Existe Liberdade?

 

A liberdade certamente é um dos temas mais envolventes e sempre foi tratado pela filosofia com muito esmero por filósofos como Aristóteles ou Sartre. A tradição sempre a tratou com muita complexidade além de um cuidado talvez, na minha opinião de filosofante, extremo. Mas nada que a desmereça, pelo contrário, todo cuidado ao tratar sobre a questão da liberdade ainda é pouco.

O problema parte da seguinte maneira: será que sou completamente livre para realizar qualquer ação em minha vida? Será que ao tomar minha atitude, ela repercutirá positivimante na vida do meu semelhante ou não? Será que posso afirmar com todas as letras que possuo uma total autonomia no controle da minha vida?

Sem dúvida muitos que lerem estas palavras irão admitir que nossa vida corriqueira é repleta de obrigações – sociais ou físicas, por exemplo – que nos impedem de assumir uma postura efetivamente livre.

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Mas liberdade não é simplesmente subir numa moto e viajar sem rumo e sem objetivo pelas estradas afora. Muito menos assumir a qualquer um que se é dono do próprio destino. Para a filosofia aristótelica, por exemplo, a liberdade perpassa pelas escolhas que realizamos na nossa vida. Nossa liberdade estaria relacionada com nossa postura de agir ou não agir, de tomar uma atitude ou não. A escolha é nossa!

Até hoje essa postura aristótelica de liberdade é discutida na filosofia e, vejam só, desde a antiguidade não se encontrou uma solução, ao contrário, a literatura filosófica moderna reforçou tal postura além de adaptá-la ao nosso novo mundo, até porque não é papel da filosofia encontrar soluções, mas sim o oposto.

Na visão de Sartre, estaríamos “condenados a sermos livres”, já que somos seres pensantes, dotados de razão e os únicos que podem reconhecer e tentar entender o que é essa coisa chamada liberdade, apesar da aparente contradição na afirmação sartreana.

Portanto, a liberdade é nossa parceira; está intrinsecamente envolvida com nosso espírito – com nossa razão. Enquanto seres pensantes que somos, ela estará em nosso âmago, incrustada no recôndito mais profundo de nossa alma.

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