas que se dizem extremamente convictas, posto que tal rigor do convencimento possa estar próximo de uma cegueira intelectual patológica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-6993460767049980931?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/6993460767049980931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/02/verdade-nao-existe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/6993460767049980931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/6993460767049980931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/02/verdade-nao-existe.html' title='A verdade não existe!'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/S27P8xCJshI/AAAAAAAAAFw/bDa3VQj3tZM/s72-c/grecia+antiga%5B7%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-432245893343764746</id><published>2010-01-05T20:50:00.001-03:00</published><updated>2010-01-05T20:50:57.818-03:00</updated><title type='text'>Ser humano, ser buscante da felicidade</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-family:Garamond; font-size:14pt'&gt;O ser humano é um ser que vive em constante conflito.  É personagem de uma guerra que ele próprio sustenta e que, em alguns casos, ele mesmo sabe como pará-la – eis então a grande problemática proposta por Sócrates do "conhece-te a ti mesmo".  O ser humano ocidental retém em seu cerne fortíssimas influências judaico-cristãs e por isso é recipiente de uma dualidade de mundos: a sua realidade que lhe impõe os percalços da vida, mas que o coloca na expectativa de outra vida. O ser humano vive na Terra, porém com a expectativa de encontrar o Paraíso (um lugar perfeito).  Pelo fato de o ser humano não se identificar com este mundo, ele então põe todas as suas esperanças em outro mundo.  Mas, por que então ele não se identifica ou não se vê realizado, satisfeito neste mundo do qual ele faz parte?  Eis o princípio da insatisfação, do sentimento de infelicidade dado ao fato de que o homem jamais se pretende completamente satisfeito com qualquer coisa com a qual ele consiga realizar.  É justamente graças a este conflito, este sentimento de nunca estar satisfeito, que se notam as principais atribulações na vida de qualquer pessoa transformando-a, com isso, em alguém infeliz não em relação ao mundo do qual faz parte, mas em relação a si mesmo. O ser humano, por ser infeliz consigo mesmo, passa a transformar as coisas que toca em coisas também infelizes, transforma o mundo a sua volta em algo infeliz – talvez por causa disso as muitas vicissitudes que estão aí pelo mundo, já que o ser humano não consegue satisfazer-se com o que tem em mãos.  É claro que algum "otimista" irá bradar o oposto ao se deparar com alguém que lhe demonstre tais argumentações, entretanto, embora ele tente comprovar que exista felicidade, mesmo que ligeira, não pode deixar de concordar que essa "felicidade ligeira" não passa na realidade de pura ilusão, de uma desdenhosa miragem que o engana e, pior ainda, que o vicia a buscar desde sempre esse "tipo" de fortuna. Transforma-o em um ser perseguidor da "coisa alegre" que, ao ter provado uma vez e assim gostado, deseja mais e mais se viciando.  Em sua perseguição desenfreada pela bendita felicidade, termina esquecendo ou finge esquecer-se das atrocidades que realiza nessa sua busca.  Ele quer porque quer a qualquer custo possuí-la e está disposto a pagar qualquer preço – inclusive a sua própria felicidade...  Mas, afinal de contas, o que é felicidade mesmo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-432245893343764746?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/432245893343764746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/01/ser-humano-ser-buscante-da-felicidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/432245893343764746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/432245893343764746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2010/01/ser-humano-ser-buscante-da-felicidade.html' title='Ser humano, ser buscante da felicidade'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-3743439685777567563</id><published>2009-12-20T07:56:00.002-03:00</published><updated>2009-12-20T08:01:15.900-03:00</updated><title type='text'>É proibido ser infeliz!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-size:12pt;" &gt;Devo confessar que estou bastante apreensivo com o rumo das coisas do jeito que estão indo... Violência, aquecimento global, desrespeito ao ser humano, corrupção e agora, vejam vocês, estamos até proibidos de sermos infelizes. Pois é... Talvez esta última constatação seja a mais preocupante, porque me vejo numa sociedade que impede até de ficarmos tristes com esses fenômenos tão iminentes e corriqueiros em nosso cotidiano, pois deveríamos colocar tais coisas debaixo do tapete e agir como se nada estivesse acontecendo de ruim no nosso mundo. Essa parece ser a palavra de ordem do momento. Tal constatação me veio como um soco no estômago quando uma matéria de uma revista me mostrara que as empresas estão preocupadas atualmente em contratar "pessoas com grau de satisfação elevado" ou então aquelas pessoas que conseguem ser "felizes". Criaram até uma forma de medir o grau de felicidade desse possível candidato! Nesse sentido, noto que a tristeza transformou-se em doença, em patologia psíquica, em um mal que pode ser remediado e assim controlado. Razão disso? Ora, uma pessoa infeliz produz menos! De que adianta alguém preocupado com o aquecimento da terra, com a corrupção em nossa política ou com a violência urbana cada vez mais descontrolada se isso não lhe ajuda em nada, ou melhor, não contribui para o crescimento econômico do nosso país? Vamos acabar com esses infelizes!!! Fim àqueles que não conseguem ser felizes nesse mundo repleto de males e sofrimento!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=";font-size:12pt;" &gt;O velho Marx já nos alertara... O capitalismo seduz, seduz e ainda por cima cria um véu de desumanização no próprio ser humano que ele se vê incapaz de fugir. Não que eu seja um marxista ferrenho – longe de mim tal responsabilidade – mas basta lermos A Ideologia Alemã, por exemplo, para percebermos certos elementos no mínimo alarmantes que o capitalismo exerce sobre nós e daí pudermos assim compreender por que não podemos sequer ser infelizes nos dias de hoje. Parece até um palavrão ou uma doença contagiosa alguém chegar até outro e assumir "companheiro, estou infeliz..." De imediato surgem os grandes entendedores com suas orientações de auto-ajuda acreditando piamente que para a felicidade existe uma fórmula universal, uma fórmula única a todos. Talvez seja muito mais fácil convivermos com a infelicidade do que o contrário, afinal é esta a condição do ser humano, faz parte de sua natureza. A infelicidade está cravada na alma de qualquer ser dotado de razão, que busque, ao menos, exercitá-la. Todavia, como vivemos numa sociedade que força justamente o oposto, percebemos o contrário... No dia em que um mendigo ler um livro de auto-ajuda e me convencer o quanto o livro mudou sua vida para melhor, talvez aí sim eu passe a dar um pouco mais de crédito aos autores dessa suposta corrente "filosófica", como muitos deles se arvoram a afirmar. Aliás, talvez seja por isso que os mendigos não conseguem empregos ou se dar bem na vida, porque são infelizes, e por isso a sociedade dá – mais uma vez – as costas para eles mostrando-lhes o quão eles estão errados ao negar esse mundo tão esplendoroso e fantástico do capitalismo tardio feito exclusivamente para os que são felizes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-3743439685777567563?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/3743439685777567563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2009/12/e-proibido-ser-infeliz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/3743439685777567563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/3743439685777567563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2009/12/e-proibido-ser-infeliz.html' title='É proibido ser infeliz!'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-7569322125545320460</id><published>2009-11-07T20:56:00.002-03:00</published><updated>2009-11-07T21:05:05.836-03:00</updated><title type='text'>Da difícil arte do pensar puro</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:13pt;"  &gt;Esse ímpeto cego é mais forte. Essa vontade cega, errante, caótica, contraditória, ergue-se constantemente das cinzas a fim de encontrar um nada que não sei para o quê serviria... Fico a espera de alguém, de alguma pessoa que me traga um alento, uma atenção, uma palavra inteligente, maliciosa, sarcástica. Não essa coisinha bonitinha, encaracolada que toma todos os cantos desse novo lugar onde insisto em querer ser feliz. Alguém que me traga saudade, que abra meus pensamentos para o novo, algo que me distraia de maneira contundente, aprazível, com conteúdo. Mas sei que sou um estúpido por esperar isso. Sei que esses momentos já passaram, não voltarão mais (a não ser em minha lembrança vicejante). Sei e reconheço que em verdade espero por mim mesmo. Espero que esse alguém que volte ou que venha do nada seja eu mesmo, travestido pela árdua viagem das aventuras que sempre quis ter e meu bom senso &lt;em&gt;non sense&lt;/em&gt; transformou-o em algo incapaz, impotente diante dos músculos poderosos dessa coisa metida a racional que entrou em meu espírito à força pela educação, pela academia... São raros os momentos que me dispo (não por inteiro) para que uma asa há muito pronta para voar tome seu destino e siga por esse mundo afora, repleto de sonhos e imaginações e ideias perfeitas. O desejo insiste, inunda meus poros ávidos. Talvez por culpa da música alienígena que insiste em amolar o ouvido saltitante ou emocionante ao extremo dos meus vizinhos (se brincar, eles nem me ouvem!). Não ligo. Que ouçam! Tomara que ouçam! Que ouçam algo diferente, que sinta que possuem pensamentos que desejam também ser ouvidos, aliás, com a mesma importância que seus instintos mais pueris, mais baixos de fato. De vez em quando me passa pela cabeça a inocente ideia de tentar ser igual a eles: beberrões, crianças grandes com brinquedos caros, com seus instintos aflorando e tomando o controle dos seus, agora, mais fortes corpos; homens-crianças que acreditam piamente que tem razão em todos os seus menores desejos... Mas não consigo ser de tal forma. O mundo é testemunha que tento. O problema é que durante essa tentativa, aquela pela qual sou apaixonado, aquela maldita e bendita Ave de Minerva, não mais me permite o luxo de ser medíocre (talvez esteja sendo um tanto presunçoso), pois logo me vem o olhar criterioso, o distanciamento que qualquer ser pensante possui como fundamental característica, e sinto-me quase que como em um laboratório a examinar cuidadosamente aquele jovem garoto que se diz homem brincando ou tentando ainda ser gente grande; ou ainda aquela mulher que recai sobre suas mãos a grande missão de tomar conta de um templo quase sagrado, mas ao mesmo tempo quase sem crédito e ela desesperadamente tentando levar a sério... Pobres crianças... Será que não entendem que nunca irão crescer verdadeiramente? Preocupam-se em ser adultos com tanta veemência, em ser inteligentes, em ser pessoas experientes, brigam para serem ouvidas, e no fundo choram como qualquer criança mimada tentando chamar a atenção da mãe (que não está mais por perto). Seus desejos devem ser tratados como certos, como verdadeiros, devem ser respeitados, ouvidos, os outros que se virem para tentar falar alguma coisa, pois nessa grande brincadeira, o dono da bola é quem diz como são as regras do jogo. E todos, absolutamente todos, acham-se os donos da bola. Que sejam. Eu é que não tenho mais fôlego, nem capacidade instintiva para brincar de bola...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-7569322125545320460?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/7569322125545320460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2009/11/da-dificil-arte-do-pensar-puro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/7569322125545320460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/7569322125545320460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2009/11/da-dificil-arte-do-pensar-puro.html' title='Da difícil arte do pensar puro'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-6816848544813717323</id><published>2009-11-02T20:32:00.003-03:00</published><updated>2009-11-02T20:43:52.746-03:00</updated><title type='text'>Um breve comentário da condição do aposentado na contemporaneidade brasileira</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/Su9tTFF5PTI/AAAAAAAAACY/cn7okxgt4-o/s1600-h/idoso.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 233px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/Su9tTFF5PTI/AAAAAAAAACY/cn7okxgt4-o/s320/idoso.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399654652792356146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um indivíduo resolve se aposentar depois de um bom tempo trabalhando. Nos dias de hoje, tal situação é extremamente corriqueira, pois, graças aos avanços conseguidos para o progresso da humanidade trazidos com a industrialização e as reivindicações dos trabalhadores, um indivíduo agora pode descansar em sua velhice depois de um bom tempo vendendo sua força de trabalho para se sustentar. Chega a ser algo parecido como uma premiação poder descansar depois de quase uma vida inteira dedicada ao trabalho... Espere um momento? Eu disse "premiação"? Será que podemos chamar de fato "premiação" uma remuneração que um indivíduo recebe depois de se aposentar? Será que é a mesma coisa que ele recebeu durante o tempo em que trabalhou incluindo todas as vantagens de quando estava na ativa? Será que aquilo que ele recebe como aposentado condiz realmente com o que ele merece ganhar?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ao observarmos um salário em qualquer função – salvo algumas raras situações tidas como especiais – nota-se uma "simbólica" perda de certos valores assim que o indivíduo dessa função resolve "sair da ativa", sobretudo aqui no Brasil. Dar-se a entender que esse indivíduo não é uma pessoa que deu duro em sua vida para sustentar seus patrões e a si mesmo merecendo uma recompensa pelos seus esforços, mas sim uma "peça", uma "coisa", que pelo motivo de ter-se afastado, finalmente para o merecido descanso, deve ser trocado por estar velho ou "desvalorizado"... Duas coisas que podemos interpretar nessa situação: 1) a condição do homem contemporâneo tratado como "coisa"; e 2) o preconceito a uma camada da população que perde seu "valor econômico" diante da nossa sociedade pós-industrializada, no caso, os mais velhos, os idosos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um filósofo alemão do século XIX, desconfiado com as promessas que a industrialização e o progresso trariam ao ser humano, resolve estudar sua época e descobre fatos no mínimo alarmantes. Ele percebe que o ser humano, criador dessa modernização industrial, estava perdendo sua liberdade, sua autonomia, sua capacidade de simplesmente "ser" humano. Karl Marx, o dito filósofo, irá então conceituar o nosso sistema econômico e social como baseado na propriedade privada dos meios de produção, na organização da produção que visa o lucro empregando trabalho assalariado e, o que é pior, transformando o ser humano em "coisa". Eis nossa primeira problemática. Seria este, portanto, o único propósito do capitalismo? Por que sermos transformados em "coisas", ou melhor, em "peças" nessa grande sociedade agora pós-industrializada?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Voltemos ao caso do indivíduo que resolveu se aposentar. A própria palavra "aposentado" já denota o preconceito que se atribui aos idosos em nossa época na chamada sociedade do trabalho, pois seu sinônimo corresponde a "inativo", "reformado", "jubilado". Quer dizer, depois que damos um duro durante boa parte da nossa vida, trabalhando, "estando na ativa", ao ficarmos velhos não podemos mais ter "ação", estaríamos "inativos" já que não dispomos mais daquela atividade de quando trabalhávamos? Será que somente possuímos um valor quando trabalhamos, pois estaríamos na "ativa"? Segundo Marx, em seu conceito de "coisificação do ser humano", essa sociedade em que vivemos preocupa-se demasiadamente em atribuir valores a tudo, inclusive ao próprio ser humano... Como se atribui um valor a um ser humano? Dando-lhe uma profissão, uma atividade pela qual o indivíduo possa "vender" sua força de trabalho e receber algo para sobreviver nessa sociedade do trabalho. Se o indivíduo trabalha, possui um valor; se não trabalha, outro valor ou então nenhum valor. É como uma peça nova e uma velha. O indivíduo que trabalha, portanto a "peça nova", permite um funcionamento melhor da máquina; já o indivíduo que não trabalha, a "peça velha", emperra a máquina e por isso deve ser trocada...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Estar "aposentado" é uma condição, condição esta carregada de preconceito pela nossa sociedade que valoriza quem trabalha, quem tem uma profissão, numa palavra, quem está na "atividade". Tem-se, por exemplo, a ideia de que estar aposentado é o "começo do fim da vida", que este indivíduo não mais poderá demonstrar seu valor e que devemos agora simplesmente deixá-lo quieto com seus remédios e suas reclamações em algum canto sem lhe dar muita atenção. Estar aposentado "coincide" com o momento pelo qual o ser humano já não possui aquela força de outrora, justamente o momento em que ele não mais poderá vender suas energias ao capitalismo e assim demonstrar que possui ainda algum valor. São raros os mais velhos que conseguem ainda manter-se em sua função exercendo-a e ainda assim serem respeitados.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify; margin-left: 85pt;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"[...] A indústria só se interessa pelos homens como clientes e empregados e, de fato, reduziu a humanidade inteira, bem como cada um de seus elementos, a essa fórmula exaustiva [...]" ("&lt;strong&gt;Dialética do Esclarecimento&lt;/strong&gt;", Adorno/Horkheimer, p. 137)*.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p face="georgia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p face="georgia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ADORNO, Theodor/ HORKHEIMER, Max. Dialética do Esclarecimento - Fragmentos Filosóficos. Trad: Guido A. de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. - 1985.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p face="georgia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-6816848544813717323?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/6816848544813717323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2009/11/um-breve-comentario-da-condicao-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/6816848544813717323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/6816848544813717323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2009/11/um-breve-comentario-da-condicao-do.html' title='Um breve comentário da condição do aposentado na contemporaneidade brasileira'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/Su9tTFF5PTI/AAAAAAAAACY/cn7okxgt4-o/s72-c/idoso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-2480627659008427653</id><published>2009-09-30T22:19:00.001-03:00</published><updated>2009-09-30T22:19:10.509-03:00</updated><title type='text'>Um entendimento sobre a corrupção</title><content type='html'>&lt;span xmlns=''&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-size:12pt'&gt;Corrupção, segundo o dicionário Larousse, "ato ou efeito de corromper, decomposição, depravação", ou ainda, "ação de seduzir ou seduzir-se por dinheiro, presentes, etc., levando alguém a afastar-se da retidão". À primeira vista, este conceito da palavra nos soa um tanto estranho tendo em vista que muitas vezes vemos o termo corrupção associado a políticos, a pessoas que foram eleitas para serem nossas representantes no nosso tipo de governo. Todavia, o que muitos não sabem é que esse termo, esse "desvio moral", está tão presente em nosso cotidiano, diria até em nossa própria história enquanto civilização, que não nos damos conta. A corrupção não está apenas no parlamentar que aceita algum agrado ("propina", na linguagem politiqueira) de alguém em troca de algum benefício, por exemplo; ela pode estar na nossa simples relação com alguém que nos poderia oferecer algum tipo de serviço ou "vantagem", como quando conhecemos algum caixa bancário que por amizade nos atende na frente de outras pessoas que estavam na fila antes de chegarmos. Óbvio que o "tamanho" da corrupção, se é que podemos chamar assim, em comparação com a do parlamentar é ínfima contudo não deixa de ser uma forma de afastar o funcionário bancário de sua retidão, de sua "ética no trabalho", que no caso seria atender as pessoas por ordem de chegada na fila, portanto, um pequeno ato corrupto que realizamos talvez inocentemente. Mas por que isso acontece? Por que o ser humano sempre permitiu que suas relações fossem maculadas por isso que é claramente um desrespeito à própria humanidade? Por que, em suma, existe a corrupção?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-size:12pt'&gt;Muitos pensadores, teóricos ou filósofos tentam nos dar uma resposta. E isso não é de agora, pois, como havia dito anteriormente, a corrupção está em nosso meio desde que o ser humano sentiu a necessidade de se viver em grupo. Lembremo-nos da filosofia socrática que detinha como meta o entendimento da verdadeira virtude, da retidão de ações, não aquela virtude superficial ou de aparência pela qual os atenienses da época de Sócrates propagavam e que por sinal o levaria à morte, mas aquela que é tão evidente como a luz do Sol presente na Alegoria da Caverna em Platão, seu discípulo. Essa virtude que nos serve como norteadora e que traga, não para poucos, mas para &lt;strong&gt;todos&lt;/strong&gt;, o real sentimento de humanidade, algo que seja uma ligação com toda a espécie e em benefício dela. Era isto a proposta da democracia grega, afinal, o próprio termo democracia já denota isso: "governo de todos". E o que Sócrates percebeu já em sua época naquele século V a.C.? Que esse governo de todos não passaria de mais uma ilusão criada pelos poderosos para se deliciarem com o controle público expropriando justamente aqueles que o viam como detentores de uma suposta virtude política. Sócrates morreu por desmascarar essa falsa virtude e conceituar o que vem a ser ética. Como conseqüência, criou algo que hoje nos serve como princípio de compreensão para nossas ações morais, sejam elas em qualquer âmbito das relações humanas. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style='text-align: justify'&gt;&lt;span style='font-size:12pt'&gt;Mas o que Sócrates, além da Ética, nos legou? A idéia de que eu, você, nós, eles, a humanidade, todos necessitamos de um princípio que norteie nossas ações em função de um caminho reto para o benefício geral: configura-se assim a tão procurada felicidade. Quando alguém tenta burlar esse caminho, tem-se um ato corrupto. Quando se suborna um guarda de trânsito em privilégio próprio, por exemplo, desrespeita-se não somente as leis, mas o seu semelhante, a humanidade, visto que as leis foram criadas para serem aplicadas a todos – salvo, obviamente, os governos que não aceitam os princípios democráticos. Por isso existem as religiões, os partidos políticos, enfim, as instituições que privilegiam ou tentam privilegiar o ser humano enquanto humanidade e não grupos seletos de interesses egoístas, mesquinhos ou escusos. Todavia, por mais que as religiões ou partidos políticos possuam em seu interior essa idéia de ligação com o todo em função de um caminho único que nos possa levar ao bem maior, existem seres humanos dotados de uma falsa virtude que, historicamente, desde a era dos gregos, por exemplo, não conseguem enxergar o ideal socrático da verdadeira virtude, do caminho que nos leve à verdadeira felicidade, enfim, o caminho que nos leve ao bem maior.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-2480627659008427653?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/2480627659008427653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2009/09/um-entendimento-sobre-corrupcao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/2480627659008427653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/2480627659008427653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2009/09/um-entendimento-sobre-corrupcao.html' title='Um entendimento sobre a corrupção'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-1660057051489566872</id><published>2009-09-15T19:58:00.002-03:00</published><updated>2009-09-15T20:13:02.703-03:00</updated><title type='text'>O problema da Educação em Sergipe - alguns comentários</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" xmlns="" &gt;&lt;p&gt;&lt;span style=""&gt;A vida acadêmica é recheada de qualidades que muitos as julgam como fulcrais para o exercício da profissão escolhida ou até mesmo para o bem conduzir da vida enquanto um "cidadão consciente".  O estudante de Direito, por exemplo, é tomado pelos conhecimentos teóricos concernentes à sua área; o de Filosofia é invadido pelos também conhecimentos teóricos pertinentes à sua área; o de História passa a conhecer os conteúdos que deverá tratar e assim por diante.  Nesse período de aquisição ou de preparação, qualquer um desses estudantes se vê acometido por inúmeras teorias muito bem elaboradas, muito bem desenvolvidas e que, &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt;, permitem certa aproximação de "uma" realidade, ou seja, conhecem-se os conceitos, os fundamentos e, mais tarde, ao concluir seu respectivo curso, ele é tido como preparado e conhecedor desta realidade ensinada. Mas aí, enfim, ele cai na realidade "real", perdoando a redundância. Qualquer um desses estudantes regressa ou ingressa no quotidiano tentando de maneira desesperada aplicar ou adequar o escopo adquirido anteriormente a esta "nova" realidade.  Talvez com os cursos cuja finalidade sejam tão somente transmitir um conteúdo técnico não aconteça desta forma, porém, em cursos da área de humanas, principalmente, nota-se um abismo entre essas duas realidades.  No curso de Filosofia, por exemplo, o acadêmico atravessa um determinado período de tempo somente adquirindo as incontáveis teorias filosóficas a fim de, ao menos, tentar interpretá-las e pô-las em conformidade com a realidade à qual este estudante está inserido.  Ele pode conseguir ou não, vai depender da capacidade que ele manifesta diante da aplicabilidade das tais teorias e de seu poder intelectual ou interpretativo em desenvolvê-las.  Mas como ele pode aplicar o que aprendera à sua realidade? Procurando "desesperadamente" uma interpretação pífia sequer de alguma grandiosa obra ou de um bem trabalhado sistema filosófico trazido à luz por um teórico de um lugar muito distante e, na maioria das vezes, de outro período histórico?  Como tentar interpretar e trazer à nossa realidade pensadores como Marx se ainda vivenciamos uma Idade Média, se ainda encontramos nos grandes escalões da sociedade indivíduos preocupados em manter uma ordem pautada em uma religiosidade formal e absurdamente pretensiosa?  Como podemos nos adaptar ao pensamento de um Nietzsche se ainda encontramos indivíduos que expurgam ou condenam um único corajoso "rebelde" que tenta mostrar que a religião judaico-cristã não passa de mais uma empresa financeira como qualquer outra cujo único produto a ser vendido é a fé?  Eis, então, o cerne dos conflitos que podem vir a surgir na mente deste estudante de Filosofia, a depender de sua capacidade interpretativa ou até mesmo de sua personalidade, da sua propensão àquilo que de certa forma violenta seu espírito.  Tudo aquilo que ele procurou adquirir ou que lhe disseram para adquirir aparentar-lhe-á, à primeira vista, incompatível e inexeqüível.  Como este pobre estudante de Filosofia, no curso de licenciatura, por exemplo, pode chegar a uma sala de aula do ensino médio e falar que "a religião trata as pessoas como se fossem cordeiros para o abate bem como a própria sociedade" se todos seus alunos já foram desde pequenos catequizados e jamais poderiam, segundo seus educadores, lidar com tal opinião?  Caberão ao estudante-professor duas saídas: esquecer tudo que aprendera em relação à crítica ou ao menos ao desenvolvimento dela em seus alunos diante da realidade em que compartilham; ou ser de fato um crítico, um provocador ferrenho de tudo e de todos e arcar com as conseqüências de sua bravura podendo ser condenado, no mínimo, como um pária, um marginal ou até mesmo um louco.  Entretanto, as disciplinas que não necessitam de certa visão crítica, os cursos meramente técnicos, não sofrem este tipo de problema, pelo contrário, são até muito bem aceitos e difundidos até como mais valiosos que os outros, em especial o de humanas – vale ressaltar que não estou tentando criar uma validade ou uma importância maior a uma determinada área do conhecimento, como a de humanas, estou sim tentando mostrar uma suposta supremacia que a sociedade administrada pós-moderna em Sergipe vem dando aos conhecimentos puramente técnicos, se isto não se aplicar em todo país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" xmlns="" &gt;&lt;p&gt;&lt;span style=""&gt;A pretensão de se pôr em prática tudo que aprendera cai por terra e o desesperado estudante vê-se acuado tentando criar adequações estranhas que consigam, ao menos, permitir algumas relações com o conhecimento adquirido em sua vida acadêmica.  Isto sem comentar os casos em que muitos destes estudantes das sofridas Humanidades não conseguem sequer perceber essa desconexão porque não tiveram a oportunidade – ou talvez a coragem – de ter acesso a ela.  Os Estados, principalmente nas regiões do Norte do Brasil, são guiados por grupos políticos e financeiros, por interesses meramente corporativistas – senão "coronelistas" de fato –, por grupos da aristocracia, da &lt;em&gt;High Society&lt;/em&gt; rural que conseguem alternar-se no poder do Estado de acordo com as circunstâncias e necessidades particulares do momento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" xmlns="" &gt;&lt;p&gt;&lt;span style=""&gt;Aparenta-nos que qualquer estudante da área de humanas ou não, enquanto cursa, é bombardeado de mais e mais informações passando assim a criar uma espécie de obrigação em reter, em armazenar, em transformar qualquer conteúdo em dado técnico.  O estudante-professor se vê praticamente forçado a retransmitir mimeticamente e de uma forma mais sucinta possível o que fora adquirido.  Agora ele fará parte, bem como seu aluno, de outro círculo vicioso também pautado em pura aprendizagem mimética.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-1660057051489566872?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/1660057051489566872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2009/09/o-problema-da-educacao-em-sergipe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/1660057051489566872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/1660057051489566872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2009/09/o-problema-da-educacao-em-sergipe.html' title='O problema da Educação em Sergipe - alguns comentários'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-6845487831459452599</id><published>2009-09-03T22:31:00.002-03:00</published><updated>2009-09-03T22:47:26.502-03:00</updated><title type='text'>A felicidade existe e está na sua sala</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/SqBxk_oK9NI/AAAAAAAAACI/4aM7KNwimB4/s1600-h/kmarx1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 255px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/SqBxk_oK9NI/AAAAAAAAACI/4aM7KNwimB4/s320/kmarx1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377422835449525458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Garamond;font-size:14pt;"  &gt;Enquanto uns poucos se vangloriam em seus lares com suas bugigangas eletrônicas, seja no deleite de ouvir alguma música em algum aparelho altamente sofisticado ou no simples ato de redigir alguma coisa em um computador de última geração, com a impressão de que vive em um momento muito mais "feliz" que o seu antepassado que não gozava de tais "felicidades", outros, todavia, não tem sequer conhecimento dessas coisas e estão com a impressão de que a felicidade reside em satisfazer-se com as mínimas necessidades básicas, cito, por exemplo, água e comida. Mais ainda, existem até aqueles que creem que a felicidade está nesses fabulosos e engenhosos objetos transparecendo até que eles são "entidades vivas", "seres superiores" ao próprio homem no sentido de que eles, os ditos objetos, têm mais valor que a própria pessoa.  É esta, então, a essencial característica desses tempos pós-modernos: a super valorização das coisas.  O ser humano agora passou a ser tratado como mais um mero objeto, alguma coisa sem alma e que só é realmente gente quando possui coisas – de preferência muitas para ser tratado como tal.  Talvez isso possa parecer algo um tanto melodramático, piegas, mas não é à-toa quando Marx, lá pelos idos do século XIX, já afirmava que esse dito progresso tecnológico ou até industrial, em verdade não passava de mais uma nova forma de escravizar o ser humano iludindo-o com mais uma promessa de falsa felicidade. Se realmente essas coisas maravilhosas realizassem aquilo que o ser humano tanto espera delas, acredito que inevitavelmente o mundo estaria outro deveras diferente. Claro que na qualidade de filosofante que sou, não posso afirmar com plena certeza que a felicidade pode ou deva ser isto ou aquilo, não obstante, fazendo uma breve alusão a Dionísio, o aeropagita, posso afirmá-la negando-a. Talvez esse imenso desfiladeiro que existe entre o reconhecer o que realmente é a felicidade seja uma marca indelével do caráter, melhor, do espírito humano no qual lhe é inerente. Talvez até a insatisfação de fato esteja amalgamada a nossa condição e nós, insatisfeitos por natureza, não a aceitamos e por isso bradamos em busca daquilo que supostamente nos falta. Seria até, assim penso, mais cômodo para nós crermos que a felicidade não existe, mas sim uma insatisfação e uma busca constante, inerente, daquilo que nos falta. Talvez.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-6845487831459452599?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/6845487831459452599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2009/09/felicidade-existe-e-esta-na-sua-sala.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/6845487831459452599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/6845487831459452599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2009/09/felicidade-existe-e-esta-na-sua-sala.html' title='A felicidade existe e está na sua sala'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/SqBxk_oK9NI/AAAAAAAAACI/4aM7KNwimB4/s72-c/kmarx1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-3612384713449870465</id><published>2009-08-25T23:00:00.003-03:00</published><updated>2009-08-25T23:30:27.869-03:00</updated><title type='text'>Um desabafo contra a religiosidade farisaica</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/SpSYk7GRQJI/AAAAAAAAAB4/tFyQukz7j38/s1600-h/9654dd5d08f9cf8932a102014203db57.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 430px; height: 493px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/SpSYk7GRQJI/AAAAAAAAAB4/tFyQukz7j38/s400/9654dd5d08f9cf8932a102014203db57.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374088015466545298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:13pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Padres, padres e mais padres tomam a cidade outrora pacata. A todo instante algum sabedor de religião diz ser dono da palavra verdadeira, da última palavra em religião, da encarnação da palavra, e por aí vai. São eles todos doutores! Nefastos e idiotas doutores com toda sua pompa, sua audácia malfazeja, seu caráter mesquinho, pequeno burguês, hediondo contra um raro espírito livre nesse mesmo lugar outrora pacato. Esses pulhas invadem até o silêncio da madrugada arvorando-se donos de algo que jamais podem ou poderão controlar, apenas habitar, invadir, tal qual os portugueses realizaram aos humanos que aqui já habitavam e foram todos violentados em todos os aspectos. Vestem-se com toda a pompa, com toda a soberba, com todo o invólucro de falsidade, de enganação, e o que é pior, ludibriam e expropriam as pobres almas que fazem questão de serem pobres almas, de estarem ali, reclusos e apequenados em suas desumanidades corriqueiras, cotidianas, acreditando que Deus acredita neles, "porque o padre assim o disse..." Estúpidos todos! Que morram nisso que chamam de vida provida de algo distorcido que eles insistem em chamar de liberdade! Ligo a mínima! Estou cansado dessa briga de ninguém, dessa ideologia imunda e ao mesmo tempo emancipadora que não ajuda a ninguém que não a queira. Por que tem que ser dessa forma? Por que os estúpidos sentem-se atraídos pelos estúpidos? Por que obrigar, de modo sucinto, mas fatal, aqueles ditos jovens, habituados ao único momento efetivamente livre de suas vidas predestinadas ao fracasso, à burocracia, às estatísticas, enfim, ao nada, a fazerem algo que lhes doem a alma. "Gostem de Deus que Ele gostará de vocês!" &lt;/span&gt;É&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; mentira! Tudo não passa de mais um engodo! Deus não ama ninguém a não ser a si mesmo! Por isso idolatra-se e pede idolatria; por isso deseja que todos façam algo por Ele, em nome dEle, seja para o mal ou para bem, não importa! Apenas usem o nome dEle e lembrem-se sempre que Ele é o superior e que eles, vocês, nós, não passamos de uma cópia mal sucedida, mal acabada de uma tentativa de sermos deuses. Mas eles, vocês, nós somos todos deuses!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:13pt;"  &gt;E o maldito burguês de preto com seu "chapeuzinho de cuia" chega em seu automóvel estupidamente limpo por alguém que achou estar fazendo uma boa ação ao santo homem quando lhe permitiu que lavasse seu automóvel. Ele é um bispo, alguém tido como especial porque é um dos emissários diretos de Deus aos "homens de bom coração". E os coitados, esfomeados, retirantes espirituais, crêem nisso tal qual o dia nasça amanhã. Chegam a dar seu findo dinheiro em nome de uma festa também estúpida, já que é organizado por homens de almas estúpidas, na busca de estarem praticando uma boa ação. Isso não é uma boa ação! Não passa de um atestado de mediocridade, de aceitação de inferioridade que eles querem que todos a tenham que nem a porra de um câncer espalhado pelo corpo todo há muito tempo. Aquele odor que é exalado de suas vestes pretas, que simbolizam a pureza, o respeito para com aquele ser dito maior, não passa de um casulo, de uma crisálida, de um recipiente em que se guarda tudo que é de podre daquilo que chamamos "humano". Aposto que se Deus existisse ele reprovaria tal comportamento soberbo, luxurioso, de desfilar sob roupas pomposas para chamar a atenção do coitado, em todos os sentidos, para que ele lhe diga: "Olha, ali vai um enviado divino!". Divino do inferno, só se for. Não passa de um demoniozinho de quinta categoria tentando equiparar-se ao próprio Lúcifer em maldades que ele teima que sejam bondades. O diabo não acha que pratica maldade alguma, pelo contrário, é só observar porque ele ri. E o pobre Deus o faz assim? Aprendemos que não. Deus jamais ri de nada, se o fizer será um louco, todos devemos então seguir mais esse mandamento subentendido nas entrelinhas de sua doutrina desumana e exercitar todos os domingos nossa tristeza imposta – a verdadeira "essência do cristianismo". Se bem que nos será permitido estarmos alegres somente em casos de pura estupidez, já que se está no meio de estúpidos, então poderemos saltitar, dançar, proferir músicas (se é que o são) de letras medíocres e rezar também mediocremente, pois um campeonato de rezas de vez em quando ajuda a nos levar à redenção, a estar mais próximos de Deus, de preferência na igreja, ao lado daquele que se diz o oficial imediato do grande nada que insistem em chamar de DEUS! Esse deus que eles tanto falam não existe! Um produto, aliás, um produto muito bem elaborado ao longo de centenas de anos; uma marca muito bem desenvolvida que lhes permite lucros exorbitantes durante eras incontáveis em lugares inimagináveis! A maior empresa do mundo: a igreja católica apostólica romana! Produto principal: Deus. Segmentos desse produto: Jesus, o que dizem Cristo, e seus asseclas, santos, santas e beatos, afora os que o povo adora como tais mesmo sem a aprovação estúpida dos homens estúpidos daquele antro chamado Vaticano, lugar onde estão escondidos e muito bem guardados os espólios de incontáveis épocas sobre os mais diversos povos nas mais diversas regiões do planeta. Sim, eles podem tudo, eles são tudo, diria até o mais estúpido de todos os fiéis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/SpSdnzPFlcI/AAAAAAAAACA/YOxKyQVV80U/s1600-h/bispospb.bmp"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-3612384713449870465?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/3612384713449870465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2009/08/um-desabafo-contra-religiosidade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/3612384713449870465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/3612384713449870465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2009/08/um-desabafo-contra-religiosidade.html' title='Um desabafo contra a religiosidade farisaica'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/SpSYk7GRQJI/AAAAAAAAAB4/tFyQukz7j38/s72-c/9654dd5d08f9cf8932a102014203db57.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-5297969093217940528</id><published>2009-08-22T22:14:00.002-03:00</published><updated>2009-08-22T22:20:39.540-03:00</updated><title type='text'>Uma verdadeira oração para Deus</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Garamond;font-size:14pt;"  &gt;Quão gozosos se encontram os seres humanos quando descobrem que estão sob o jugo da paixão, quando se veem enamorados por alguém e esse alguém retribui o mesmo sentimento que lhe foi dado!  Ambos parecem caminhar por sobre as nuvens galgando mais e mais para ficarem próximos do Ser Divino!  Experimentam sentimentos nunca antes sentidos e descobrem-se acima de tudo vulneráveis aos caprichos do outro, do outro que lhe é o objeto de adoração, de amor...  Para esses seres humanos "tudo é lindo, tudo é maravilhoso" – até a "pieguice"; onde havia sofrimento, reina agora alegria, o êxtase espiritual!  Querem contar a tudo e a todos o quão de felicidade toma cada vez mais seu coração, sua alma, seu ser...  É algo comparável àquele fiel, devoto fervoroso de sua religião, que descobre nela a certeza que o aproximará ao seu objeto de adoração, que levará ao seu deus – coisa que se nota como principal meta a qualquer religião verdadeira e que é justamente alcançar a divindade.  Este é o perfil de um ser humano verdadeiramente apaixonado, daquele ser humano que indiscutivelmente está amando.  E é neste sentimento, nesta transição aparentemente infinita de sensações, que ele encontrará o seu objeto de adoração, no caso, o seu "deus".  É através deste sentimento, o amor, que se pode afirmar de modo convicto o caminho pelo qual se pode aproximar ao máximo da divindade.  É este o verdadeiro poder, a verdadeira magia sacra, divina e religiosa; a única maneira de se fazer uma "oração a Deus". &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-5297969093217940528?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/5297969093217940528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2009/08/uma-verdadeira-oracao-para-deus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/5297969093217940528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/5297969093217940528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2009/08/uma-verdadeira-oracao-para-deus.html' title='Uma verdadeira oração para Deus'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-8311484760814625271</id><published>2009-08-13T20:32:00.001-03:00</published><updated>2009-08-13T20:51:20.270-03:00</updated><title type='text'>A verdadeira religião e uma religião que apequena o ser humano</title><content type='html'>&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:12pt;"  &gt;A religião, embora seja um tema há muito discutido e re-discutido e pensado e re-pensado, ainda assim consegue ouriçar as pessoas no nosso mundo, sejam elas de qualquer raça, credo ou classe social. Até os menos inteligentes, os que não buscaram se aprofundar de uma maneira um tanto mais rebuscada sobre este tema, acham-se grandes sabedores, eloqüentes conhecedores deste tema tão vasto senão complexo. Absolutamente todo mundo possui uma opinião formada sobre a religião e muitos ainda não admitem que ninguém discorde posto que "a minha opinião é fundamentada naquilo que o padre ou o pastor falou". Deveriam ler mais. Estes grandes sabedores da religião, embora tenham toda crença possível e impossível que a sua escolha ou impressão – que seria o termo mais conveniente – sobre religião é perfeita e praticamente inabalável, acreditam-se no direito legítimo, ou até mesmo "divino", de tratarem sobre esse assunto como se fossem um santo Agostinho, um Lutero ou até mesmo um Papa qualquer. Esses incautos que lêem e apenas compreende de maneira medíocre um trecho qualquer da Bíblia já querem que as pessoas imediatamente percebam sua "grande descoberta" acreditando piamente senão cegamente que os outros necessitam desesperadamente de sua revelação, de sua salvação! Idiotas, idiotas, idiotas! Eles confundem religião com imposição, para eles são sinônimos, como também seria sinônimo o desrespeito para com as concepções dos outros, dogmatismo abusivo e exagerado. Por que essas pessoas têm que levar ao pé da letra o que está escrito em qualquer bíblia traduzida por qualquer um? "Não! A tradução da minha bíblia é muito melhor e mais aprofundada que a sua!", ou ainda: "A minha vem direto da Revelação de Deus feita para o Homem, a sua não!" e por aí vai as sandices que cada um acha estar correto quando na realidade não percebem nenhum deles que a fé estaria atrapalhando muito mais uma possível compreensão exata deste livro sagrado – isto é, se existe esse tipo de compreensão sobre esta obra, quando na realidade seria muito mais interessante se todos complementassem suas compreensões pois é muito mais prático falar em diferentes interpretações do que "eu conheço a verdade absoluta" que muitos apregoam por aí. Se bem que isto é típico de um tipo de conhecimento, no caso o religioso, que só admite gentes escolhidas, pessoas indicadas pelo divino para ter acesso a essa Verdade, então, nada mais saudável que a maioria desses grandes sabedores pretenderem ser este escolhido, não?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:12pt;"  &gt;Um pequeno grande filósofo, desconhecido praticamente para os iniciantes ou curiosos e que passa quase despercebido pela história da filosofia, não fosse o reconhecimento dado a ele por um filósofo ilustre, o senhor Karl Marx, reconhece na figura de Ludwig Andréas Feuerbach um pensamento no mínimo inquietante. Feuerbach fora mais um dentre muitos outros que comentou sobre este tema demonstrando o quão de complexidade ele exige, lembrando ainda que este ilustre desconhecido pensador fora um teólogo que mais tarde arrependera-se "formalmente" desta sua escolha percebendo justamente a complexidade do tema e, portanto não mais ofertando o devido crédito que os doutos cristãos pretendiam. Este pensador, cuja vida nos serve de exemplo de o quanto um ser humano pode sofrer por causa de meia dúzia de idéias "incendiárias", e isso no início do século XIX, numa Alemanha ávida por ingressar de uma vez por todas no progresso industrial, conseguiu convencer Marx e Engels do caráter de encantamento – de "alienação" mesmo – existente na esfera da religião. A religião funcionou como ponto de partida para a compreensão de que este caráter de alienação estaria espraiando-se para outros ambientes, no caso, nas relações sociais entre pessoas de classes distintas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:12pt;"  &gt;Como disse anteriormente, esse tema atrai muitas pessoas. Sinto isso na sala de aula, nas conversas com amigos, na televisão. O tema consegue atrair muito mais do que imaginamos, talvez atraia tanto que seja por isso que vemos a todo o momento espalhados pela tevê indivíduos que se tornam símbolos consagrados de um produto justamente derivado da religião: a fé. Esses muitos indivíduos que lêem e apenas compreendem de maneira quase medíocre um trechinho mixuruca das ditas sagradas escrituras, imediatamente sentem-se arrebatados por uma inspiração divina e assim pretendem que as pessoas logo os tomem como enviados diretos da divindade maior. Acreditam que foram tocados pelo sagrado e por isso foram salvos, e agora possuem uma missão aqui na terra mundana de salvar a nós, os que ainda buscamos essa dita verdade suprema. Mil vezes idiotas!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:12pt;"  &gt;Será que religião, para eles, é tão somente sinônimo de imposição, de dogmatismo puro, abusivo e exagerado? De desrespeito para com as concepções dos outros se essas concepções vão de encontro às suas? Por que esses estúpidos palermas acreditam que a Bíblia, a Torá ou o Corão lhes serve como o mais eficiente cabresto? Por que eles encontram em sua suposta certeza a "revelação" mais que sagrada sobre o maior mistério da vida? Chega a ser um tanto assustador quando nos deparamos com seres dessa estirpe, pois serão eles em um futuro muito próximo belos ditadores, déspotas, fascistas ou qualquer outra desgraça humana justamente voltada para algo anti-humano. A dúvida, para eles, age tal como uma cruz para um vampiro; fogem como crianças assustadas de um monstro que está no armário. Parece que, ao perceber remotamente que uma dúvida está prestes a lhes incorrer a mente, o espírito, uma grave doença lhes dominará o corpo. Fecham-se em seus casulos, em suas crisálidas, acreditando piamente que o mundo é aquilo que suas enrugadas mãos alcançam. E quando vêem alguém que não almeja enxergar aquilo com o qual eles já se habituaram, taxam-no de desviado, de incrédulo, ou até de adorador de alguma entidade malévola - como que se tais entidades tivessem alguma relação com a mediocridade de espírito deles -, julgam-no precipitadamente sem sequer ouvirem o que o outro tem a dizer. Eis, então, que surge o grande dilema: em que categoria colocar essa gente desrespeitosa e nada religiosa, se tomarmos o sentido originário deste termo tão solapado? Será, por exemplo, que o Cristo manifestava uma proposta de tornar as pessoas fechadas para o mundo e para os outros, fechadas no sentido de afirmarem que uns poucos têm a verdade e os que não têm deveriam ser perseguidos - aliás, vale lembrar que ele próprio fora um desses perseguidos -, execrados da sociedade? Será que o Cristo pretendia salvar o mundo dos homens para que alguns poucos pudessem encontrar a verdade e assim esses poucos deveriam subjugar a grande maioria supostamente perdida? Ser crédulo é sinônimo de estupidez, de idiotice aguda? Será que esses indivíduos possuem alguma dificuldade em perceber que religião envolve conceitos fundamentais como fraternidade, irmandade ou, no mínimo, respeito para com o outro? Até o próprio Nietzsche, tão perseguido por esses grandes sabedores da religião e por esses mesmos perseguidores que o taxaram de herege ou demoníaco, possuía algo que eles jamais manifestariam e que é justamente o princípio de humanidade, de respeito para com o ser humano e inclusive com a natureza, coisa que a filosofia tradicional daquele momento não reconhecia, representada na figura maior de Hegel. Nietzsche chama a atenção para que o próprio ser humano identifique dentro de si esse princípio verdadeiramente supremo ou até divino, pois pertence à sua natureza, reconhecer que o outro tem um valor tal em relação a qualquer um e coisa. É reconhecer que o diferente existe e deve ser visto como diferente, não com uma visão de reducionismo, de preconceito, "farisaica"; é tão somente reconhecer que o diferente é diferente e que isso não suscita direito algum de menosprezo. Já Hegel, por mais notável e brilhante que tenha sido sua filosofia, por exemplo, enxergava o negro como um ser inferior - como antítese, segundo sua nomenclatura filosófica - ávido por relacionar-se com o branco, pois somente este o "salvaria" do estado de barbárie em que ele próprio e seu mundo se encontravam; ou ainda, afirmar que o cristianismo é a religião "maior por excelência", pois somente ela é quem de fato consegue a incrível façanha de lidar com o conceito. Concordo veementemente que Hegel contribuiu e ainda contribui com sua filosofia para uma compreensão mais acurada da nossa realidade servindo-nos com seu arcabouço, com sua estrutura que consegue adaptar-se dialeticamente a qualquer período em que a nossa história esteja, não obstante, sua contribuição, para aquela época, já era muito arriscada, senão efetivamente imperialista, ostentadora da ideologia de políticas dominadoras que sequer apresentavam uma noção de respeitabilidade para com o outro, e dentre essas políticas, obviamente que se enquadra aqui o catolicismo ou o cristianismo de modo geral, de algum modo ganhando alguma legitimidade na filosofia hegeliana. Parafraseando Nietzsche, o ser humano não é melhor nem pior que uma simples formiga, ele, simplesmente, e assim como a formiga, realiza aquilo que sua natureza lhe permite e isso jamais lhe dará o direito de julgar-se superior a qualquer uma das criaturas da natureza maltratando-as de algum modo, e isto se dá também com o próprio ser humano - obviamente que isto se aplica a esses supostos religiosos que se acham no direito sagrado de serem superiores aos demais espraiando sua arrogância seguida de intolerância e desrespeito ignorando assim justamente esse aspecto da natureza assinalado por Nietzsche. Seria bem interessante que esses ditos homens da religião, em algum momento de suas maravilhosas vidas, dedicassem um pouco de seu precioso tempo à leitura de uma obra nietzschiana que consegue demonstrar o quão eles ainda têm muito que aprender sobre preceitos efetivamente religiosos. Seria tão bom se, com a mesma vontade que lêem a Bíblia, lessem algumas passagens do &lt;em&gt;Anticristo&lt;/em&gt;, do &lt;em&gt;Ecce Homo &lt;/em&gt;ou de outro filósofo "menor" como Feuerbach em a &lt;em&gt;Essência da Religião &lt;/em&gt;e não ficassem presos às suas "robisonadas" religiosas, utilizando um termo da crítica marxista. Reconheço sim o quão pretensioso de minha parte imaginar que tais figuras pudessem de algum modo se debruçar sobre algo diferente de seu mundo e assim fortalecer - ou não - suas crenças naquilo que acreditam com tanto fervor. Sei que uma leitura desses indivíduos sobre a contribuição do velho Nietzsche ou do sofrido Feuerbach suscitaria julgamentos no mínimo desrespeitosos dirigidos às suas imagens desmerecendo assim pensamentos contundentes e efetivamente "religiosos", para não dizer humanitários.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-8311484760814625271?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/8311484760814625271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2009/08/verdadeira-religiao-e-uma-religiao-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/8311484760814625271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/8311484760814625271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2009/08/verdadeira-religiao-e-uma-religiao-que.html' title='A verdadeira religião e uma religião que apequena o ser humano'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3656920039460558232.post-399812226147622360</id><published>2009-08-05T22:05:00.002-03:00</published><updated>2009-08-05T22:15:28.893-03:00</updated><title type='text'>A condição do homem contemporâneo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/SnoupAclaNI/AAAAAAAAAA4/Sgwj5te4H1s/s1600-h/idoso.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 145px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/SnoupAclaNI/AAAAAAAAAA4/Sgwj5te4H1s/s200/idoso.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366653187994773714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span xmlns=""&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:12pt;"  &gt;Talvez seja uma pergunta supostamente tão simples e pretensiosa, mas que soa não menos absurda: será que a razão venceu? De fato, não podemos negar que o homem contemporâneo ou moderno goza de avanços tecnológicos outrora impensáveis ou simplesmente destituídos sequer de uma suposta aura de possibilidade. Pode-se transformar a natureza de um modo tão profundo que o próprio homem jamais sonharia possuir essa tal e incrível capacidade. Nesse sentido, a razão realmente conseguiu ofertar ao ser humano um avanço inominável, tornou-se um instrumento fantástico capaz de proporcionar os desejos supostamente irrealizáveis. Com ela, a razão, o homem alcança aquilo que a sua mão não lhe permite ofertando à sua mente poderes incomensuráveis. Não obstante, é essa mesma capacidade que o distanciaria de si mesmo impondo-lhe algo que o rejeita, que o faz desconhecer-se, enfim, que o aliena. Sim, o ser humano hodierno tem alcançado uma individualidade que o transforma, que o regenera até certo ponto, que o leva a lugares ou estádios jamais sonhados por ele mesmo. O ser humano, paulatinamente, vem-se tornando mais coeso em suas determinações, em suas escolhas, em sua própria vida, vem-se tornando um sujeito no real sentido da palavra se comparado a outros períodos históricos, como na Idade Média, por exemplo, em que falar em autonomia era quase uma heresia passível de condenação à danação eterna. Sim, o homem de hoje goza de benesses que o homem grego, com toda sua transformação política, não poderia ter, não apenas nas áreas das humanidades como também nas tecnológicas ou ainda naquilo que servia de auxílio no dia-a-dia. Atualmente se vive mais e melhor, dizem e re-afirmam os clichês propagandísticos dessa coisinha moderna chamada tevê que consegue seduzir tão fatalmente o passivo assistente. Mas, talvez seguindo o mesmo erro de Leibniz, o mundo de hoje, por mais que seja dotado de mil e uma maravilhas, de grandes vantagens se comparado ao humano do passado, ainda assim, esse mesmo ser humano incorre por perseguições ao seu espírito, à sua liberdade, à sua autonomia, e, por mais que se viva em um mundo que oferte todas as maravilhas necessárias à sua libertação enquanto sujeito efetivamente individual, no dizer adorniano, ainda assim se vê preso a novos grilhões. Na realidade, mais parece que se está em um mundo no qual os cerceamentos apenas mudaram de cor, de forma, de aparência, e pior, travestem-se como coisas pertencentes ao ser humano, como algo necessário, natural, conseguindo desse modo passar despercebido do olhar humano. A tecnologia desenvolvida atualmente exerce a mesma função que o pelourinho para os negros, óbvio que não mais de forma evidente e fácil de perceber, agora se dá em um aspecto mais cruel, pois prefere extirpar a vida do indivíduo – diga-se de passagem, de qualquer etnia ou credo – de uma maneira mais lenta e perversa. O desemprego, poderosa e real entidade, configura-se como o carrasco que com o seu chicote, a obrigatoriedade do sujeito aprender alguma novidade tecnológica e assim adaptar-se ao mercado de trabalho, à sociedade administrada, golpeia constantemente o escravo que não tem idéia da sua condição de escravo. O humano tornou-se mais sujeito para enquadrar-se em uma nova forma de aprisionamento, é o "escravo voluntário", obrigado a trabalhar na sociedade de trabalho que o ilude com a concepção de que ter um bom emprego é algo de uma naturalidade cósmica. Se quiser não posso ter um emprego, mas se o fizer não posso gozar daquilo que o Direito Humanitário insiste em deflagrar como universal. Essa nova forma de escravização caçoa desse devaneio universal. Uns ainda propagam que o trabalho dignifica o homem, mas quem dignifica o homem senão ele mesmo? De que me serve um trabalho que me é obrigatório, que conspurca gota à gota o meu espírito, o meu ser, a minha vontade de viver? Tudo nessa sociedade do trabalho está voltado para o trabalho, nem o lazer que desembocaria em um deleite consegue fugir de tal condição. Até os programas de divertimento, de entretenimento, de simples e necessária diversão estão todos direcionados para um divertimento lapidado que possui como único objetivo renovar as energias ou dar um pouco mais de energia a esse trabalhador sem consciência de si para re-ingressar em mais uma semana enfadonha, com aquele chefe que o persegue, com aquele salário que mais o afasta da alegria de viver – se é que ele pode se dar a esse luxo – acreditando que tal situação é sintomática de um momento melhor que está por vir em sua vida sem sentido. Absolutamente nada é gratuito. O seu instinto é sacrossantamente exercitado dia-a-dia obrigando-o a esquecer de que ele nasceu sim com uma incrível capacidade de transformação das coisas e do mundo que o esbofeteia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3656920039460558232-399812226147622360?l=escritosdeumfilosofante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/feeds/399812226147622360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2009/08/condicao-do-homem-contemporaneo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/399812226147622360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3656920039460558232/posts/default/399812226147622360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escritosdeumfilosofante.blogspot.com/2009/08/condicao-do-homem-contemporaneo.html' title='A condição do homem contemporâneo'/><author><name>Vicente Fiscina</name><uri>https://profiles.google.com/102523358203818560105</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh3.googleusercontent.com/-mrx8fW0XsNo/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAATA/0wj_JMlC9H0/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iUKnDq0-ktQ/SnoupAclaNI/AAAAAAAAAA4/Sgwj5te4H1s/s72-c/idoso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
